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Pista @ Musicbox - Lisboa [13Nov2015] Texto + Fotos

20 de Novembro, 2015 ReportagensDiogo Alexandre

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Esta foi a sexta-feira 13 mais negra de que tenho memória. À altura do concerto ocorriam os atentados que me transtornam a cabeça até ao dia de hoje (dia em que o texto é lançado) de modo que me é muito difícil escrever sobre este concerto por aquilo que ele foi, sem ter os acontecimentos do mesmo dia na cabeça. Soube dos tais atentados, sensivelmente, a meio do concerto quando um SMS caía na caixa de mensagens do meu telemóvel arcaico, se calhar, se tivesse um recente já saberia dos acontecimentos enquanto me deslocava para a sala, dando-me tempo para pensar e refletir sobre os mesmos. A vagueza do SMS (short message service, só por curiosidade) e todo o ambiente que se vivia ajudou a que eu não ligasse muito ao que tinha acabado de acontecer.  Custa-me a crer que alguém como eu tenha falecido em Paris. Alguém que estava num concerto feliz e a divertir-se. Naquele caso, os Eagles Of Death Metal. Aqui, os Pista. Só quando cheguei a casa e liguei a TV é que me apercebi da verdadeira dimensão da situação.

Tentando abster-me de tudo o que aconteceu, os Pista elaboraram uma festa de apresentação exemplar. Muitos convidados, o disco tocado de uma ponta à outra e ainda uma canção “nova”. Sem muitas conversas atiram-se logo a “Ar De Inverno”, faixa que abre Bamboleio, cujo alinhamento foi seguido, fielmente, ao vivo. Os ritmos tropicais iniciam-se. À segunda música começam a aparecer os convidados: primeiro Jibóia, depois Nick Nicotine e em “Sal Mão” chega a restante comandita. O bailarico na plateia já havia começado e até houve quem tentasse o mosh sem sucesso. “Ohh ehhh, ohhh ehhh ohhh-ohhh” foi entoado com o coração em uníssono na plateia. Luís Nunes, também conhecido por Benjamim, empresta a sua virtude de teclista e  acompanha a canção. Ele que, para além da banda, foi o que permaneceu mais tempo em palco.

“A Tal Tropical” mostra o lado mais cancioneiro da banda e mostra-nos também um Alex D'Alva Teixeira imparável, cantando os versos proto-românticos da canção e revelando o seu lado kudurista. Um dia ainda me hei-de declarar a uma rapariga utilizando os versos desta canção. Pedido de casamento na praia, talvez? É o melhor do Roberto Leal presente nestes Pista (perdoem-nos a comparação). “Talvez sejas tu a tal tropical”. O duelo de titãs acontece em “Onduras” com Ricardo Martins e Bruno Afonso a gladiarem-se em palco. Duas baterias com dois bateristas endiabrados a darem tudo de si, enquanto Ricardo Ramos e Beatriz Rodrigues, ambos dos Dirty Coal Train/Tiger Picnic, soltavam o seu poderio rock 'n' roll música fora. Muitos sorrisos foram esboçados durante esta música, o feeling foi bem passado.

Segue-se o verdadeiro hino da banda, a música que já todos conhecem. Falamos pois de “Odisseia”, não a de Homero mas a dos Pista. Estes últimos alterando-lhe o nome, sem lhe removerem todo o teor épico. Foi aqui que o público se libertou verdadeiramente das amarras que o prendia ao chão do Musicbox que, em crescendo, se foi manifestando cada vez mais e mais e mais até culminar num total caos de corpos saltitantes que, por muito que não quisessem, eram ou atraídos para o mosh pit que se desenrolava a meio da sala (aqui resultando de melhor forma) ou agitados pelos que de lá saíam. A chungaria da Baixa Da Banheira entra em palco e imediatamente causa estragos, roubando a carteira a um jovem que se encontrava nas primeiras filas. “Bum Bomba” espalhou o caos e a destruição como o vento semeia as papoilas (tenho que parar de usar citações alheias) num Musicbox convertido em Xangai e já prevenido para estes Bro-X.

Tudo terminou em "Queráute", malha de 10 minutos a mostrar que o bom rock psicadélico também passa na praia dos Pista e em que todos os convidados foram chamados ao palco. Uma verdadeira orquestra rock: seis guitarras, duas baterias, um sintetizador e um baixo. As vozes são de todos, tal como deve ser. O público hipnotizado pede por mais e eles voltam para uma última volta, tocam “Puxa” pela última vez, encerrando o festim da melhor maneira possível com balões e pessoas a passarem por cima de nós.

Pista é sinónimo de festa mesmo no dia mais improvável de sempre.

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