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Reportagem NOS Primavera Sound, 3º dia 07/06

09 de Junho, 2014 ReportagensBruno Pereira

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NOS Primavera Sound

[Reportagem] Red Bull o Santo Vertical

Reportagem NOS Primavera Sound, 2º dia 06/06

YOU CAN'T WIN CHARLIE BROWN ©Hugo Lima


A chuva previa-se como uma ameaça constante, mas não foi isso que o Parque da Cidade nos deu. Cerca de 25 mil pessoas estiveram naquele que era o último dia do Primavera onde o sol da tarde queimava, e as atrações principais também. Entre saltos e escolhas menos acertadas, o último dia do festival vai deixar saudades. The National, Charles Bradley, Slint e Cloud Nothings foram os principais destaques.


O dia começou com Refree, uma banda espanhola, que nos mostrou durante os cerca de 50 minutos disponíveis, o seu Pop/Rock orelhudo e agradável para a pouca plateia que os assistia. Um concerto monótono e facilmente dispensável do cartaz deste festival.


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Saímos para o Palco ATP para ver os Eaux, banda eletrónica que, recentemente, lançou o seu primeiro álbum. Presentearam-nos com um concerto agradável, com um público passivo, porem respeitador da banda, aplaudindo sempre que podia. Um ambiente agradável para uma banda agradável… não comprometeram e esperamos voltar a vê-los numa sala mais pequena.


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Às 18h, começa a atuação dos Portugueses You Can’t Win, Charlie Brown. Concerto, como era de esperar, muito focado no seu mais recente trabalho: Refraction/Difraction (um dos melhores discos portugueses do ano, na nossa opinião). O concerto conta com mais público do que o esperado (o que teve mais público àquela hora em todo o festival) e inicia com After December. Coube a Green Grass #1 acabar com o domínio do ultimo álbum sobre o o concerto. O momento mais alto estava reservado para a última música, um excelente cover da mítica Heroin, dos Velvet Underground. Um excelente concerto, que nos parece não ter desiludido ou enfadado ninguém, muito pelo contrário.


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Depois de já os londrinos Eaux terem inaugurado os concertos no palco ATP no último dia de Primavera Sound, subiram ao palco os Hebronix: em formato duo, guitarra e violino, o projecto criado pelo ex-vocalista dos Yuck, Daniel Blumberg, apresentou a sua Dream Pop noisy, a um ritmo quase a roçar o slowcore, e marcado pelo experimentalismo bem mais patente nas actuações ao vivo do que em estúdio. Os solos de violino à la John Cale acumulavam-se ao mesmo tempo que os acordes da guitarra de Blumberg criavam uma atmosfera introspectiva, fazendo lembrar uns Dirty Three menos melodiosos e mais experimentais.


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Lee Ranaldo, mítico guitarrista dos Sonic Youth, cada vez mais nos parece fazer carreira disso mesmo. Apesar de aqui se apresentar a solo, ninguém consegue tirar da cabeça os riffs de Schyzophrenia ou Teenage Riot da cabeça. Apesar de tudo isso, apresentou-nos um concerto agradável com instrumentais bem pensados e executados, talvez o ponto mais fraco da sua música seja mesmo o seu timbre vocal, mas nada que prejudique gravemente a atuação e que incomode os seus fãs (e de Sonic Youth). Lee Ranaldo ofereceu-nos um concerto competente, que em nada desiludiu. Satisfez os seus fãs e serviu para entreter o grande público que fazia tempo para um dos momentos altos do dia, a reunião dos Neutral Milk Hotel.


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20h00, o sol ainda brilhava sobre o Parque da Cidade do Porto quando Jeff Mangum subiu sozinho a um palco NOS que à sua frente acumulava uma considerável legião de fãs dos seus Neutral Milk Hotel, banda com estatuto de culto, particularmente desde o lançamento de In The Aeroplane Over The Sea em 1998. Acompanhado apenas por uma guitarra, o natural do Louisiana começou com uma interpretação imaculada de Two-Headed Boy, que levou a que, a plenos pulmões, o público portuense o acompanhasse neste autêntico hino de abertura. Já com os seus fiéis companheiros de banda, cada um mais excêntrico que outro, o alinhamento contemplou clássicos da melhor lo-fi que já se fez, como Holland, 1945 ou The King Of Carrot Flowers. Já mais perto do fim, chegou um dos momentos mais especiais de qualquer concerto dos Neutral Milk Hotel: novamente sozinho em palco, Jeff Mangum ofereceu Oh Comely, uma das fan-favourites, levando os fãs mais apaixonados a um estado de apoteose. Song Against Sex e Two-Headed Boy foram mais duas das provas de uma banda irrepreensivelmente competente e "especial" em palco. Por fim, Engine levou a que pudéssemos mais uma vez testemunhar a voz inacreditavelmente poderosa de Jeff Mangum. Um fim de tarde inesquecível na companhia da banda única em que se têm tornado os Neutral Milk Hotel.


Ao mesmo tempo dos Neutral Milk Hotem, atuavam no palco ATP os Yamantaka // Sonic Titan. O coletivo canadiano, foi uma das grandes surpresas do dia, se não a melhor. A banda era-nos desconhecida, mas para além da sua descrição musical de onda psicadélica do oriente asiático, o que nos colou foi a sua performance que encantou desde as primeiras filas do palco, até aqueles que se afastavam das multidões para contemplar apenas de longe. O resultado foi uma “Whalesong” completamente extasiante. O álbum de apresentação Uzu já está na nossa lista dos próximos a ouvir. Quem os perdeu, perdeu a capacidade gratuita de ter um reencontro com o seu eu.


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Antes dos The National ainda houve tempo para apreciarmos o (diga-se) excelente concerto proporcionado pelo Norte-Americano natural do Colorado. John Grant e a sua banda apresentaram-nos o seu folk de algum cariz eletrónico, de uma maneira que não iremos facilmente esquecer. Tudo se inicia com Vietnam, que deixa o público automaticamente rendido à sua voz. Segue-se Marz (que conta em estúdio com a presença dos Midlake, banda que passou ontem pelo festival) e It Doesnt Matter. Antes de Pale Green o artista confessa estar rendido à palavra "azulejos" ("azulejos, azulejos… I cant get enough of that"). Blackbelt despoleta as reacções mais agitadas da atuação, muitos corpos a mexerem-se no recinto do Palco Super Bock, durante esta música. Dreams Go To Die, NÃO foi dedicada ao Porto (‘’this song is absolutely not for Porto’’) e Greatest Motherfucker foi dedicada ao público presente (‘’you are the greates motherfuckers’’). Segue-se Glacier e Queen Of Denmark, o momento alto da atuação, com a sua letra cómica e as suas variações instrumentais de piano/guitarra/piano (calma/barulho/calma) que levou à loucura a maioria do público. Um concerto que, em tudo, surpreendeu e que levou muitos que não conheciam o seu trabalho a ficar fãs ou ir investigar melhor sobre o artista.


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O concerto mais aguardado da noite para a maioria dos presentes no recinto do Primavera Sound aconteceu pouco depois de cair a noite sobre o Parque da Cidade. Matt Berninger, acompanhado pelos irmãos Dessner e Devendorf, entrou em palco e foi sob uma ovação tremenda que Don't Swallow The Cap deu início ao concerto da banda do Ohio, agora baseada em Nova Iorque. Mistaken For Strangers foi a primeira incursão em Boxer, disco de 2008 que trouxe o estatuto de banda porta-estandarte do Indie Rock aos The National, sendo que a primeira surpresa da noite estava reservada para Sorrow: St. Vincent, que tocaria logo a seguir no Palco Super Bock, juntou-se a Matt Berninger para interpretar a primeira das canções de High Violet da noite. Bloodbuzz Ohio, Afraid Of Everyone e Squalor Victoria foram outros dos destaques de uma primeira parte de concerto em que Matt Berninger se demonstrou fisicamente muitíssimo disponível e cheio de atitude, para delírio dos muitos fãs. Ada revelou a segunda surpresa da noite: no fim interpretação imaculada da composição presente em Boxer, os dois elementos extra-banda que carregavam instrumentos de sopro fizeram de Chicago de Sufjan Stevens o outro da música, levando os fãs do compositor do Michigan a levarem uma história para contar deste concerto. Com o fim a aproximar-se, os hinos acumulavam-se. Primeiro Abel e Slow Show, e já mais perto do fim Fake Empire e Mr. November, algumas das mais conhecidas músicas dos The National, todas elas interpretadas majestosamente e com um Matt Berninger a dar tudo em palco. Terrible Love revelou a terceira surpresa: Matt desceu do palco e juntou-se ao público que correu às grades para se aproximar do já icónico líder da banda, tudo isto num estado de autêntica euforia. Por fim, uma interpretação acústica de Vanderlyle Crybaby Geeks fez com que milhares de vozes se juntassem à de Matt e à dos irmãos Dessner, fechando de forma brilhante um concerto que todos os adjectivos são escassos para descrever.


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Paralelamente a The National demos um salto no palco Pitchfork para ver Dum Dum Girls, meninas do rock americano que se apresentaram num palco caracterizado pelo amor. Um coração a “pintar” o mesmo que, embora com menos público que o expectável ainda deu para dançar, pena terem cortado a disposição para dançar, quando deixaram as músicas mexidas serem substituídas por sonoridades mais calmas. O já pouco público ia saindo e nós também.


A escolha passou por Charles Bradley que embora já senhor da terceira idade, mostrou uma postura jovial em palco. A soul parecia aquecer o coração daqueles que se iam aconchegando em sítios abrigados. O recinto do Primavera, poderia ser descrito pelas noites mais frias de inverno, mas a postura do cantor bem como a sua interpretação, fizeram aguentar um público bastante entusiasta. A meio do espetáculo o carismático cantor abandonou o palco e deixou a sua banda a fazer as delícias do público com um instrumental de soul e é então que o teclista volta a pedir barulho ao público e anuncia novamente a entrada em palco de Charles Bradley (tal e qual como no início do concerto). "That's ma people" diz Bradley perante tamanha ovação e ataca com Loving You, que deixa alguns casais abraçados a som de uma das mais conhecidas músicas da ainda curta discografia do cantor. Seguiu-se Strictly Reserved for You e Confusion mas foi com Why is it so Hard que chegava ao fim o concerto. "Change the hate, change who you are, make love", estas foram as últimas palavras de Bradley antes de ter descido o palco e ter abraçado toda a gente na grade. Memorável.


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Tempo ainda de darmos uma espreitadela em Speedy Ortiz. Na tenda do palco Pitchfork não estavam seguramente muito mais que 50 pessoas a assistir ao concerto da jovem natural de Massachusetts. Foi mais uma vítima dos horários já que no Palco Super Bock estava prestes a começar St. Vincent e o palco ATP já com muita afluência à espera dos Slint. Uma pena, já que Speedy Ortiz tem das melhores propostas do Indie Rock atual.


Dez minutos passados após a meia-noite, subia ao palco, pela segunda vez, Annie Clark, não para fazer parceria com nenhuma outra banda, mas com o seu próprio projeto: St. Vincent. Embrenhada em sonoridades robóticas e uma espécie de coreografia a condizer, que acabaria por marcar o passo ao longo do concerto, arrancou com Rattlesnake, arrebatando alguns gritos – bem como declarações de amor – por parte das várias centenas de espetadores que se agruparam perante o palco Super Bock. Fizeram parte do alinhamento da norte-americana músicas como Birth in Reverse e Digital Witness, singles do seu mais recente albúm homónimo, incluindo também algumas mais antigas, tal como Marrow e Cruel. Tal como Annie manifestou, a dada altura, a sua sensação de estar em casa, por estar rodeada de freaks (tal como ela própria se considera), seguramente o sentimento do Primavera para com ela foi mútuo, com uma das maiores ovações da noite.


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Ainda assim, muitos outros se dirigiram ao Palco ATP, onde, depois de um autêntico show dado pelo veterano Charles Bradley, começaria o concerto de outros veteranos mas de um panorama bem-diferente: os Slint, uma das grandes surpresas do cartaz, provavelmente naquela que será uma oportunidade única para ver a banda de Spiderland. Ofereceram ao público um concerto em que não faltaram algumas das músicas que modelaram o estilo que é actualmente o Pós-Rock. Breadcrumb Trail, Nosferatu Man e Washer levaram os fãs mais puristas do género a um estado de êxtase, tudo isto antes de chegar o grande magnum opus da banda: Good Morning, Captain partiu tudo. Apenas e só. E quem não viu os Slint, não só perdeu um concerto genial como poderá nunca mais os poder ver.


Terminado um concerto irrepreensível por parte dos Slint, estava na altura de o rock cerebral e quase matemático da banda liderada por David McMahan e David Pajo dar lugar ao rock & roll puro e duro de Ty Segall. Naquele que foi um concerto movido a ritmos alucinantes, Wave Goodbye foi a casa de partida para uma hora de headbangs, mosh pits e crowdsurfing. O caldeirão fuzz da Ty Segall Band, que contava ainda com Mikal Cronin na sua composição, esteve a fervilhar durante as primeiras músicas, incluindo Thank God For Sinners e Imaginary Person, até que a monotonia se foi instalando um pouco durante o tempo de apresentação de algumas músicas novas, dadas as parecenças óbvias entre todos os temas. Ainda assim, a energia demonstrada em palco (e fora dele...) reacendeu os ânimos, quando Ty Segall decidiu invadir o público e navegar por cima dos braços levantados nas primeiras filas. Qual pregador, o natural de São Francisco fechou com Girlfriend um concerto memorável para quem assistiu e para ele próprio, já que completava 27 anos e foi até brindado com um "Happy Birthday" cantado pelo público.


Depois de Ty Segall, havia ainda mais rock para ver. Fomos ao Palco Pitchfork tentar arranjar ainda mais forças para conseguir mover os pés e a cabeça ao som dos Cloud Nothings, donos e senhores de um dos discos do ano. Entre as músicas surgiam vários apelos à segurança, mas o público parecia demasiado inebriado para deixar o mosh e crowdsurfing, particularmente em Pattern Walks, um dos grandes momentos da actuação ao vivo de mais uma das bandas nascidas no Ohio. Ainda assim, o melhor estava reservado para fim: I'm Not Part Of Me, uma das músicas do novíssimo Here And Nowhere Else e que mais airplay tem tido, levou ao delírio o público e fez todos gritarem a plenos pulmões. No final, Wasted Days, retirada do bem-sucedido disco de 2012 Attack On Memory, teve direito a jam e a uma versão prolongada. A banda de Dylan Baldi mostrou no Primavera Sound que aquilo que de bom faz em estúdio consegue transportar de forma imaculada para as suas actuações ao vivo.


Pional, amigo-inseparável de John Talabot e último nome do cartaz deste ano, apresentou-nos o seu DJ-Set de clubbing, música Pop/Funk dos anos 80 e clássicos House dos anos 90. Um set que agradou aos presentes e aos que lá ficaram até depois das 7 da manhã. O momento alto do concerto ficou reservado à interpretação de So Will Be Now. No final do set, alguns membros da organização e do staff subiram para o palco para terminar a festa em grande com as restantes pessoas que assistiam (ainda) a Pional.


Assim terminavam três dias de NOS Primavera Sound. Muitas questões se podem colocar acerca de se esta foi ou não a melhor edição do festival. Não havendo uma resposta clara para essa pergunta, creio que uma das coisas que podemos dizer com todas as certezas é que foi a edição que contemplou uma maior variedade e heterogenia entre os músicos que figuravam no cartaz. Da música popular brasileira de Caetano Veloso e Rodrigo Amarante ao pós-rock de Mogwai ou Slint; do hip-hop de Kendrick Lamar ao rock psicadélico dos Pond e Follakzoid; dos senhores-do-indie-rock The National à synthpop de Sky Ferreira. De tudo um pouco teve este Primavera Sound, que cada vez mais se afirma como símbolo da cidade de um Porto renovado, independente, alternativo. Um festival que é um caso de sucesso a todos os níveis. Para o próximo ano está já confirmada mais uma edição do festival.



Texto de Ana Costa, Bruno Pereira, Diogo Oliveira, Luís Sobrado e Sónia Felizardo

Fotografias oficiais do NOS Primavera Sound de Hugo Lima
por
em Reportagens

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