16
TER
17
QUA
18
QUI
19
SEX
20
SAB
21
DOM
22
SEG
23
TER
24
QUA
25
QUI
26
SEX
27
SAB
28
DOM
29
SEG
30
TER
31
QUA
1
QUI
2
SEX
3
SAB
4
DOM
5
SEG
6
TER
7
QUA
8
QUI
9
SEX
10
SAB
11
DOM
12
SEG
13
TER
14
QUA
15
QUI
16
SEX

Men Eater - Stairway Club, Cascais [3Jun2016]

15 de Junho, 2016 ReportagensDiogo Alexandre

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr
Stairway Club

NOS Primavera Sound 2016 – Dia 2 [10Jun2016] Fotogalerias

NOS Primavera Sound 2016 - Dia 1 [9Jun]
DSC09038

O Stairway Club vai ficar para sempre relembrado como a sala que viu os Men Eater nascer e desvanecer ao longo dos seus 10 anos de banda, finalizando este capítulo (que já julgáramos encerrado em 2014) e abrindo portas a novas aventuras. Não foi estranho por isso vermos o bombo com uma pele de Keep Razors Sharp (a outra banda de Carlos BB – baterista).

Já com uma casa muito bem composta (viria mesmo a esgotar momentos depois), os The Quartet Of Woah! foram os primeiros a subir ao pequeno palco da sala de Cascais para nos brindarem com a sua dose de rock abrasivo, revelando uma boa disposição fora do comum e mostrando-se muito agradecidos perante o convite dos Men Eater. Apesar dos frequentes percalços relacionados com o bombo da bateria que teimava em “fugir” dos pés de Miguel Costa, obrigando a banda a perguntar mesmo se ninguém tinha um tijolo por ali, o espectáculo cumpriu com as expectativas já elevadas no início da noite. “Backwardsfirstliners”, a sua última música editada, não estando ainda presente em nenhum registo discográfico, inicia o concerto seguida por “The Announcer”, esta acompanhada nos vocais por alguns dos presentes.” Cantem se souberem”, solicita a banda. O público fez-lhes a vontade e a frase “There’s no light in the sun, only emptiness and empty space” ecoou pela sala. Daí em diante seria sempre a subir, com Rui Guerra a usar e abusar (no bom sentido) dos seus teclados e sintetizadores, e André Gonçalves movimentando-se desenfreadamente durante os trechos mais instrumentais. O alinhamento baseou-se sobretudo no seu primeiro disco, no entanto, há um novo já em novembro, garante o grupo. “U-Turn”, malhão de quase 8 minutos e primeiro single de Ultrabomb, encerrou o concerto com mais uma boa dose de headbang. Nem a pneumonia de Gonçalo Kotowicz impediu o quarteto, que parece evoluir a cada concerto dado, de brilhar. Aguardemos por novembro.

Durante as habituais trocas de palco sentimos a ansiedade no ar: o público não arredou pé da dianteira da sala, abdicando do cigarro da praxe para conseguir um bom lugar, algo que não se vê todos os dias.
Com a formação clássica de novo junta, Hellstone foi claro destaque, iniciando as hostes logo com “Redsky” (intro incluída), faixa término do mesmo, e “Drivedead”, jarda que pega no público e atira-o contra a parede antes de o esmagar com o peso dos potentes riffs da guitarra de Mike Correia e do baixo de João Jesus, para terminar enérgica como começou.

O embaraço dos músicos era notório: nenhum deles parecia verdadeiramente preparado para o fim do grupo, algo confessado pela própria banda na reta final da atuação. No entanto, esse embaraço acabou por tornar as malhas mais genuínas: o que perderam em técnica ganharam em feeling. O concerto prossegue com incursões obrigatórias a músicas como “First Season” (a primeira de duas incursões a Vendaval) e “Reminder” a acalmar os ânimos, novamente. O headbang regressou nos momentos mais arrastados da mesma e durante a instrumental “Revolver”. A surpresa da noite aconteceu aquando de “For A Life Massacre”, tema extraído do seu EP homónimo e lançado no já longínquo ano de 2006, que contou aqui com a participação especial de Sérgio, primeiro vocalista da banda, confessando não fazer isto (cantar) há bastante tempo, desde a altura em que o bar ainda se chamava Lótus. Uma descarga enérgica que nos mostrou os Men Eater primordiais.

“Lisboa”, a única música da banda que passou nas rádios, menciona Mike, encerra o concerto com o público a cantar os seus versos em uníssono.”Solta os cães atrás de mim, levo o peito cheio de ti”. Sem encore, apesar de muito pedido, o quarteto regressaria a palco para agradecer a todos os presentes, que esgotaram o Stairway Club, pelo apoio dado ao longo dos anos, abraçando-se e despedindo-se de vez dos palcos.

Passe o tempo que passar, os Men Eater marcaram a música portuguesa e isso já ninguém lhes tira. A banda termina mas a obra permanece. Até sempre!

por
em Reportagens

Men Eater - Stairway Club, Cascais [3Jun2016]
Queres receber novidades?
Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2018
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?