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Solids + Desert Mammoth + Strobelight Newborns @ Sabotage Club – Lisboa [25Set2015]

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Estreia dos Solids no nosso país. Foi o mote promovido pela Amazing Events que nos fez deslocar ao Sabotage naquela que foi mais uma noite em que marcámos presença num bar que cada vez mais vai fazendo parte da noite lisboeta e do circuito underground nacional e internacional de concertos.

Coube aos Strobelight Newborns e aos Desert Mammoth, ambas as bandas portuguesas, estrearem o palco do club naquela noite. A primeira das quais, fez sentir a sua inexperiência ao providenciar um concerto algo fastidioso para o pouco público presente. Os Strobelight Newborns são mais uma das muitas bandas que se tenta descobrir dentro da generalidade do rock psicadélico atual, detendo canções com frequente uso e abuso dos efeitos de pedais, notório na sua meia hora de concerto. Tal qual um ciclo vicioso, as suas canções “movimentam-se” para depois regressarem ao sítio de origem, sem nunca ir além do expectável. São uma banda nova, quer-nos parecer, por isso talvez necessitem de um pouco mais de rodagem para limarem algumas arestas.

Já com bem mais público presente, curiosamente mais até que os headliners do dia, os Desert Mammoth devastaram sonicamente o recinto do Sabotage, debitando furiosamente o seu stoner algo técnico perante uma sala rendida ao poderio sonoro destes autênticos mamutes. Agitando-se vigorosamente ao som das fortes linhas de baixo, os corpos rendidos, que lá preencheram o Sabotage quase por completo, agitavam-se de forma compassada ao ritmo da música proveniente do PA da sala, sem querer saber de mais nada, sem querer saber do mundo. Estavam ali e por ali ficariam não fosse a curta duração do concerto. Acreditamos que a banda não tinham muito mais que tocar.

Sem grande informação para dar e completamente desconhecidos por nós até à data do espetáculo só nos podemos render a toda aquela potência que nos penetrou os tímpanos durante outros tais 30 minutos. Foi pouco mas bom.

Distorção e fuzz no máximo, Solids em palco e “Traces” a abrir esta sua estreia no nosso país. Os Solids, que em estúdio se assumem como uma banda rock alternativo/emo, fazendo lembrar atualmente uns Title Fight e outrora uns Dinosaur Jr., ao vivo apresentam-se na sua versão mais noisy, com vozes pouco audíveis e com o feedback a dizer “presente!” sempre que possível. O duo soube-se deslocar sobre Blame Confusion de modo ágil interpretando as canções mais poppish logo de início: “Haze Away”, o primeiro single extraído do disco, foi logo a segunda a ser tocada.
É devido ao contraste entre a melodia e agressividade dos riffs de guitarra que a música dos canadianos resulta tão bem e é esse mesmo contraste que nos faz ficar introspetivos e emotivos perante tal música e atuação.

Homens de poucas palavras, Xavier Poitras e Lois Guillemette não precisaram de mais, a música fala por si. Os Solids não são tão “limpos” ao vivo como em disco, no entanto, a versão dirty resultou igualmente bem. “Not Complaining” e “Through The Wall” fecharam com chave de ouro um concerto competente e sólido, fazendo jus ao nome da banda.

No final da atuação houve tempo para conversar com os músicos. Soubemos então que se preparam para editar um novo E.P. no início do ano que vem (2016) e garantiram-nos que vão regressar a Portugal mais depressa do que pensamos. Esperemos que sim.

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Por Diogo Alexandre / 29 Setembro, 2015
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Um gajo que gosta de música e escreve coisas estranhas.

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