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[Reportagem] Rock Nordeste 2014

Rock Nordeste 2014

Com o início marcado para uma noite que se aguardava bem mexida, deslocámo-nos até Vila Real para ver o que o Rock Nordeste nos tinha para dar. Logo à chegada deparamo-nos com um local bem pensado, começando pelas bancas com vários tipos de produtos, como pelas zonas de restauração que ficavam mesmo ao virar da esquina.

Com os OctaPush a abrir o cartaz, as pessoas começaram-se a aglomerar no recinto em frente ao Palco Parque com a expetativa de um bom início de noite.
Com uma grande vontade de animar o público que se ia aproximando do palco, a banda de Lisboa, com um baixo a acompanhar, demonstrou que muitas das vezes não se precisa de ter muitos elementos para conseguir encher um palco. Pois com as batidas bem audíveis da percursão, e com a sequência de imagens e vídeos que iam sendo projetados na tela, os OctaPush conseguiram fazer mexer muitas ancas e muitas cabeças.
Com um dos temas principais do concerto ser a derrota da seleção, os OctaPush não deixaram de lado algumas critícas ao selecionador Paulo Bento, como pedidos para a sua demissão: “Tens de ir embora, Please, please, please”, na apresentação da música: Please, please, please, e também o uso de máscaras com a cara do mesmo na música: Françoise Hardy. Um bom momento num concerto bastante positivo.

Depois do final dos OctaPush, muito do público já começava a sentir que vinha aí Capicua, que sempre com uma boa presença, esperava-se um bom concerto para terminar a noite em grande.
Não foi preciso esperar muito tempo, pois ali estava Ana Matos para por toda a gente com os braços no ar e a vibrar com algumas rimas.
Com alguns desenhos a serem feitos na tela que preenchia o palco, todas as músicas se tornavam numa espécie de historia ao longo do tempo que iam sendo cantadas. Com a presença de Marta Bateira, todas as músicas ficavam preenchidas com uma especie de segunda voz, e uma excelente presença em palco.
Com alguns pedidos ao público sobre o que queriam ouvir: “Rock Durinho” ou “Açúcar”, o público com uma grande diferença escolheu algo mais pesado, e foram correspondidos, com muitos momentos em que se ouviu Ana a cantar acappella sempre com a audiência a fazer os típicos gritos que tanto se costumam ouvir em momentos deste calibre.

Depois de dois concertos que conseguiram preencher uma boa noite musical o palco estava a cargo de SwitchSt(d)ance.
Ficávamos com vontade de continuar a ouvir as próximas bandas logo de seguida, mas o corpo já pesava, e ainda faltavam alguns Quilômetros para percorrer, mais valia esperar pelo dia seguinte.

Com um início de dia que parecia ser o indicado para ouvir algumas músicas ao ar livre, rumamos de novo a Vila Real, para ver e ouvir algumas das bandas que não podem passar despercebidas nos dias de hoje.
Para começar, tínhamos os Brass Wires Orchestra, que ainda com o sol a bater na relva que preenchia o Parque Corgo, estavam prontos para fazer o que de melhor sabem fazer animar o público.
Com um início um bocado atrasado devido ao soundcheck do outro palco, o público começava a chegar ao recinto, e já podia sentir que ia ser um bom dia com algumas músicas que não podiam deixar ninguém parado, pois com a setlist bem pensada, para conseguir agarrar as pessoas logo desde o início, a banda que enchia todos os espaços do palco, ia soltando algumas piadas sobre os próprios membros ou até sobre algumas músicas, um momento bem passado com espaço até para apresentação individual de cada elemento e a informação de que iríamos ter um aniversariante, pois o baterista fazia anos no dia seguinte.

Depois de um concerto bem animado, o Rock Nordeste começava a demonstrar ser o verdadeiro local para uma família passar um bom final de tarde a ouvir boas bandas Portuguesas e a desfrutar do bom ambiente que ali se fazia sentir.

Com o jantar ainda a assentar, já se começava a ouvir alguns acordes dos jovens The Glockenwise, que depois de um instrumental calmo por parte dos Brass Wires Orchestra, estavam dispostos a fazer elevar o termómetro do Parque Corgo.
Com ainda algumas pessoas a voltarem do jantar, o espaço ia ficando cada vez mais preenchido, e o sol ia desaparecendo nas árvores circundantes, que davam assim um ar rural a uma zona que se ia começando a tornar cada vez mais fresca.
Com algumas palavras para o público e com várias músicas que iam animando alguns presentes. Mas muito perto do final do concerto tiveram um pequena surpresa, pois uma invasão e um abraço ao guitarrista da banda, não nos pareceu ser um acontecimento comum, mas sim um momento engraçado que apanhou todos despercebidos.

Com um dos momentos do dia a aproximar-se, todas as pessoas começavam a deslocar-se para o Palco que estava destinado para um único concerto nesse dia, os Dead Combo.
Com um espaço muito bem preenchido e muitas pessoas a ficarem de pê, o duo Lisboeta decidiu começar com: Povo que cais descalço e o público não se fez tardar em espalhar por várias vezes alguns berros em momentos em que conseguíamos ouvir tanto Tó Trips como o Pedro a dizer algo nos micros.
Depois de várias músicas e com uma grande adesão do público, os Dead Combo com a ajuda de Alexandre Frasão na bateria, iam enchendo um palco sempre bem pensado com os típicos pormenores criados pelo duo, que torna qualquer concerto ao vivo em algo inesquecível.
Nem com uma pequena falha na guitarra de Trips na música Waits o público se deixou abalar. Pois com uma boa mala de músicas, com as típicas distorções que os Dead Combo já nos habituaram, podemos dizer que o Teatro de Vila Real foi completamente abaixo.

Com o público ainda a recuperar do concerto estrondoso dos Dead Combo, já estavam prontos os Sensible Soccers no outro palco, com sons mais calmos e penetrantes, encaixando às mil maravilhas num final de dia como aquele.
Com o recinto em peso para ouvir estes Nortenhos que já estão cada vez mais habituados a estas andanças, fomos ouvindo vários riffs e beats vindos de um palco que com a intensidade das luzes tornava tudo muito mais espetacular.
Enquanto íamos entrando dentro do género que se ia espalhando pelo parque, mais nos sentíamos bem num local que nunca ficou atrás de todas as previsões que foram sendo construídas nos dias anteriores.
Com um encore final por parte dos Sensible Soccers, podemos ouvir a já conhecida: Sofrendo por você, que não passou despercebida a ninguém, pois com a presença de um “intruso” a dançar ao som da música, o palco ficou mais composto numa espécie de despedida de um festival que vem preencher um espaço que continua muito vazio numa zona onde não conseguimos encontrar muito por onde escolher.

No final conseguíamos ainda ouvir Steve Parker e  Midnight, mas com um dia tão positivo, acho que todos saíram de lá mais que contentes, e acho que todos os presentes ficaram a querer mais iniciativas do género num meio que só por estar no interior não tem tanto por onde escolher, ficando muito atrás de muitas grandes cidades que por estarem no litoral conseguem mais facilmente escolher inúmeros eventos.
Ficamos à espera de outros eventos durante o ano, por parte da organização, para preencher as nossas agendas.

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Por Freitas / 30 Junho, 2014

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Estudante de Engenharia, e mais nada...

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