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Kamasi Washington - Hard Club, Porto [10Mai2019] Texto + Fotos

18 de Maio, 2019 ReportagensJoão Rocha

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Hard Club

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Se a 10 de maio, por volta das nove horas da noite, passou por perto do Hard Club, no Porto, certamente reparou no aglomerado gigantesco de pessoas que por lá estavam. Eram encruzilhadas de filas, ora para entrar, ora para arranjar forma de entrar (comprar bilhete) no concerto do nome maior do jazz atual, Kamasi Washington. Marcado para as nove e meia, e já lá dentro, ninguém adivinharia a quantidade de pessoas que estariam na sala maior do Mercado Ferreira Borges. Paulatinamente o espaço foi sendo ocupado por uma massa de fãs e curiosos que percorria todo o espectro geracional. Assim, e com a casa totalmente a abarrotar, às dez horas em ponto ouviu-se um “oi” com uma promessa de não ter de se esperar mais.

Kamasi, que contou com mais de cinquenta músicos para concretizar o seu último álbum Heaven and Earth, subiu a palco com mais cinco elementos, cinco amigos: um teclista, um trompetista, um contrabaixista e dois bateristas. Foram imediatamente louvados e a sua presença e à-vontade em palco rapidamente contagiaram a plateia. Atiraram-se logo a “Street Fighter Mas”, e de imediato se conseguiu tirar a pinta de todo o concerto. Cada um no seu mundinho a comungar com a música, com todos os outros, a celebrarem-se mutuamente e a incluir a multidão como parte integrante daquela orgia musical. Kamasi não hesitou quando ouviu alguém no público a tentar marcar ritmo com palmas e logo pediu a todos para que entrassem e fizessem parte da música.

Entre faixas – que duravam uns bons vinte minutos –, o músico americano aproveitava o interlúdio para comunicar e alimentar a empatia que se havia gerado. Confessou a origem de “Vi Luz Vi Sol” e de como a paixão não precisa de palavras, tal como aquela brasileira o havia enfeitiçado com uma língua que não compreendia – o português. Uns minutos mais tarde, apresentou o músico que mais admirava e com quem mais havia aprendido: Rickey Washington, seu pai. O flautista, com o seu ar adorável e tímido, foi acolhido em apoteose e juntou-se, assim, ao grupo durante o restante concerto. Ouviu-se “Abraham”, criação de Miles Mosley, o contrabaixista, que quase provocava moches jazzísticos na plateia. De facto, o espetáculo foi sempre equilibrado e modesto, com Kamasi a não reclamar para si a atenção e a deixar cada um dos músicos brilhar em cada faixa. Arrastava-se um pouco mais para trás e ficava a balançar-se e a sorrir em jeito de aprovação enquanto os seus músicos/amigos brilhavam nos seus solos.

Antes de “Truth”, um discurso sobre a diversidade e o amor, e com Kamasi a puxar do seu português do Brasil para nos declarar o seu: “Te amo”. “Diversity (…) is not something to be tolerated, it’s something to be celebrated”, e assim, em jeito de metáfora, cada um dos músicos se vai juntando no ritmo dos outros. Cada um com a sua melodia, formando uma só música. Kamasi resguardava-se para o fim, para os momentos de apoteose. E que momentos esses.

Foram seis músicas, com um solo – ou melhor dizendo, um dueto – de bateria lá pelo meio e uma total rendição do público português. O único problema foi mesmo a sala, cuja acústica deixa muito a desejar e várias vezes provocava instrumentos a tocarem-se sozinhos à custa da vibração. O calor também se fez sentir agressivamente, mas esse culpamos na energia e encanto de Washington e companhia. Os sorrisos do trompetista e do teclista enquanto tocavam e ouviam tocar os seus colegas, a sassiness com que Brandon Coleman brincava com o auto-tune e as danças frenéticas que se faziam entre a plateia certamente encheram o coração de Kamasi, e este, por entre a ovação com que era aclamado no final do concerto, prometia o seu regresso.

Kamasi Washington
por
em Reportagens
fotografia Hugo Adelino

Kamasi Washington - Hard Club, Porto [10Mai2019] Texto + Fotos
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