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Jameson Urban Routes 2015 – Dia 4 [30Out] Texto + Fotos

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Iniciámos a segunda semana de Jameson Urban Routes ainda com a primeira na cabeça e para começar da melhor maneira, nada mais nada menos que o grande dia do festival, pelo menos a julgar pela forma como os bilhetes “voaram”. Nunca é demais relembrar que este foi o primeiro dos 4 dias (pagos) a esgotar e num tempo reduzidíssimo. Os fãs queriam os La Femme em Portugal e não quiseram perder a sua estreia no nosso país. Antes disso os The Sunflowers arrasaram o Musicbox com o seu rock rápido vindo directamente da garagem mais fixe do Porto.

À entrada deparamo-nos logo com um alien distribuindo mini-vinís em papel, com a senha do seu novo single para se fazer download. Alien, esse, que viria, mais tarde, a (tentar) iniciar as honras do crowdsurf, sempre impedido pelo segurança da sala sem percebermos porquê.

Foram 30 minutos de puro êxtase proporcionado por estes girassóis que se revelam ainda melhores ao vivo do que em estúdio. Houve músicas novas, os antigos clássicos e até um cover dos Ramones: “Blitzkrieg Pop”, que mais poderia ser? Para o final ficaram guardadas, e com mosh pit iniciado por dois membros dos La Femme, “Fuck You”, “Charlie Don’t Surf” e “Zombie” que acabou com Carlos a atirar uma guitarra cor-de-rosa insuflável para o público e a tocar no meio do mesmo. Melhor não poderia ser. Destaque para a indumentária da banda: aqueles calções são incríveis.

Já com o Musicbox bem cheio, os La Femme entram e arrasam logo de início. Não foi necessário grande coisa para que o público lisboeta desatasse aos saltos logo aos primeiros ritmos saídos do teclado de Clémence Quelennec, em “Amour Dans Le Motu”. A banda prosseguiu com o seu concerto, maioritariamente, apresentando Psycho Tropical Berlin, o tão adorado álbum de estreia, mas no entanto houve também tempo para algumas músicas novas.

“Sur La Planche” foi a música mais aplaudida da noite, como era esperado, levando a plateia ao delírio que saltava e cantava o mais efusivamente que conseguia, tanto os da frente como os da parte mais afastada do palco. “Welcome America” encerra do modo mais groovy este concerto que agora tinha sido imaculado, metendo todos a dançar ao ritmo da mais uma linha de baixo incrível. No encore “Antitaxi” é anunciada com um valente “filhos da puta!” enquanto o público no Musicbox gritava “Uber! Uber!” preparando-se para, supostamente, dançar pela última vez, mesmo que apertados, ao som destes La Femme apoteóticos.

A verdade é que a banda regressaria para um, muito pedido, segundo encore, onde debitou o improviso mais random que nos lembramos de ter assistido na história do rock. A troca de sorrisos entre os diversos membros da banda era notória: nenhum deles sabia muito bem o que estava a fazer, terminando o festim abruptamente com Marlon Magrée despedindo-se ainda movimentando a sua pandeireta, mais de 10 minutos depois de tudo se ter iniciado. Um final de concerto digno de se contar aos entes queridos e de se recordar num future proche. Estreia gloriosa dos franceses no nosso país.

A fechar o ciclo de live acts do dia chega Xinobi acompanhado pela sua banda que conta com ilustres nomes tais como Jibóia (nas guitarras), Sequin (nas vozes), entre outros.

Com dois riscos pretos na cara, subiram ao palco interpretando 1975 da melhor forma possível para um público que não arredou pé mesmo após a atuação mais esperada da noite. A quase ausência de luz durante grande parte da atuação resultou bastante bem, atribuindo-lhe uma ambientalidade quase mística. ”Mom And Dad” e “Real Fake” foram cantadas em uníssono enquanto Xinobi e companhia proporcionavam uma hora da melhor música de dança (se é que lhe podemos chamar assim) made in Portugal. Que o público gostou, gostou… disso que não hajam dúvidas.

O resto da noite ficou ao encargo de Hyenah e Mike Stellar.

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Por Diogo Alexandre / 9 Novembro, 2015

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Um gajo que gosta de música e escreve coisas estranhas.

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