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Resurrection Fest 2018 - Dia 2 [13Jul] Texto + Fotogalerias

10 de Setembro, 2018 ReportagensPedro Sarmento

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Resurrection Fest

Resurrection Fest 2018 - Dia 1 & Warm Up Party [11/12Jul] Texto + Fotogalerias

Resurrection Fest 2018 - Dia 3 [14Jul] Texto + Fotogalerias
O segundo dia do festival afigura-se como uma estadia num hotel de luxo com tudo incluído: há todas as razões para não abandonar o palco principal. Logo ao início da tarde os espanhóis Virgen dão início à festa envoltos em post-hardcore e shoegaze apetitoso. Segue-se umas das promessas do festival para os fãs da cena progressiva mais eclética e The Contortionist não deixa ninguém insatisfeito. Os americanos, inseridos no contexto da tour do seu mais recente trabalho, desbravam entre compassos exóticos, melodias requintadas, breakdowns e muito saber. O duo de guitarras da banda faz-nos apontar para um dia em cheio para os aficionados das seis cordas.

Findada a epopeia prog há que voltar as costas ao palco principal e encarar de frente os bascos Rise To Fall. Claramente a jogar em casa, o groove metal destes “tíos” contagia facilmente as hostes dos festivaleiros menos conhecedores do seu trabalho. Seguia-se novamente uma tensão diferente na atmosfera e por todo o lado surgem as legiões de tshirts de Rise of the Northstar. Goste-se ou não do estilo do grupo francês, é impossível não lhes reconhecer qualidade de estrelinha. A banda move-se em palco como uma máquina de guerra, e o seu espírito samurai do século XXI veio impregnado de força e atitude. Concerto breve, mas de poder, com muitos temas do seu álbum Welcame.

The Contortionist, Rise To Fall e Rise of the Northstar

The Wizards, Niña Coyote Eta Chico Tornado e Wolfbrigade

As alterações de horário do dia anteciparam uma hora os lendários Megadeth e vale a pena continuar no palco principal. Entra em cena Dave Mustaine e companhia, com especial destaque para o mágico guitarrista brasileiro Kiko Loureiro, a mais recente aquisição melódica do grupo. Pouco comunicativo com a audiência e com aspeto algo cansado, o frontman do grupo cede claramente a ribalta ao “miúdo mais novo”. Há que reforçar aqui novamente a ideia de que, se este prometia ser um dia de gáudio para os fãs da guitarra, Kiko Loureiro resolveu definitivamente as contas, fazendo mesmo lembrar o mítico Marty Friedman em temas como “Tornado of Souls”, “Hangar 18” e “Holy Wars”. Estes colossos dos Big Four deram um espetáculo a percorrer grande parte da sua discografia, mostrando tudo o que há de bom na sua longa carreira. Infelizmente, é cada vez mais notória a dificuldade vocal de Dave Mustaine, seja em projeção vocal ou colocação das notas.

De regresso ao Desert Stage, os Monolord assumiram o comando da festa. Os suecos rasgam a audiência a meio com pinceladas de doom e salpicos de psych. Sendo um palco mais intimista, todos os concertos ganham aqui outro sentimento e é precisamente isso que convém aos gotemburgueses (que, de burgueses nada têm!).

Megadeth

Suffocation e Monolord

Turnstile, Crowbar e Paradise Lost

Os Scorpions podem parecer uma aposta anormal no Resurrection Fest. Pode esta aposta ser contestada e criticada, mas só o pode ser antes de se assistir ao espetáculo que os anciões alemães têm para oferecer. Pondo de parte a setlist mais do que conhecida (não tivessem eles passado por Portugal poucos dias antes), é preciso destacar a longevidade da qualidade deste grupo. É custoso acreditar o quão clara e potente se mantém a voz do septuagenário Klaus Meine. É enternecedor ver o quão bem entrosado está o baterista Mikkey Dee. É de respeito ver Rudolf Schenker a domar a audiência com a mesma força de há trinta anos. E é absolutamente delicioso ver e ouvir tocar o guitarrista Matthias Jabs (se o prémio de “melhor guitarrista do dia” parecia estar inevitavelmente nas mãos de Kiko Loureiro, o sábio alemão, com o seu aspecto de boina desleixada e sorriso nos lábios, volta a trazer a luta para a festa). Com uma organização e encenação própria do seu sumptuoso currículo (a lembrar o perfeccionismo alemão dos Rammstein no ano anterior) os Scorpions deram um show que converteu completamente os mais duros e deixou toda a audiência de coração cheio. Assim vale a pena envelhecer!

Novamente no palco Desert, somos agora convidados a embarcar na viagem espacial dos irlandeses God Is An Astronaut, vindos diretamente do Porto, onde atuaram na noite anterior. Sem sombra de dúvida o concerto mais hipnotizante do dia, embalando e projetando astralmente todos os elementos da audiência. Como já vem sendo habitual, o dia termina com mais uma resenha de covers, desta vez com Seek ‘Em All e o seu tributo a Metallica, que, pregos tristes mas verdadeiros à parte, deixou todo o festivaleiro com a certeza de quem querem ver como cabeça de cartaz do festival no próximo ano.

Scorpions

Sick Of It All e God is an Astronaut
por
em Reportagens
fotografia Bruno Pereira

Resurrection Fest 2018 - Dia 2 [13Jul] Texto + Fotogalerias
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