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Iron Maiden - MEO Arena, Lisboa [11Jul2016] Texto + Fotos

12 de Julho, 2016 ReportagensDiogo Alexandre

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Ainda no rescaldo da inédita vitória da selecção portuguesa no campeonato europeu de futebol, os Iron Maiden são recebidos diante de um público sem vergonhas em demonstrar o seu apreço pela banda e respetiva música. Antes mesmo do espectáculo se iniciar, observamos as cerca de 18.000 pessoas que compunham  MEO Arena a cantar extasiados “Campeões, nós somos campeões”, de cachecol português ao pescoço e fazendo a hola mexicana.

Nesta que é a sua quarta passagem pela sala lisboeta, os britânicos não hesitaram em apresentar temas novos do seu mais recente The Book Of Souls, lançado no ano passado, abrindo o concerto, muito bem apetrechado em termos visuais, com “If Eternity Should Fall” e “Speed Of Light”, duas faixas do mesmo, antecedidas por um excerto videográfico demonstrando o avião dos britânicos a libertar-se das lianas da floresta e a sair disparado para aterrar em Lisboa, e por uma introdução de “Doctor, Doctor”, original dos UFO aqui tocada em versão Iron Maiden.

De indumentária negra e capuz envergado, Bruce Dickinson sobe à plataforma elevada, diante de um banner onde se podia avistar pirâmides Maias, mergulhando a sua face numa espécie de caldeirão mágico de onde provinha um espesso fumo branco como se presenciássemos um ritual de feitiçaria ancestral, invocando-nos, claro está, para a cultura Maia, temática que invade o último disco dos britânicos. À terceira faixa, e após uma "Speed Of Light" muito bem acompanhada pelos presentes, chega “Children Of The Damned”, primeira de três incursões a The Number Of The Beast, onde Bruce gritou o primeiro de muitos “Scream for me Portugal!” e aproveitou para mencionar e, porque não, elogiar a selecção portuguesa~de futebol campeã europeia no dia anterior, pegando num cachecol português e metendo-o ao pescoço, deixando toda a sala ao rubro.

Num concerto em que o espírito patriota português estava ao rubro (que só parece existir em jogos de futebol ou em comícios de extrema-direita), não somente de portugueses se constituía o MEO Arena, sendo observáveis as muitas bandeiras esvoaçantes quer na plateia, quer nos balcões ou até mesmo na frontline, observadas através dos ecrãs gigantes que transmitiam o concerto para aqueles que, como nós, se situavam numa posição não muito favorável. O próprio Bruce refere isso durante o concerto: os Iron Maiden não estão interessados em cor de pele, religião ou política, fazem isto pela música e são uma banda do mundo, mencionando, posteriormente, as bandeiras turcas, gregas, brasileiras, espanholas, inglesas (obviamente), irlandesas e francesas que esvoaçavam na sala.

Quando Steve Harris entra em cena com o seu famoso Fender revestido com as cores do West Ham para, sozinho em palco, dar início a “The Red And The Black”, clássico instantâneo deste The Book Of Souls com quase 15 minutos de duração, o público vai ao delírio e entoa o coro da canção em uníssono até para lá do fim da mesma. Um verdadeiro momento de comunhão entre público e banda que se viu ainda mais exacerbado quando o riff magistral de “The Trooper” irrompe pelo PA do MEO Arena. Êxtase absoluto, mosh pit aberto, apesar da pouca adesão, e muitos saltos e cantoria. Uma música que 33 anos depois de ter saído ainda agita milhares de pessoas desta forma é, inegavelmente, uma enorme canção.

“The Book Of Souls”, faixa homónima, proporciona um interessante duelo entre um Eddie gigante, o divertido guitarrista Janick Gers e Dickinson que avabou, inevitavelmente, por lhe arrancar o coração e atirá-lo ao público, marcando também o fim da travessia pelo novo disco. Daqui em diante só clássicos. “Hallowed By The Name”, “Fear Of The Dark” e “Iron Maiden”, verdadeiros portentos musicais com mais de duas décadas de existência (e só não são três porque a segunda é de 1992), são cantadas de pulmões bem abertos e encerram o alinhamento regular. Para o encore estavam reservadas “The Number Of The Beast”, “Blood Brothers” e, a fechar, “Wasted Years”, com Steve Harris a fazer das suas e a subir ao palco de equipamento futebolístico português envergado e assim permanecer até ao término da atuação.

Os Iron Maiden estão vivos e recomendam-se. Prova disso foi a forma como foram recebidos nesta segunda-feira por um público que se repartia pelas mais diferentes faixas etárias e pela qualidade do espetáculo proporcionado. Nem a ausência de temas fulcrais como “Aces High” ou “Run To The Hills”, muito pedidos pelos fãs, tirou mérito a um concerto em tudo vencedor.



por
em Reportagens
fotografia Bruno Pereira

Iron Maiden - MEO Arena, Lisboa [11Jul2016] Texto + Fotos
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