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Joan Baez @ Coliseu de Lisboa – Lisboa [1Abr2015] Texto + Fotos

04 de Abril, 2015 ReportagensDiogo Alexandre

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joan baez

Um Coliseu a rebentar pelas costuras com um público que abrangia todas as idades. Vimos as três gerações presentes neste concerto: avós, pais e filhos, juntos para apreciarem uma das mais importantes cantoras do século XX.

Sob bastantes aplausos, Baez entra sozinha em palco e inicia o seu repertório com "Donna Donna" (tema tradicional Yidish) acompanhada no refrão pelo público presente. A dizer, também, que este não foi apenas um concerto em que Joan Baez tocava apenas de sua autoria, aliás, foram mais os covers do que temas seus, propriamente ditos.

“Lily Of The West” tema tradicional e apresentado como uma canção “tipicamente Folk”: “dois homens lutam por uma mulher, eles morrem e ela é livre”. Entra a banda em palco e torna esta canção ainda mais bela do que o que era: aquele cajón preencheu a música de uma forma excelente. “This is a song that I sang in the Woodstock Festival in 1969 and I will sing it for you today”, foram as palavras que deram mote à interpretação de “It's All Over Now, Baby Blue”, tema original de Bob Dylan.

A grande surpresa da noite ocorreu quando a norte-americana decide cantar, a capella e num português quase perfeito, “Grândola Vila Morena” (de José Afonso) onde foi auxiliada pelo público tanto na parte vocal como na parte rítmica, com os presentes a marcarem os compassos no chão do Coliseu, em tom de marcha, como o fez José Mário Branco e companhia naquela manhã de 1971. Agregado a isto não poderiam faltar as palavras de ordem: “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!”, claro está. Um momento que deixou estupefactos todos os presentes na sala e que apesar de não ter sido uma novidade, a cantora já o tinha feito em 2010 aquando da última passagem pelo nosso país. É sempre um acontecimento digno de ser recordado pois ver uma ativista como a Joan Baez a cantar uma música tão relevante para a cultura do nosso país não é coisa que aconteça todos os dias.

Para desanuviar o clima gerado por tal circunstância, e garantimos que pelas conversas que ouvimos, foram muitos os presentes que viveram intensamente a época ditatorial portuguesa, a cantora lança-se a uma balada mais country ao piano, composta por Dirk Powell (o seu pianista, acordeonista, guitarrista, baixista... enfim, o senhor tocava tudo o que lhe dessem) e auxiliada nas segundas vozes pela sua “empregada”. A quebra ideal para o que se avizinhava. Imediatamente após “Just The Way You Are” terminar, ouvem-se os primeiros acordes de “Diamonds & Rust” e foi a excitação geral. A artista nem precisou de cantar, o publico fê-lo sozinho. No entanto, já eram nítidas as fragilidades vocais de Baez, que não se excedeu nas vocalizações, cantando a música num tom mais baixo de como a conhecemos. Os 74 anos de idade já pesam, porem não tanto como estávamos à espera.

Chegou a vez de fazermos mais uma incursão pelo mundo da world music. Baez interpreta eximiamente a famosa musica tunisina "Jari Ya Hamouda", de Ahmed Hamza. Mais um momento para a posteridade, que ainda se tornou melhor quando alguém situado nas cadeiras de orquestra lhe pede para interpretar uma música russa e ela fá-lo a capella, com a maior das calmas e com toda a classe possível, deixando o público deslumbrado retribuindo com um grande aplauso.

“House Of The Rising Sun”, “Long Black Veil” e “Gracias A La Vida” (covers dos The Animals, Lefty Frizzell e Violeta Parra, respetivamente) encerraram o alinhamento regulamentar. O público queria mais, e Baez volta, sem banda, para cantar “Forever Young”, de Bob Dylan, e “Imagine", de John Lennon, que o público fez questão de entoar de alma e coração! “Blowing In The Wind” (mais uma de Bob Dylan), já no segundo encore, terminou definitivamente com um concerto que já levava mais de duas horas. De fora ficaram temas míticos como “The Night They Drove Old Dixie Down”, “We Shall Overcome” e “Farwell, Angelina”.

A verdade é que a cantora enfrenta as dificuldades que a idade lhe apresenta como ninguém. 74 anos de idade, duas horas de concerto e depois uma tourné europeia, esta Joan Baez sai como nova e pela porta grande. Quem lá foi saiu muito satisfeito e isso é importa!

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