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The Body + Full of Hell - Cave 45, Porto [26Abr2016] Texto + Fotos

03 de Maio, 2016 ReportagensDiogo Alexandre

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Após um fatigante SWR Barroselas e ainda em recuperação do mesmo (e não, o feriado não chegou porque a jarda foi fortíssima), voltamos ao Porto para acompanharmos aquela que será a última Amplifest Session antes do festival detentor do mesmo nome, agora movido para agosto.  Se é para fechar, que se feche em grande, e foi mesmo em grande que ambas as bandas se despediram do público portuense.

Quando os Full Of Hell sobem ao pequeno palco da Cave 45 e nos despejam aproximadamente 30 minutos de verdadeiro Grindcore e Powerviolence, por vezes, raçado de Death Metal (a camisola de Demilich não engana ninguém), fomos transportados dois dias para trás na cronologia do mês de abril, parecendo encontramo-nos ainda no festival minhoto, mas não. Aqui era a euforia da cidade, comandada pelos norte-americanos, a tomar conta de nós e a descarregar na plateia, algo amorfa, diga-se, a mais potente energia capaz de ser empregue por uma banda ao vivo.

Mal entrámos na Cave 45, observámos o quarteto, descontraído, no bar, falando e trocando impressões com os seus fãs, sempre bem-dispostos e acolhedores, para, pouco tempo depois, os observarmos endiabrados, usando e abusando dos blastbeats e das variações rítmicas, gritando, guinchando, murmurando, enquanto somos engolidos pelos subwoofers da sala e atirados contra a parede, êxtaseados com o que acontecia diante dos nossos olhos. Os Full Of Hell não estão para brincadeiras e vieram com tudo: desde o merchandise até à setlist escolhida (que passou por grande parte dos seus álbuns), abrindo o espectáculo com “Halogen Bulb” (de Amber Mote In The Black Vault – E.P. de 6 minutos) e terminando-o com “Endless Drone” (de Roots Of Earth Are Consuming My Home), esta com uma boa dose de noise bem elaborada pelo vocalista e mestre da eletrónica Dylan Walker, socorrendo-se do seu MASF para ensurdecer e acalmar o público presente, preparando-o para a destruição massiva que por aí viria.

Numa mudança de palco decorrida a uma velocidade estonteante, os The Body posicionavam-se nos seus respetivos lugares: Lee Buford, na bateria, atrás e ao centro, e Chip King, de guitarra envergada, tomando conta da sua majestosa pedalboard, do lado direito do palco. Foi assim que este duo proporcionou aquele que é candidato ao concerto mais ruidoso do ano. Noise puro e duro! Pelo meio, e com muito esforço, tentávamos entender as notas da guitarra e escutar os muito distorcidos mas ambientais gritos de Chip King, mas não dava. Os únicos gritos que ouvíamos eram os dos nosso tímpanos, pedindo por misericórdia.

Embalados pelo estremecer da sala, observamos grande parte da plateia a praticar a arte do headbanging ou algo parecido, fazendo da sonoridade mais abrasiva do rock e da eletrónica, o seu prato de pequeno-almoço. “Failure To Desire To Communicate” (quinta faixa de Christs, Redeemers) fechou um set curto porém intenso (mais não o poderia ser). Aquando o regresso à realidade, percebemos as dificuldades auditivas que encontramos durante a comunicação interpessoal, parecendo-nos tudo 10 volumes abaixo do normal. O feedback interno prevaleceu durante dois dias.

Foi o terramoto de 1755 em 2016 e ninguém deu por isso.

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