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NOS Alive'15 - Dia 1 [9Jul2015] Texto + Fotos

14 de Julho, 2015 ReportagensDiogo Alexandre

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NOS Alive’15 – Dia 2 [10Jul2015] Texto + Fotos

Filho da Mãe & Ricardo Martins @ Maus Hábitos - Porto [10Jul2015] Fotos


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Primeiro dia de Alive e já na ida para Algés (por meio de transportes públicos) nos tinhamos apercebido da quantidade de pessoas que o festival move. À chegada, uma fila enorme para entrar tanto na entrada da FNAC como na do pórtico e ainda era cedinho...

Após uma bonita passagem pela atuação dos Les Crazy Coconuts, onde os Leirienses nos presentearam com uma bela sessão de sapateado, por parte de Adriana Jaulino, combinado com o seu pop/rock orelhudo, extremamente dançável, seguimos para o palco principal para vermos a tardia estreia dos The Wombats no nosso país.

A banda de Liverpool que surpreendeu tudo e todos com A Guide To Love, Loss & Desperation, no ano de 2007, o último em que o mais tradicional Indie Rock novo-milénio apresentou material interessante às massas, encontra-se, atualmente, em pleno estagnamento de carreira: a evolução musical não aconteceu por estas bandas.

Matthew Murphy lá vai cantando e intercalando o alinhamento entre sucessos garantidos como “Moving To New York” ou “Tokyo” e temas novos desastrosos com nível de profundidade de um recente Avicii. Pelo meio tocam “Patricia The Stripper”, a pedido de uma fã, e fecham com “Let's Dance To Joy Division”, hit com um impacto que, por este andar, nunca mais o conseguirão alcançar.

Um concerto leviano, tal como a sua música, que lá arrancou uns coros do público e uns gritos das meninas das primeiras filas. Os Wombats revelam-se cada vez mais como uma banda do tipo pastilha-elástica: doce/agradável de início, perdendo gradualmente o sabor até sobrar uma bola dura e insípida. Viessem há uns anos ao nosso país e as coisas talvez fossem diferentes.



Saímos a correr do Palco NOS para apanharmos, também, a estreia absoluta dos Young Fathers em terras lusas. Enquanto mais de 50% dos presentes no recinto se encontravam no palco onde os Wombats tinham acabado de atuar, os restantes dividiam-se entre o Clubbing e o Heineken, ocorrendo um estranho fenómeno de uma banda, ultimamente tão badalada como estes Young Fathers, muito por culpa da vitória no Mercury Prize, ter tão pouco público.

Contrariamente ao sucedido com os Alt-J em 2013, que tocaram para uma tenda a abarrotar pelas costuras, estes escoceses tocaram para pouco mais de meio palco Heineken. Mas como os concertos não são feitos de números não foi isso que impediu o trio (acompanhado por um baterista nas atuações ao vivo) de ter dado um dos melhores concertos deste primeiro dia de festival. A intensidade com que a banda abordava cada tema era de se louvar.

Sem muita conversa, os Young Fathers meteram mãos à obra, jogando muito com a pluralidade de vozes na sua música, umas vezes “raspadas” outras mais “clean”, aproveitando também todo o seu potencial rítmico conquistando até o público que não é fã de hip-hop. As enérgicas e aparatosas danças de Alloysious Massaquoi (apenas superadas por um tal de Samuel Herring no dia seguinte) ajudaram a que o concerto não enfraquecesse nos momentos mais repetitivos de algumas faixas: bem jogado!

Os Young Fathers saem de mansinho com “Only Child”, cantada quase a capella, deixando no ar a sensação de “mas que raio aconteceu aqui?” coisa que adoramos que aconteça. Sem dúvida, um dos pontos altos do dia.

Seguem-se os Capitão Fausto, substitutos de última hora de Jessie Ware (a qual cancelou a sua atuação devido a motivos de agenda), que encararam o sucedido com seriedade e entreteram os muitos jovens portugueses que preenchiam o espaço. Crowdsurf, mosh, cantorias... Não faltou nada. As músicas, essas, já todos as sabem de cor. O tempo de atuação era reduzido e, talvez, devido a isso o solo de teclado de “Maneiras Más” foi dispensado. Nada problemático. O concerto decorreu normalmente, como os Capitão Fausto já nos habituaram e com os habituais “stage dives” da banda em “A Célebre Batalha de Formariz”. A pergunta que surge é: para quando os Capitão Fausto no palco principal do NOS Alive? A julgar pela aderência do público às duas presenças anteriores no palco secundário, essa “promoção” não seria de todo descabida. Fica a mensagem.



Regressamos ao Palco NOS e vemos um Ben Harper a pregar aos peixinhos. Tal como acontecera no ano anterior com os Interpol, o público do Alive (maioritariamente adolescente) revelou-se pouco respeitador quando se trata das bandas que tocam antes do headliner. Grande parte da plateia encontrava-se sentada, muitos a jogarem às cartas, e os que não arranjaram espaço ideal para o descanso aproveitaram para tirar umas milhares de selfies e falarem em tom mercado do bolhão.

Em bom da verdade, nem o público estava recetivo ao Ben Harper nem o Ben Harper estava recetivo ao público, revelando-se pouco comunicativo e desmotivado, quiçá por ver o público que tinha à sua frente. Esperava-se bem mais do californiano... Pelo meio do império dos sentados lá vemos umas mãos no ar e umas palmas a acompanhar o ritmo da música, porém, insuficientes para deixarmos de ouvir as conversas do novo rimel que a jovem rapariga, com coroa de flores, ao nosso lado insistia em mostrar à amiga, enquanto tiravam mais uma selfie. É triste mas é a verdade.

“Better Way” foi a música escolhida pelo norte-americano para, após findada, arrumar a bagagem e se ir embora... Depois de três anos seguidos a vermos concertos perderem a sua magia devido ao público presente já nem nós acreditamos numa better way, Ben. Para a próxima volta em nome próprio.

À saída, antes de rumar ao Clubbing, decidimos passar pelo Jardim Caixa onde se encontrava Manuel João Vieira de guitarra ao peito, acompanhado por um teclista, interpretando em modo bluesy temas dos Irmãos Catita e Ena Pá 2000, calorosamente cantados pelos presentes. Autênticos clássicos da música portuguesa como “Drogado”, “Conan, O Homem Rã”, “Quero Foder Contigo”, entre outras, não foram esquecidas. Despede-se com a punchline “comprem produtos nacionais e apalpem mulheres estrangeiras”, é bom ver que há espaço e público para tudo neste NOS Alive!

Chegamos ao Palco Clubbing e deparamo-nos com uma tenda meio despida, pensamos o pior: será que Tiga trará público para o ver sendo o seu concerto mesmo antes de Muse? A resposta certa é sim!

Concerto em crescendo por parte do canadiano, tanto em qualidade como em público. Tiga, que se apresentou aqui em Live Act, brindou os presentes com uma hora do melhor house e techno feito na década passada, juntamente com composições novas. A proximidade da sua atuação com o concerto dos Muse levou a que só os mais fieis fãs se encontrassem no Clubbing naquele momento. Prova disso foi a quantidade de pessoas que saltaram e cantaram durante músicas como “Sun Glasses At Night” (vindá directamente de 2001), “Shoes”, “Pleasure From The Bass”, a mais recente “Bugatti” e a acabar em grande, já com a tenda a abarrotar, “You Gonna Want Me” que nos fez recuar quase 10 anos para as calorosas pistas de dança do ano de 2007. Quem ia ao Lux sabe do que falo.

Tiga James Sontag, vestido com um fato branco e prestes a fazer 41 anos, contou com uma plateia com média de idades entre os 30 e 40 anos, que provaram que os festivais não são só para adolescentes e que os mais experientes divertem-se igual ou melhor que os mais jovens. Sem dúvida, o ponto alto do dia. Bom ambiente, boa dança e boa música. Em cheio!

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Aos primeiros acordes de “Plug In Baby”, claramente a faixa mais pop de Origin Of Symmetry, o melhor álbum da banda sem ponta de dúvidas, pensamos naquilo que os Muse poderiam ter sido e naquilo que, efetivamente, são. Nem o novo álbum “rock” os retira do lodo em que estão imersos há já uns bons anos.

Matt Bellamy e companhia lá vão divagando entre faixas óbvias e outras novas, também óbvias. Um grande ecrã na parte de trás do palco mostrava, em grande plano, os três intervenientes para regozijo daqueles que não ficaram tão à frente como gostariam. Após mais um punhado de canções, “Hysteria” involvida, chegamos ao momento mais baixo de todo o concerto, aquele em que os Muse decidem tocar “Madness” e “Supremacy”, de seguida. Ambas as canções são enfadonhas por si só, tocá-las de seguida é matar o trabalhador humilde. Só nos lembramos de uns novos Coldplay quando ouvimos o pseudo-solo de Madness e aquele “I need to love” num falsete completamente forçado, que o público engole às mil maravilhas.

A comunicação com os fãs foi reduzida e quanto às canções: tocaram exatamente aquilo que já esperávamos. Não houve uma única novidade, um momento inesperado daqueles para se contar aos netos, nada! Um concerto previsível a todos os níveis.

À saída de “Uprising” ainda esperávamos uma “Stockholm Syndrome” ou uma “New Born”, pois andavam a tocá-las “lá fora”, mas nem isso. Restou-nos a harmónica de Ennio Morricone a abrir “Knights Of Cydonia”, a música mais épica dos Muse, que fechou assim um concerto que não passou de normalíssimo. Se não fosse o público a cantar e a vibrar em todas as canções e todo o aparato cénico do concerto (fitinhas e confettis incluídos) nem sabemos como terminaria tudo isto... muito provavelmente, da forma que terminou o Ben Harper. Em suma: um espetáculo que animou os fãs e entreteu os não-tão-fãs, não conquistando ninguém afinal de contas.

11209681_10152974022801517_5693710752202549206_n © NOS ALive/Hugo Macedo

Numa correria imensa pelo mar de gente que saía do recinto após o término dos Muse, lá conseguimos chegar ao Palco Heineken para apreciarmos os Django Django e as suas novas malhas. Após duas passagens muito bem conseguidas pelo nosso país ainda a apresentar o seu primeiro longa-duração homónimo, os londrinos regressam ao Alive para tocarem para os curiosos que ficaram após o headliner do dia.

Comparativamente com o concerto de 2013, os Django Django revelam-se bem mais soltos e hábeis a tocar as suas canções, resultando num melhor preenchimento de palco. O que falhou foi que o público de há 2 anos era público de Django Django e este ano era público de Muse. Os corpos saltitantes e cantantes, constantemente em crowdsurf, não marcaram presença nesta sua segunda passagem pelo NOS Alive, dando lugar a corpos demasiado calmos e apáticos. Aos Django Django, nada a apontar. Estão melhores que nunca ao vivo e vivem um ótimo momento de forma, por muito que digam que Born Under Saturn não correspondeu com as expectativas. O público, sim, poderia ter feito melhor, acontecendo com os Django Django exatamente o oposto do que acontecera com os Muse.

O concerto ficou marcado e foi um dos destaques deste primeiro dia. Entretanto perdemos o regresso aos palcos dos X-Wife, mas haverá certamente tempo para a redenção em Paredes de Coura.

A fechar as hostes também uma repetição: Flume. O DJ australiano que há 2 anos havia atuado no palco Clubbing, foi agora promovido a fechar a noite esgotadíssima deste 8º NOS Alive. Flume apresentou temas originais do seu disco homónimo juntamente com remixes que lhe valeram sucesso mainstream como é o caso de “Tennis Court” (original de Lorde) e “You & Me” (de Disclosure). “Sleepless”, juntamente com as duas anteriormente referidas, foram as faixas mais bem recebidas pelo bastante público que permaneceu para ver a sua prestação. A promoção resultou bastante bem, acabando o primeiro dia de NOS Alive da melhor forma possível. Um upbeat relaxante para ir para casa descansado.


Destaques deste primeiro dia:



Young Fathers
Tiga
Django Django

 

Imagens de outros concertos:


 










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