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Kikagaku Moyo - Galeria Zé dos Bois, Lisboa [4Dez2018]

13 de Dezembro, 2018 ReportagensJoão "Mislow" Almeida

Kayoko Fukui: Important things are difficult to say. Heiichirô Fukui: Whereas meaningless things are easy to say. - Good Morning by Yasujirô Ozu

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Helloween - Sala Tejo, Lisboa [6Dez2018] Foto-reportagem
No último mês do ano, vivem-se noites numa Lisboa invadida por famílias, grandes grupos de amigos e muita confusão nos centros comerciais. Não bastando as iluminações natalícias a encadear o seu velho consumismo às massas, o frio não desacelera de forma alguma. Quem procura um local mais resguardado de todo o caos e com boas soundtracks, convívio e alguma arte a ser apreciada, encontra na Galeria Zé dos Bois tudo isso, e mais alguma coisa. Felizmente para os ouvintes de psych rock, a ZdB brindou o bairro alto com duas datas (mais um concerto secreto) dos japoneses Kikagaku Moyo. A primeira data esgotou a uma velocidade estonteante, mas havendo ainda algum desespero e muita procura para uma eventual segunda noite, surpreendentemente, não demorou muito tempo até esta esgotar também. Já se torna difícil agradar a toda a gente, mas quem diria?

Afinal de contas, o último disco do quinteto foi produzido por um português em Lisboa, mais concretamente por Bruno Pernadas no lendário Valentim de Carvalho. Coube a Tiago de Sousa fazer a mixagem e masterização, e o resultado final é algo de transcendental e bonito. Dito isto, não admira ver uma receção aos japoneses tão calorosa como esta. Na verdade, com esta sala a ser preenchida com toda a facilidade (duas vezes), está na altura de mobilizar o grupo para salas maiores. Fica a dica para a ZdB. Quanto à banda, esta teve direito a uma sala cheia a aplaudir o seu som em êxtase absoluto. Essa é uma palavra que surge frequentemente quando Kikagaku Moyo toca ao vivo. A energia deste grupo transcende qualquer senso de banalidade. Aspetos como o espetáculo, o exibicionismo e a atitude de superstars recaem como brutalmente secundários. Para eles, isso significa zero. A banda encontra o seu cerne e perfeita harmonia através da melodia, do ritmo, da expansão e de uma mútua procura entre músico e público, ao clímax total.

A primeira parte do concerto foi totalmente composta por registros do House In The Tall Grass, onde a sala se viu totalmente entregue ao groove floral do Japão. A presença mágica da sitar de Ryu banha o público com um espectro sónico refrescante e transportador. Tanto a “Green Sugar”, “Kogarashi” ou até em formato de rendição acústica na “Cardigan Song”, não há um instante que esta banda não consiga elevar cada um dos ouvintes presentes. O passo da dança foi progressivamente surgindo à superfície, com um estado de presença despido do conceito de passado e presente, onde o momento atual está em foco e desfoco sonante para com este ritual. A “Entrance” ditou a muito aguardada apresentação do Masana Temples. Toda a dinâmica, textura e vivacidade da melodia encarnou de forma tão justa e surpreendente com o desenvolvimento da “Gatherings” e “Nazo Nazo”, mas foi na “Dripping Sun”, uma das faixas mais bem conseguidas do último álbum, que a noite se pintou com o inigualável charme deste grupo. Momento da noite, sem tirar nem pôr.

A vibe nostálgica dos 70’s, mais o compasso algo acelerado cobram a tela com uma combinação de movimentos equilibrada mas apaixonantemente excêntrica. A tonalidade geral da sonoridade lembra uma miríade de cenários de filmes, tão coloridos pela candura humana, que quase despe qualquer ouvinte por consequência direta. Ninguém quer descartar o momento e o maior receio recai no término de tudo isto. Com alguma esperança, ainda cá voltam, para mais uma vez, fazerem tudo isto parecer um sonho. É como se fosse.

ありがとう
Obrigado

 



Fotografia da autoria de Vera Marmelo, gentilmente cedida pela própria e pela Galeria Zé dos Bois.
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