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Mundo Cão - Lux, Lisboa [28Mar2019] Texto + Fotos

03 de Abril, 2019 ReportagensLuís Luz

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Lux Frágil

Um Ao Molhe - Hard Club, Porto [28Mar2019]

Puce Mary - Maus Hábitos, Porto [19Mar2019]
Antes da hora marcada, já muitas pessoas se reuniam no Lux Frágil e na sua varanda com vista para o rio Tejo, aguardando pelo concerto que marcava o regresso dos Mundo Cão aos discos e aos palcos. Com um álbum recém-lançado, intitulado Desligado, prometiam uma noite de lançamento de novas canções, tal como uma celebração dos seus outros 3 discos ao longo dos 17 anos de carreira. Assim foi.

Passavam 20 minutos das 23h quando Pedro Laginha, Miguel Pedro, Vasco Vaz, Frederico Cristiano e Canoche entraram em palco. A música “A Resposta é Sempre Não”, última do terceiro disco O Jogo do Mundo, deu o mote como introdução, lenta e crescente, adequada a qualquer regresso. A festa seguiu-se com a banda a tocar o último disco, quase na íntegra, incluindo 3 músicas com nomes enormes, como referiu o frontman, Laginha: “As Mulheres Que Muito Amamos Sem Regresso Nem Lamento” - com dedicatória pedida à namorada de alguém no público - , “É Sempre Essa Treta do Amor Eterno Que Me Lixa” - single do disco - e “Acerca de Cadelita Ferida e Torta a Resvalar Para o Lado do Coração”, todas canções com letras pelo escritor Valter Hugo Mãe. O público acompanhava as letras, novas e antigas, e dançava. Sorrisos e muitas mãos no ar. A banda devolvia o apreço e mostrava gratidão por todos os presentes. Pedro Laginha disse ainda que estava agradavelmente surpreendido por ver uma sala tão bem composta, porque Lisboa, de onde é, é sempre imprevisível.

Antes da primeira paragem, houve ainda tempo para “Vasculhar Sua Ficção”, música sobre as fantasias sexuais das freiras, e “Meu Grande Amor”, referida como uma das poucas letras felizes escritas por Adolfo Luxúria Canibal, principal letrista da banda. O público não estava pronto para o fim, nem os músicos. Rapidamente voltaram a subir para palco e tocaram mais três canções, incluindo dois dos temas mais emblemáticos do grupo com “Geração da Matilha” e “Morfina”. Ainda havia mais uma canção na setlist e, desta feita, Pedro nem saiu do palco, dizendo que esta era, outra vez, aquela parte em que fingiam sair para o público pedir mais. Tocaram “Anos de Bailado e Natação”, canção do mesmo disco que iniciou o concerto. Terminava, assim, um espetáculo cheio de emoções e recordações. Todos - banda, técnicos e público - saíram de sorriso na cara. Os Mundo Cão estão mesmo de volta, e para ficar.

Mundo Cão
por
em Reportagens
fotografia Luís Luz

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