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Radiohead - Primavera Sound 2016 [3Jun2016]

06 de Junho, 2016 ReportagensJoão Neves

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Radiohead 04 Heineken_EricPamies © Primavera Sound / Eric Pamies

Uma enorme expectativa rodeava Barcelona, e em especial o Primavera Sound, a propósito do concerto dos Radiohead. É unânime que este era o nome mais importante e apelativo do line-up já que há uns bons anos estes não marcavam passagem cidade – isto para além do seu som inconfundível e do inexplicável fenómeno em que a banda se tornou ao longo da última década.

Pouco passava das 17h quando os seguranças abriram caminho para que todos pudessem invadir o palco Heineken. Aqui algumas centenas de fãs esperaram intermináveis cinco horas pela banda liderada por Thom Yorke: que não podia chegar em melhor altura, com o seu mais recente álbum A Moon Shaped Pool acabado de sair. Momentos antes do início do concerto, era já difícil conseguirmo-nos aproximar do palco principal do Primavera Sound. O pouco espaço que havia, foi rapidamente ocupado enquanto “I Wish I Knew How It Would Feel to Be Free” de Nina Simone irrompia pelo sistema de som. Uma moldura humana assinalável e barulhenta ansiava pelo concerto dos ingleses, inclusive com alguns ataques de pânico de algumas raparigas que foram até assistidas pela Cruz Vermelha.

O concerto começou precisamente com o novo disco, com “Burn The Witch” a abrir caminho para os primeiros cinco temas fielmente interpretados pela ordem do álbum. Algo que uma parte do público não esperava, causando um pouco de descontentamento junto daqueles que provavelmente esperariam um início mais intenso. Mas, a verdade é que banda inglesa atingiu um estatuto tal que sente que pode fazer tudo o que quiser, e que toda a gente vai gostar. Thom Yorke podia apenas balbuciar palavras aleatórias, que certamente haveria fãs que iriam adorar.

Depois dessa descarga inicial, irromperam então por uma viagem ao passado, onde foram deliciando os fãs com temas que funcionaram e encaixaram muito bem, conseguindo transformar completamente a atmosfera do concerto. “Pyramid Song” foi algo de aterrorizante, mas nunca num mau sentido. Já “Karma Police” deixou um recinto inteiro a cantar em coro, desde a entrada até ao final do palco Heineken, mesmo depois da banda já ter terminado a faixa. Thom Yorke continua igual a si mesmo e poucas palavras foram arrancadas da sua boca, sendo esse um cenário que se manteve até ao final do concerto. O público teimava em deitar abaixo esse muro e o encore foi a prova viva disso, onde “2+2=5” criou num palco gigantesco um ambiente intimista - aquele que os fãs mais procuram.

A banda voltou inesperadamente ao palco para tocar mais uma música, aquela que foi a maior surpresa de um concerto que se alargou para lá das duas horas. “Creep” foi o último tema interpretado pelos Radiohead, uma faixa que a banda sempre rejeitou e sempre quis deixar para trás. Este tornou-se num dos momentos de maior comunhão do público com a banda e também um dos melhores momentos do festival.

É incrível que uma banda tão complicada, monótona, difícil e absorvida em si mesma seja a banda de uma geração e da atualidade. Nem todas as bandas da história se podem orgulhar disto como se orgulham os Radiohead.

 

Radiohead 01 Heineken_EricPamies © Primavera Sound / Eric Pamies
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