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Orchestral Manoeuvres in the Dark - Casa da Música, Porto [16Out2019]

24 de Outubro, 2019 ReportagensJoana Coelho de Pinho

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No passado dia 16 de outubro de 2019, Orchestral Manoeuvres in the Dark (OMD) pisaram o palco da Sala Suggia da Casa da Música, para celebrar com o Porto o aniversário dos 40 anos da banda. Os OMD são um grupo britânico de synth-pop que no decurso da sua carreira editou 13 álbuns, dentro dos quais se encontram múltiplos êxitos intemporais, que vieram elevar a banda ao estatuto de referência no mundo da música eletrónica, até aos dias de hoje.

Os primeiros trinta minutos de concerto foram cobertos por Cavaliers of Fun, a banda vencedora da 2.ª edição do EDP Live Bands, em 2015. Após um curto intervalo, chegou a altura de introduzir os OMD.

Andy McCluskey (vocalista e baixo elétrico), Paul Humphreys (segunda voz e instrumento de teclas), Martin Cooper (saxofone e instrumento de teclas secundário) e Stuart Kershaw (bateria) estavam prestes a desconstruir os formalismos que a beleza pomposa da Sala Suggia involuntariamente impõe.

A banda foi previsivelmente recebida com todo o fervor. E sem que as palmas tivessem tempo de terminar, deram início ao concerto, com uma introdução de synth seguida de um acordar vigoroso da bateria.

Ao final da primeira música, McCluskey tira um momento para se dirigir à plateia e apelar à sua libertação: “Se nunca nos viram antes, tenho a dizer-vos que nós cantamos música para dançar. Levantem-se!” – uma ordem que todos trataram de acatar, como se estivessem já à espera de um qualquer indício para se poderem fundir com a banda. A possibilidade de filmar o concerto, ou tirar fotografias, que tinha sido proibida na sala, deixou de o ser, porque já ninguém poderia reprimir aquela onda de contentamento.

Esta linha de agitação marcou todo o concerto. Durante mais de uma hora e meia, Andy movimentou-se energicamente, totalmente absorvido pela energia dos seus conterrâneos em palco e da plateia, permitindo que todo o seu corpo balançasse ao sabor da música, através de movimentos pouco ordenados e um tanto descontrolados, mas perfeitamente compassados pela música. Durante todo o tempo que esteve em palco, Andy não deu tréguas à plateia. “Nem penses em sentar-te, eu consigo ver-te, levanta-te!” – arremessou a um espectador, a meio de uma música. Depois de saber ter conquistado o público, às tantas disse, ainda, em tom jocoso: “Bom, agora sabemos que isto não é um concerto de Jean-Jacques Perrey… Vá, a dança vai piorar, sigam-me”.

Os restantes membros da banda, ainda que circunscritos ao espaço onde os seus instrumentos se posicionavam, também partilharam do mesmo fervor, dançando com todo o seu rosto e jubilo.

Entretanto, Andy cede o lugar a Paul. “Paul, este é o teu momento. Brilha!”. E Paul, fazendo jus à expectativa, apresenta-nos uma música de 1996: “(Forever) Live and Die”, do álbum The Pacific Age, cantando com toda a sua devoção e mantendo a plateia absorvida. No final, devolveu a frente a Andy.

No seguimento do concerto, houve espaço para tocarem uma música de Navigation: The OMD B-Sides, um álbum que Andy deixou claro que geralmente não tocam, mas o qual foi justo ressuscitar dada a celebração se reportar aos 40 anos de carreira. Na seleção não podia faltar aquele que é um dos maiores clássicos do grupo, “Souvenier”, de 1981. A beleza desta música, conjugada com um jogo de luzes enigmático, tornou aquele momento infinito.

Entretanto, a banda anuncia uma das suas músicas mais recentes “The Punishment of Luxury” e “Isotype” (esta última merece especial destaque pela movimentação eletrónica viciante), e é inevitável não pensarmos no quão fantástico é uma banda encontrar formas de se manter moderna e se reinventar continuamente, sem perder identidade e sem que as suas músicas mais antigas envelheçam minimamente. Poderíamos chamar a esta banda o estranho caso de Benjamin Button no universo da música.

Por esta altura, o grupo continuava ainda a alimentar-se da energia que brotava da plateia, que não acusava qualquer indício de cansaço. Na verdade, no meio de tanta exaltação, o típico português tinha de revelar-se, e a fila da frente começa a fazer um comboio humano que conseguiu encontrar ritmo nos sintetizadores. Em 40 anos de carreira, este foi provavelmente um fenómeno inédito para OMD.

Na lembrança desta noite não pode olvidar-se a prestação do baterista Stuart Kershaw, pela energia e dedicação colocada em cada batida, servindo de suporte a toda a banda. Martin Cooper também dominou o saxofone com todo o seu charme.

A noite terminou com “Enola Gay” que, como se poderá facilmente antever, a plateia aguardava ansiosamente.

“Porque não tocamos mais vezes no Porto?” – interroga Paul. Uma questão que esperamos ver respondida num breve regresso, para mais uma casa cheia.
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