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Jacco Gardner @ Hard Club - Porto [17Mai2015] Texto + Fotos

20 de Maio, 2015 ReportagensJoão Rocha

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jacco

Foi há pouco mais de um ano que Jacco Gardner se apresentava pela primeira vez ao público portuense. Num local não muito afastado do Hard Club, o multi-instrumentalista holandês, encontrava o palco de um Passos Manuel lotado, numa noite chuvosa de pleno Inverno. Vinha apresentar Cabin of Curiosities e quase sempre nas teclas, não conseguia esconder uma clara timidez de palco. No passado domingo Jacco encontra um Porto diferente: uma outra sala de espetáculos, uma outra estação do ano, um outro público. Mas nesta onda de mudanças, é o público que encontra um outro Gardner em palco: com um outro álbum na bagagem, a figura tímida dá agora lugar a um sujeito bastante afável e simpático que não poupa as palavras de elogio e agradecimento aos presentes no Hard Club.

Depois de um aquecimento pelos The Japanese Girl, Jacco Gardner sobe ao palco fazendo-se acompanhar por uma banda de quatro elementos para, sem muitas demoras, começar logo a fazer as delícias de um Hard Club bastante composto. Logo na segunda música disparam com “Clear the Air” colocando todos os que me rodeavam num estado de canto dançante. Seguiu-se “Puppets Dangling” que apesar de mais relaxada mantém o público totalmente preso na viagem musical, não se tratasse de uma das melhores músicas de Cabin of Curiosities. É já a meio do concerto que se faz anunciar Hypnophobia, o novo álbum, e assim Jacco dá-nos “Face to Face”, uma má escolha para primeira amostra, claramente notada pela apatia do público.

Teve que se esperar até ao fim do concerto para se voltar a ter o público realmente delirante com o concerto: “Chameleon” foi interpretada de forma magistral, levando o público a dar uma das maiores aclamações da noite que funcionou como uma espécie de “boost” para Jacco, que volta a pegar no novo álbum para apresentar o single do mesmo. “Find Yourself” funciona ao vivo e agrada claramente ao público e seria a escolha mais que acertada para terminar o concerto da melhor maneira. Jacco e companhia saem do palco, no entanto atraídos pela pouca convicção de um limitado número de pessoas que pedia o regresso, voltam para fazer um encore. Este, composto por duas músicas, apenas conseguiu causar algum impacto pelo facto de no seu início todos os elementos da banda terem trocado de instrumentos uns com os outros.

Apesar da figura simpática, Jacco  Gardner perde bastante por uma falta de carisma que possivelmente ainda terá tempo para desenvolver. São também as suas influências que o atrasam um pouco a progredir. O seu claro gosto pela fase Syd Barret dos Pink Floyd faz-se notar muito mais ao vivo onde muitas músicas acabam por soar bastante semelhante, o que evidentemente causa algum cansaço a quem o está a assistir, neste concerto, aliado a uma má escolha de disposição da set list que causou o clímax no início e no fim, deixando para o preenchimento uns “restos” muito semelhantes. No entanto, apesar das falhas, ninguém pode duvidar das capacidades musicais de Gardner, fazendo dele uma das figuras mais interessantes a seguir no movimento revivalista psicadélico actual.

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