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Sound Bay Fest: O Cais do Sodré (num) tornado psicadélico [4Abr2015] Texto + Fotos

07 de Abril, 2015 ReportagensJoana Brites

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Plus Ultra + Mr. Miyagi @ Maus Hábitos - Porto [11Abr2015] Foto-reportagem

Tweak Bird + Equations @ Maus Hábitos - Porto [1Abr2015] Foto-reportagem
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Sound Bay Fest, um festival tipo ar comprimido numa bilha enorme prontinha a rebentar, não fossem as baquetas dos The Picturebooks parecerem fósforos gigantes. Incendiaram aquilo de tal forma que até a noite se vestiu de verão, mas tudo o que veio antes ajudou a incendiar o festival, cada banda era mais uma acha na fogueira.

Apesar dos The Japanese Girl estarem numa onda mais, digamos, parada e estagnada, pois deram um concerto a meio gás, os 1886 vieram de Espanha carregadinhos com combustível mais barato e talvez por isso, tenha sido tão fácil aquecer o Room5. O público chegou-se à frente e foram conquistando cada vez mais pessoal, com temas como no “Seed”, “Fuego “Woodsman” e acabando com “Supernova”. Foi uma explosão que deu à luz os Stone Dead, que tomaram logo de seguida o palco. Com linhas de rock mais clássico, os Stone Dead estavam mesmo numa de partir tudo, começando logo a abrir com “Evil Monkey” e daí em diante foi sempre a rasgar. Acabaram o concerto com uma aura desértica mas de plateia cheia, com “Stone John” embalada pela harmónica e embrutecida pelos vocais mais ásperos.



Voltamos as melodias mais psicadélicas com os Libido Fuzz. Vindos de França, trouxeram com eles a onda que defina o festival, aquela linha de blues rock psicadélico, num concerto sem grandes altos e baixos. De seguida sobem ao palco os Black Bombaim, um dos nomes mais sonantes do panorama da música nacional atual. Por entre a penumbra deram um concerto cheio de força e com um certo enigmatismo. Faltou o saxofonista mas Black Bombaim resumem-se a isto: fechar os olhos e deixar que a melodia nos leve onde quer que vá e a viagem é diferente para todos.

Para acordarmos da demanda, os The Picturebooks, munidos dos tais fósforos pegaram finalmente fogo à casa, num concerto cheio, mas cheio de força. Vozes rasgadas, baterias pujantes e tudo mais, um concerto cru e duro. Trouxeram de mota o mais recente disco Imaginary Horse e ainda soaram vozes do público com “PCH Diamond” e “Your Kisses Burn Like Fire”, passando num instante o trono a Radio Moscow.



E trono muito bem entregue, uma vez que se pode garantir que foram mesmo os reis da noite. Os esperados pelos mais desesperados, encheram a casa e como cabeças de cartaz foi-lhes cedido mais tempo. Brain Cycles e Magical Dirt estiveram no topo da mesa de cabeceira dos presentes durante alguns meses de certeza, não fossem as músicas conhecidas de trás para a frente e de frente para trás por parte daquele público.

Houve moshe, houve crowdsurf, houve festa e delírio. Os Radio Moscow podem voltar mais e mais vezes que a casa enche sempre e serão sempre recebidos com carinho e loucura. Terminaram com "No Good Woman", fanzendo desses 10 minutos de música terem parecido só dois. Se o público pudesse tinha pregado a banda ao palco para eles não saírem de lá. Mas não havia mesmo mais tempo para um encore e o palco foi entregue, e muito bem, à outra banda barcelense do cartaz.



Já quase a terminar a festa ainda estava para vir uma das atuações que iam marcar esta primeira edição do festival. Os Killimanjaro mantiveram a casa a arder, no meio de asneiras, suor e gritos. Surpreenderam todos e atingiram todas as expectativas. A tour europeia fez-lhes muito bem ou então eram as saudades aos conterrâneos que os fez rebentar com o palco. Hook não enjoa, faz-nos apenas sentir que o concerto não devia acabar, só mesmo já a rastejarmo-nos no chão, drenados de energia, quase mortos por dentro. Houve ainda tempo para as malhas novas serem apresentadas, desta vez na capital. Ainda não têm nome, aparecendo apenas na setlist como “Nova 1” ou “Nova 2”, mas pela amostra, não podemos esperar nada abaixo do nível do disco de estreia.

A energia era tanta que nem aos Tweak Bird passou ao lado, admitindo que o concerto dos Killimanjaro os tinha surpreendido bastante. Já o concerto dos Tweak Bird foi algo entre uns minutos de sound check, um sound check bem animado, com muita interação com o público. O concerto podia ter tido mais uns minutos, foi um bocado à pressão, não deixando que a energia chegasse a todo o lado. Apesar de já nem sermos assim tantos no público, esperemos por outra vinda, com mais tempo de atuação.

O mesmo não se pode dizer de Jibóia, que para variar fecha as festas todas no mesmo tom. Encarna o indiano e já nos habituou a vestir a pele da cobra sempre que o ouvimos. Dançamos bambuleantes sempre no mesma aura, psicadélica, intermitente, histérica e hipnotizante. Cantou Badlav com voz masculina, gritou aos céus e enfeitiçou os poucos mas bons que se enrolavam neles próprios em frente a ele.



O festival seguiu com a Kaleidoscope Party, a cargo dos Djs Mário Valente, a Boy Named Sue e a Dj Lena Hurácan.

No final de contas, esperemos que o festival continue de boa saúde por mais anos. Provou ter sido um festival com conteúdo e com um público alvo bem definido, não se preocupando apenas em trazer bandas internaionais mas em mostrar também o que de melhor há em Portugal nesta área. A apontar só mesmo o tempo de algumas atuações, que, por exemplo, no caso de Tweak Bird, por pouco não foi só um showcase. Sound Bay, cá te esperamos para o ano.

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