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Oozing Wound c/ Killimanjaro - Cave 45, Porto [24Nov2016] © Hugo Adelino

08 de Dezembro, 2016 ReportagensPedro Adelino

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Cave 45

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Foi no passado dia 24 de novembro que descemos mais uma vez até ao já infame Cave 45 que recebia os Oozing Wound, cujo caminho de caos e destruição já seria familiar a alguns de nós depois do memorável concerto ainda este ano no festival Milhões de Festa. Desta vez, a banda trouxe no bolso um novo álbum, Whatever Forever, e achou por bem que parte da sua apresentação europeia passasse pela cidade invicta.

Com honras de abertura chegaram os Killimanjaro, já bem conhecidos do público português e pelas melhores razões. O trio de Barcelos tinha a complicada missão de abrir caminho para a destruição que estaria em vias de chegar pela mão dos Oozing Wound, por isso tinha à sua frente um público de desejoso de riffs e ritmos capazes de fazer tremer o chão pelas melhores razões possíveis. A tarefa pode não parecer fácil, mas não é algo de complicado, como pôde constatar quem já teve oportunidade de experienciar o trio ao vivo. Com uma pitada q.b. da agressividade do metal, e também com a gentileza de música mais melódica, choveram riffs que sonicamente podem ser comparados aos já habitualmente referidos Black Sabbath ou aos já extintos Graveyard. Mas não vamos entrar em comparações forçadas, pois apesar das parecenças, falta de identidade é algo de que a banda não pode ser acusada. A presença dos Killimanjaro nos seus espetáculos ao vivo, a carismática voz do guitarrista da banda, José Roberto Gomes, e a precisão e manipulação rítmica de cada riff e cada batida que se evidencia ser cuidadosamente colocada, são apenas algumas das provas da identidade do trio como um conjunto e de que o que é feito por cá não precisa de todo de se comparar a bandas/movimentos internacionais para se tornar relevante. O público pareceu tímido a início, mas o headbang conjunto da multidão que se encontrava no Cave 45 mostra que ninguém terá passado um mau bocado, muito pelo contrário. Após um reportório incluiu maioritariamente músicas vindas do mais recente álbum da banda, Hook de 2014, disco que foi agora reeditado em CD, José Roberto relembra a razão pela qual todos estávamos ali: Oozing Wound, que segundo ele "é uma banda do caralho".

Terminada a atuação dos Killimanjaro, e apesar da grande performance a que a banda já nos habituou, não podíamos esconder a excitação pelo próximo e último concerto da noite. Chega a vez da banda originária de Chicago que trouxe um som mais extremo, caracterizado por uma fusão de vários géneros de metal, aliados de forma subtil ao seu estilo predominante: o trash metal. Tal não só aumenta a energia e velocidade da performance como também os níveis de agressividade sonora, quando comparados ao trio anterior. A banda entra em palco e logo se faz sentir o poderio e velocidade referidos anteriormente. Apesar de minimamente controlado a ínicio, pouco tempo foi preciso para que o público perdesse o controlo e se deixasse contagiar pela energia da performance. O mosh tornou-se um constante, tal como os corpos a surfar o público durante os pontos altos do concerto, que nunca perdeu força desde ínicio ao fim, tanto nas partes rápidas mais dedicadas ao trash, como nas partes mais lentas cujos riffs distorcidos são capazes de derreter por completo os tímpanos da audiência, tudo isto num bom sentido.

Chegou a altura das despedidas, mas o trio não deixou simplesmente o palco, não sem antes tocar um dos seus "hits" mais sludgy, "Call Your Guy" que levou o público ao clímax do headbanging. Resultado favorável no fim do concerto, algo que se pode comprovar pelo público atordoado e lento a dispersar. Sinal de que se não fosse o cansaço da banda, a energia do trio chegaria para alimentar o público durante muito mais tempo. Venham mais visitas destes senhores.

 



 
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em Reportagens
fotografia Hugo Adelino

Oozing Wound c/ Killimanjaro - Cave 45, Porto [24Nov2016] © Hugo Adelino
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