17
SAB
18
DOM
19
SEG
20
TER
21
QUA
22
QUI
23
SEX
24
SAB
25
DOM
26
SEG
27
TER
28
QUA
29
QUI
30
SEX
1
SAB
2
DOM
3
SEG
4
TER
5
QUA
6
QUI
7
SEX
8
SAB
9
DOM
10
SEG
11
TER
12
QUA
13
QUI
14
SEX
15
SAB
16
DOM
17
SEG

SWR Barroselas Metalfest - [30Abr/1/2Mai2015] Texto + Fotos

19 de Maio, 2015 ReportagensJoao Afonso

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

Jacco Gardner @ Hard Club - Porto [17Mai2015] Texto + Fotos

The Underground Youth @ Hard Club - Porto [15Abr2015] Foto-reportagem
// function reportagem_aparecer(idreport) { document.getElementById("report_" + idreport).style.display = "block"; for(i=0;i


Dia 1 | Dia 2 | Dia 3






Foi no primeiro fim-de-semana prolongado de Maio que decorreu o 18º SWR Barroselas Metalfest.

Mais uma vez a vila de Barroselas foi invadida pelos “guerreiros de aço”, sedentos de cerveja e com a energia certa para ser descarregada em headbangs ao som dos concertos mais variados, sempre preenchidos com bastante brutalidade.



30 de abril (Dia 1)


SWR Barroselas Metalfest

Infelizmente não pudemos ir neste ano ao dia 0 do festival, só chegando na quinta-feira ao início da tarde. A primeira preocupação foi conseguir montar as tendas e protegê-las da chuva, que foi constante durante o fim-de-semana.

Quem começou com as hostilidades foram os Shitmouth, uma jovem banda de punk hardcore do Porto, que faz lembrar os anos oitenta do punk. A fazer crescer a energia musical estiveram logo a seguir os galegos Blast Off, uma banda de thrash metal de fazer abanar o pescoço até saltar a cabeça. Depois destes dois concertos no palco grátis, tinha chegado a hora de abrir o recinto principal.

A cargo dessa tarefa estiveram os Equaleft, mais uma banda do Porto que aqueceu o pessoal com o seu groove metal. Já no palco principal, quem aumentou ainda mais a parada com muita brutalidade foram os colombianos Internal Suffering com o seu death metal brutal. Mantendo uma onda não muito distante estiveram também os Neuroma, uma banda de Liverpool que contava com membros dos Crepitation, banda que já tinha arrasado em Barroselas noutros tempos.

Entre concertos, sempre se tirava um tempo para ir buscar um copo e dar uma vista de olhos às bancas de merchandise.

Entretanto, chegou a hora dos Skyforger. Vindos da Letónia, os Skyforger já são uma banda com alguma experiência, portando uma carreira com vinte anos e seis álbuns lançados. Foram eles que deram o primeiro concerto com público mais composto e que, apesar de não ter sido muito interativo ou animado, foi interessante, trazendo uma sonoridade não tão habitual para o Barroselas. Depois vieram os Killimanjaro, que arrasaram tal como há 2 anos. Tendo um estilo duvidoso para se enquadrar neste festival, mostraram que têm capacidade de agitar qualquer público. Deram um concerto que teve tanta ou mais energia do que os das bandas bem mais pesadas. Com uma boa interatividade e com um som muito decente, foi um dos concertos que marcou esta edição do festival.

Os tão esperados Fleshgod Apocalipse entraram em grande e saíram em grande, numa hora de intensidade épica. Tocaram músicas tanto do Agony como do último álbum:, Labyrinth. Com uma postura de palco profissional e alguma encenação, fizeram-nos sentir o verdadeiro poder da sua sonoridade mitológica e épica. Foi mais um dos concertos que encheu e deu significado ao nome do palco 1: SWR Colosseum.

Logo a seguir veio mais uma banda de Itália, os Grime, que, tal como os Fleshgod, deram significado ao palco em que atuaram, este chamado Loud Dungeon. A sua sonoridade é de um peso que nos faz sentir esmagados e presos dentro de uma caverna.

Shining, com o seu vocalista polémico, foi um misto de opiniões. A qualidade dos músicos que o acompanham é ótima, mas este fez figuras muitas das vezes degradantes. Musicalmente estiveram bem, mas ao nível de prestação em palco o comportamento do vocalista foi reprovável, desde vomitando de propósito até pontapear o público. É verdade que já se sabe o que dali vem, mas esta postura, na nossa opinião, estragou o que podia ter sido um bom concerto. No geral, também acabou por ser um dos momentos com mais público a assistir.

Depois de tanta variedade, vieram os americanos Incinerate trazer de novo, com um brutal death metal de riffs bem compostos e batidas aceleradas, uma grande quantidade de mosh e cabeças a abanar. Seguiram-se os Crisix com um verdadeiro ultra thrash, como diz a música. A banda deu um concerto sempre com a energia no máximo e com momentos bem animados, que passaram por tocar com maracas e os músicos trocarem de posição para tocar covers de músicas bem famosas para todos nós. No final, acabou por ser uma ótima forma de encerrar o primeiro dia nos palcos principais.

Mas como a noite ainda era uma criança, no palco grátis ainda tivemos direito a mais dois concertos. Estes ficaram a cargo dos Redemptus e dos Wells Valley, que nos deram a sensação de que estávamos noutro festival, o que foi interessante. Este é um dos pontos que fazem o Barroselas ser o melhor festival underground do país.

Para quem achava que a festa ainda não era para acabar, tinham o bar da piscina com música, ótimo convívio e karaoke até o nascer do dia seguinte.


Texto: João Afonso



1 de maio (Dia 2)


primordial SWR Barroselas Metalfest

O segundo dia começou com a ida do costume à pizzaria, para ter as baterias carregadas para mais um dia de festival.

A começar o dia estiveram os Myteri, uma banda de crustpunk sueca com um som bem energético e de uma qualidade interessante. Os Imminent Attack apresentaram-se pela primeira vez em Portugal em grande, com um thrash crossover que depois de um concerto destes fazia-nos querer mais do género. Örök, uma jovem banda portuguesa que tem tido algum bom feedback com o seu recente álbum, foram os primeiros a pisar o palco Dungeon, e a receptividade, vinda tanto do público como de quem estava a abrir o recinto neste segundo dia, foi perfeita.

Os Claustrofobia trouxeram do Brasil uma sonoridade que lembra Sepultura, mas um bocado mais para o thrash. Também deram um concerto com músicos de qualidade e mesmo passando por um momento de dificuldade, visto que o baterista não esteve presente devido a motivos de saúde e teve que ser substituído, conseguiram manter a energia esperada.

A seguir era suposto actuarem os Emptiness, mas devido a atrasos na viagem tiveram que ser substituídos pelos Analepsy, que deveriam tocar no terceiro palco no final da noite. Mas sendo assim, tiveram a oportunidade perfeita para demonstrar no palco interior o slam brutal death do seu CD acabadinho de sair.

Depois de tanto levarmos na tromba, musicalmente falando, chegou a hora do psychadelic drone dos britânicos Bong nos levar dali para fora sem sair do lugar, algo que teria muito mais efeito estando completamente mocado. Prosseguindo estiveram os lisboetas Bleeding Display, que nos presentearam com mais um brutal death de qualidade feito em Portugal.

Quando chegou a hora dos belgas Enthroned, o recinto voltou a encher. Assim decorreu um concerto de um verdadeiro e demoníaco black metal, sempre com a potência no máximo. Acabou por ser mais um concerto digno de fazer estremecer a terra e de convocar as trevas sobre nós. E para mostrar que a organização sabe o que faz, logo a seguir tocaram os ZOM, no Loud! Dungeon, um black/death metal com uma voz extremamente gutural e cheia de eco, fazendo parecer que estavam a actuar no fundo de uma gruta. Para quem gosta de Senhor dos Anéis, esta era a banda que representava o Balrog.

Voltando ao Coliseu, os Primordial, uma das bandas mais esperadas pelo público, encheram o recinto como deve ser e deram um um concerto digno de prestar homenagem a deuses e heróis. Os irlandeses mostraram profissionalismo, sabendo manter o público concentrado no seu som e com um frontman cativante que consegue transmitir a emoção que provocam as suas músicas. Foi um dos concertos a recordar, sem dúvida. E depois deste som épico, veio outra vez um pouco de sludge doom para nos esmagar contra a terra, desta vez a cargo dos ingleses 11Paranoias.

Para finalizar a noite no recinto interior estiveram os checos Gutalax, que nos presentearam com o seu grind bem animado. Foi um concerto que fez o pessoal entrar logo em euforia, tendo os moshs mais animados do festival e mais constantes durante a actuação. É de realçar a simpatia e boa disposição que trouxeram, vendo-se bem os sorrisos nas caras das pessoas, algo um bocado irónico tendo em conta o seu grind agressivo com temas bem nojentos.

Lá fora, depois dos problemas da tarde, os belgas Emptiness acabaram por ter a sua oportunidade de ainda tocar no festival na suposta hora de Analepsy. Assim, tivemos um final de noite mais sombrio, primeiro com o black doom dos Emptiness e depois com o atmosférico sludge dos portugueses Mother Abyss.

Mais uma vez a noite continuou no bar da piscina com muita música e animação, sem esquecer as actividades que houveram durante o dia, incluindo sessões de autógrafos.


Texto: João Afonso



2 de maio (Dia 3)


Skull Fist SWR Barroselas Metalfest

O terceiro e último dia começou com os grinders espanhóis Rato Raro, que, apesar de atuarem cedo, já tinham a tenda repleta de público preparado para a recta final. Logo a seguir, estiveram os belgas Marginal com o seu death/crust.

Prosseguindo, desta vez no palco interior, estiveram os Midnight Priest, que conseguem arrasar sempre com o seu heavy metal, dando-nos vontade de nos tornar motoqueiros. Tanto em português como em inglês, a qualidade é sempre grande.

Para continuar a mostrar o que de bom se faz em Portugal, os mais que repetentes RDB arrasaram como há dois anos, onde tiveram o terceiro palco mais cheio que o principal, pisado pelos Onslaught. Desta vez actuaram eles próprios no palco principal, onde conseguiram transmitir a mesma energia, acompanhada por mosh constante. Para a primeira sonoridade sludge doom do dia estiveram os suíços Zatokrev, que nos fizeram perder no espaço e no tempo. Só mesmo no fim do concerto é que voltamos a nós, e nos lembramos que estávamos em Barroselas.

Logo a seguir estiveram os Benighted, que com o seu death grind francês nos deram uma boa chapada para termos a certeza que já tínhamos acordado do concerto anterior. Quando se diz que o Barroselas é especial, é a isto que se referem. Também foi dos concertos com mais circle pits do festival. A noite tinha chegado entretanto, e com ela vieram os Nightbringer dos Estados Unidos, para mostrar que lá também se sabe fazer black metal.

Mas os mais experientes Impaled Nazarene é que arrasaram, mostrando o que é black metal acelerado feito na Finlândia. Sempre em máxima potência, deram um concerto de cortar a respiração. Para quem prefere, em vez de chapadas nas trombas, partir para viagens mágicas causadas pela música, o concerto dos alemães Ahab foi perfeito. O seu funeral doom concentrado em temas náuticos, principalmente nas histórias do capitão Ahab e da sua arqui-inimiga Moby Dick, fez-nos mesmo sentir o suspense e terror de enfrentar tal monstro. Foi mais um concerto de fechar os olhos, abanar a cabeça lentamente e só os voltar a abrir no final.

E mais uma vez, para acordar, veio um concerto cheio de energia. Desta vez pelas mãos dos tão esperados Entombed, agora conhecidos como Entombed A.D. por causa de assuntos legais. Esta foi talvez a vez em que o recinto esteve mais cheio, tanto ou mais do que com Immortal e Hypocrisy em 2012. Foi sem dúvida uma mostra do que é o death’n’roll, estilo do qual se poderá dizer que eles são os pioneiros. Foi um dos concertos com mais energia e animação do festival., para muitos foi mesmo considerado o melhor. Depois, voltamos mais uma vez às profundezas sonoras e de espírito ao som de Lvcifyre, que nos esmagou com um black death metal bem feito, vindo do Reino Unido.

Como último dos principais concertos do festival, estiveram os canadianos Skull Fist, que nos fizeram lembrar o heavy metal dos áureos anos 80. Deram um concerto cheio de animação e show off, que valeu a pena pela qualidade do som e dos músicos. O público não os queria deixar ir embora, insistindo no encore.

O final da noite e do festival ficou a cargo dos portugueses Cangarra e Jibóia, que mudaram um bocado a onda deste dia de peso.

Como era a última noite e ninguém queria que o festival acabasse, o bar da piscina esteve completamente cheio, havendo festa até de manhã. Na hora de ir embora, mesmo com pouco ou quase nenhum sono, a vontade era que o festival continuasse, mas infelizmente não pode ser assim. Só resta esperar até ao próximo ano, pois é para continuar a ir ao Barroselas enquanto este existir.

No final, gostava de deixar um alerta. Se decidem não ir a este festival por não conhecerem nenhuma ou quase nenhuma banda, estão a cometer um erro. Aliás, essa é mesmo a melhor razão para o visitarem, pois de certeza que vão ficar a conhecer muitas bandas novas. E nem é só pelas bandas: o ambiente é sem dúvida o melhor que já vivi num festival, pois é tão acolhedor que nos faz sentir parte de algo especial. Não se vão arrepender.


Texto: João Afonso





 
por
em Reportagens

SWR Barroselas Metalfest - [30Abr/1/2Mai2015] Texto + Fotos
Queres receber novidades?
Recomendações
16 de Novembro, 2015

Tom Brosseau @ Canhoto - Porto [12Nov2015] Foto-reportagem

28 de Março, 2016

The Holydrug Couple @ CCVF - Guimarães [25Mar2016] Foto-reportagem

18 de Dezembro, 2016

Moonspell - Pavilhão Multiusos, Guimarães [2Dez2016] Foto-reportagem

12 de Maio, 2017

Hell of a Weekend, Corroios [5-6Mai2017] Foto-reportagem

Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2018
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?