16
TER
17
QUA
18
QUI
19
SEX
20
SAB
21
DOM
22
SEG
23
TER
24
QUA
25
QUI
26
SEX
27
SAB
28
DOM
29
SEG
30
TER
31
QUA
1
QUI
2
SEX
3
SAB
4
DOM
5
SEG
6
TER
7
QUA
8
QUI
9
SEX
10
SAB
11
DOM
12
SEG
13
TER
14
QUA
15
QUI
16
SEX

The Soft Moon @ Musicbox - Lisboa [12Mar2016]

20 de Março, 2016 ReportagensDiogo Alexandre

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr
Musicbox

For The Glory + Grankapo + FPM @ Sabotage Club - Lisboa [11Mar2016]

Youthless @ Maus Hábitos - Porto [12Mar2015] Foto-reportagem
©ALIPIOPADILHA_87A2786 © Alípio Padilha / Musicbox

Após um efusivo concerto na edição transacta do festival Vodafone Paredes de Coura e uma data em Guimarães no dia anterior, foi no Musicbox, em Lisboa (que cada vez mais se torna na nossa segunda casa), que pudemos presenciar o quão furiosos são estes The Soft Moon ao vivo. A sala estava esgotada e caminhar pelo Musicbox com a simples ambição de ir buscar uma bebida revelava-se numa tarefa demasiado árdua para ser executada. Isto, claro, nos 40 minutos de espera por Luis Vasquez e companhia, pois logo após “Black” espalhar a sua industrialidade pelas colunas da sala lisboeta, o público presente liberta-se das “amarras” que o mantinha quieto e desata numa dança pouco ortodoxa que, mais tarde, se viria a tornar num mosh pit.

Vasquez deambula ora entre a guitarra ora entre os sintetizadores, criando planícies rítmicas semelhantes entre canções e quase sem nunca existir um tempo de descanso. Atira-nos para um poço abissal onde o pós-punk moderno domina, voltando, em seguida, às tonalidades mais industriais de uns Nine Inch Nails, por exemplo, notórias no seu mais recente disco Deeper, lançado em março do ano passado, e aqui a ser apresentado quase integralmente. Apesar dos constantes apelos do público à reação do frontman da banda (lembramo-nos de alguém que exaustivamente gritava a Vasquez para que este tocasse “Zeros” - tema de 2012 do álbum com o mesmo nome), este pouco reagia, demonstrando-se pouco falador durante a arrebatadora hora de concerto. Para além de um “Lisboa, é a nossa primeira vez aqui” e o típico “obrigado por terem vindo, vocês são fantásticos”, não se ouviu nada de muito particular. “Zeros” foi tocada pouco antes de “Wrong”, o mais recente single da banda que todos sabiam na ponta da língua.

Em palco, a banda norte-americana, composta ao vivo por Luigi Pianezzola, no baixo, e por Matteo Vallicelli, na bateria, mostra-se bastante enérgica, mexendo-se frequentemente para trás e para adiante, gesticulando e saltando, no pequeno espaço livre deixado por entre todos os instrumentos, pedais e maquinaria presentes no palco do Musicbox.  “Insides” e “Being”, com os pedais de delay bem presentes, encerram o set regular com um Vasquez endiabrado e gritando “I can't see my face. I don't know who I am. What is this place? I don't know where I am” fazendo-nos viver os seus dramas existenciais enquanto os strobes o transportavam ora para a penumbra ora para luminosidade total. O público, ainda não saciado, chamava pela banda que regressaria para interpretar mais duas canções: “Die Life” e “Want” foram as escolhidas para findar este concerto intensíssimo, com Luís, na última, erguendo a sua guitarra bem alto e terminando um concerto com um curto noise/feedback, despedindo-se dos fãs com um aceno e saindo de palco em seguida.

Sem margem para grandes esperanças de um novo regresso, a música de dança (que servia aqui de música ambiente) irrompe pelas colunas da sala, puxando os presentes, bruscamente, de volta à realidade e encaminhando-os para a saída, dissolvendo o negrume com que esta se viu envolta na passada e curta hora de concerto.
por
em Reportagens

The Soft Moon @ Musicbox - Lisboa [12Mar2016]
Queres receber novidades?
Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2018
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?