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Indouro Fest – Dia 2 [3Mai2015] Texto + Fotos

06 de Maio, 2015 ReportagensWav

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Ao segundo dia do Indouro Fest, a chuva teimava em não abandonar a Serra do Pilar e isso fazia-se sentir claramente na adesão do público às primeiras bandas. Com a notícia do cancelamento dos TOY, os portugueses Malcontent passaram para o horário que estava destinado aos britânicos e coube a Os Príncipes a ingrata tarefa de abrir o palco principal ainda perante muito pouca gente. Um projeto muito interessante que merecia mais audiência.

Na subida ao palco da banda britânica, os Whistlejacket encontraram o mesmo público que minutos antes assistira ao seu sound check. Ainda assim, se a falta de público provocou desmotivação, esta não foi sentida em palco, e muito naturalmente conseguiram pôr a vibrar, com o seu rock psicadélico, os verdadeiros apaixonados por música que enfrentavam a natureza para ouvir umas boas malhas, como foi o caso de “March Hare”.



“Fuck the Rain Away”, brincaria mais tarde Max Bloom num trocadilho com o sucesso de Peaches, "Fuck The Pain Away. O que é certo, é que na subida ao palco por parte dos Yuck, o público encontrava-se bem mais composto. Facto que se deve, também, ao cancelamento de Toy devido à greve dos pilotos da TAP. Assim, estes apresentaram-se, a par com British Sea Power, um dos nomes mais sonantes do segundo dia deste festival.

O certo é que mesmo com a continuada precipitação, esta claramente tornou-se despercebida, com o público a vibrar em músicas como “Get Away” ou “Middle Sea”, que provocou um mosh que mais tarde encontraria a sua réplica com “The Wall”. Para o fim ficou ainda "Age of Consent", cover de New Order que os Yuck tocam habitualmente, e ainda tempo para apresentarem uma música nova, que vai estar presente no próximo disco.



Quando os Lola Colt subiram ao palco, a chuva havia parado como que num anúncio de que rituais mágicos iriam acontecer. Com uma entrada potente como uma bala de canhão, a voz de Gun, não poderia ter-se associado a local mais adequado do que às paredes do Mosteiro da Serra do Pilar, o que deixou deliciado o público do Indouro, que por esta altura era claramente mais maduro. A dinâmica da banda em palco era de extrema comunhão e isso passava para o espectador através dos ritmos provocados, aliados à coreografia visual, como foi o caso de “Jaguar”, provavelmente o momento mais alto do concerto.

Os Malcontent atuaram logo de seguida, ocupando o slot que era destinado aos TOY. A banda portuguesa que já tem mais de 10 anos de carreira não se deixou afetar pela responsabilidade, dando um belo e competente concerto, enchendo por completo o palco com o seu shoegaze e noise pop. Uma atuação assente essencialmente no seu mais recente disco, Riot Sound Effects, lançado no ano passado. Os Malcontent foram um dos maiores vencedores do dia, beneficiando claramente da mudança de horário, que fez com as poderosas linhas de baixo do jornalista da RTP, Jorge Oliveira, e da frenética guitarra de Sérgio Costa fossem apreciadas por uma audiência maior e, provavelmente, terem ganho público que ainda não conhecia este trio de Gaia.



Uma chuva intermitente, ora miudinha, ora torrencial, acompanhou o mais aguardado concerto da primeira edição do Indouro Fest.  Após 15 anos de carreira e 9 álbuns editados, os British Sea Power (finalmente!) estrearam-se por terras lusitanas, sob a paisagem de um Rio Douro contornado pelas luzes noturnas e pela ausência de corpos nas suas margens.

Os ingleses não se deixaram intimidar nem pelo frio, nem pela chuva, nem pela pouca adesão ao festival em si. Acolheram-nos como se estivéssemos em pleno Verão e começaram logo com dois dos seus mais conhecidos temas: "Machineries of Joy" e "Remember Me", temas que os British Sea Power nem costumam tocar logo ao princípio dos concertos mas que agarraram de imediato os espectadores e deram início a uma simbiose de energia entre a banda e o público. Os corpos baloiçavam ao ritmo do quinteto e da chuva torrencial que se fazia sentir. O resultado foi um dos maiores aplausos ouvidos no festival, apenas superado pelo aplauso no final do concerto.

Os pontos altos do concerto traduziram-se em "Loving Animals", mas acima de tudo em "Waving Flags", onde grande parte do público até cantou e toda a gente dançou ao som do ritmo crescente da música, e também do concerto. A energia dos ingleses culminou numas cambalhotas dos vocalista e guitarrista Jan Scott Wilkinson, em corpos cansados e num denso aplauso ao que foi, sem dúvida, o melhor concerto proporcionado pelo Indouro Fest. Talvez por má escolha de agentes por parte da banda, ou talvez por desinteresse dos promotores portugueses, mas não se percebe como uma banda destas nunca tenha vindo a Portugal.



Acabada a primeira edição do Indouro Fest, e apesar do todos os percalços, pode-se concluir que este é um festival que tem tudo para continuar nos próximos anos, depois de alguns erros corrigidos. O largo da Serra do Pilar é um local excelente para receber concertos, com uma vista assombrosa das zonas ribeirinhas de Gaia e Porto. De louvar também a aposta de nomes em estreia por parte da promotora, num sector em que é frequente a aposta e reciclagem do mesmo conjunto de nomes, muitas vezes sem material novo para apresentar, continuando bandas de grande valia e qualidade sem virem visitar o nosso país.
Texto por Bruno Pereira, João Rocha e Sara Dias.
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Indouro Fest – Dia 2 [3Mai2015] Texto + Fotos
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