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The Tallest Man On Earth @ Aula Magna - Lisboa [6Fev2016]

10 de Fevereiro, 2016 ReportagensDiogo Alexandre

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Tallest The Tallest Man On Earth @ Aula Magna - Lisboa © Everything is New

São 21:05h. À entrada da Aula Magna pode-se ler “Esgotado” escrito em maiúsculas e a vermelho, no balcão das bilheteiras, sob os respetivos preços. Lá fora deixámos uma fila interminável de pessoas que aguardam por entrar. São duas as entradas disponíveis que não dar vazão à forte afluência de público que nos momentos mais “concorridos” quase que chegava à entrada da estação do metro da Cidade Universitária.

Na sala, já Markus Svensson (conhecido em palco como The Tarantula Waltz) e, certamente, desconhecido por grande parte daqueles que por ali se encontravam, debitava o seu folk melancólico, ou não fosse este um concerto encabeçado por The Tallest Man On Earth (pseudónimo de Kristian Matsson) também dotado de certa melancolia, referenciada pelo próprio.
Markus Svensson aparece em palco sozinho com apenas duas guitarras (uma delas nova – Loar LH-200) e rapidamente introduz a sua música ao público presente.  Markus, amigo de longa data de Kristian, como referiu durante o seu concerto, padece das mesmas influências do segundo. O Nick Drake não passou ao lado de nenhum dos dois, mas está bem mais presente neste The Tarantula Waltz do que alguma vez esteve em The Tallest Man On Earth. Essas semelhanças fizeram com que Markus fosse muito bem recebido pelo público que já se encontrava na sala e que fez com que ele se soltasse mais na interpretação dos seus temas, estreando algumas canções novas defronte do público português, confessa no fim. Foram 30 rápidos minutos de concerto que passaram num ápice e nos deixaram na ânsia de ouvir mais. Uma coisa temos que dizer: melhor abertura não poderia ter havido.

Apenas passados 10 minutos do término do primeiro concerto é que o fluxo de pessoas a entrar na sala lisboeta abranda. Olhamos ao nosso redor e observamos uma Aula Magna cheia, desde os Doutorais até às zonas mais altas do Anfiteatro (camarotes incluídos), com inúmeras pessoas já sentadas nas escadas e outras tantas de pé nos cantos mais afastados da sala.

Com início marcado para as 22h, foi às 21:50h que Kristian Matsson entra em palco: sorridente, correndo de guitarra ao ombro e sob uma grande salva de palmas. É com “Wind And Walls” que se apresenta ao público português cerca de 6 anos depois da sua primeira e última passagem pelo nosso país, no festival Paredes de Coura. A saudade apertava, tanto em Kristian como nesta Aula Magna esgotada que cantava todas as músicas do início ao fim, inclusive algumas novas, e pedindo outras tantas. Ainda em There's No Leaving Now, segue-se “1904” com o músico a apresentar-se, dizendo que está muito contente por se estrear em Lisboa, numa cidade e num país que adora e que lhe traz bastantes recordações. Convém destacar a qualidade da banda que o acompanhava (onde se destaca Mike Noyce, deambulando ora pelas cordas da guitarra ora pelas do violino), tendo a lição bem estudada e sabendo onde entrar e brilhar subtilmente.

Apesar de sueco, Kristian revela-se bastante comunicativo, contrariamente àquilo que observamos noutros músicos nórdicos. O músico aproveita então para nos conceder uma informação detalhada sobre, praticamente, cada álbum e temas líricos de cada canção. O público, rendido desde o início, acompanhava quase todas as canções com palmas, gritando coisas nos intervalos entre músicas. Enquanto o músico afinava a sua guitarra, ouvimos alguém gritar “toca a homem do leme!”. Kristian, não percebendo que se tratava de uma piada, faz sinal de silêncio para o público, de modo a conseguir entender melhor a tal frase, dizendo, posteriormente, que não entendeu porque não conseguiu ouvir, o que levou a uma enorme gargalhada por parte do público.

O facto de o cantor estar tão acessível levou a que acontecesse um momento único que, de certo, ficará para a posteridade, quando Kristian salta do palco em direção a uma rapariga que lhe pedia para tocar “Leading Me Now”: pedido concedido, troca de palavras consumada e beijo de despedida. O músico regressa ao palco, troca umas palavras com o seu roadie e “desafina” a guitarra que este lhe entregara para interpretar a canção pedida que, infelizmente, não constava no alinhamento. “Leading Me Now” ficou a meio devido à má memória do sueco, não se lembrando da letra completa e preenchendo algumas partes com “nanana”. Ficou a intenção.

 

O concerto prossegue ora com banda ora com Kristian encantando a solo, não deixando nenhum dos temas importantes de fora apesar do óbvio destaque concedido a Dark Bird Is Home: “Sagres”, onde Matsson se divorciou da sua esposa, confessa, foi uma das mais aplaudidas da noite ou não fôssemos nós uns pseudo-nacionalistas.

Já na reta final do concerto ouvimos “King Of Spain”, também requisitada por fãs só que esta constava mesmo no alinhamento, e a faixa homónima do novo disco, acompanhada por palmas mesmo contra a vontade do músico. “This is a song that talks about divorcing so please don't clap”, foi o que Kristian dirigiu ao grupeto que insistia em aplaudir durante a canção e nem os olhares de soslaio que o músico lhes lançava durante a música impediram tal acontecimento. Se houve momentos maus neste concerto, este foi sem dúvida o pior deles. No entanto, não foi suficiente para nos distrair daquilo que se fazia em palco.

Para o encore ficaram os derradeiros clássicos de Sometimes The Blues Is Just A Passing Bird: “Like The Weel” e “The Dreamer”, que fecharam assim, aplaudidas de pé, um concerto que superou largamente as nossas expectativas. Não sabemos o que levou este sueco de 1,70m apelidar-se como The Tallest Man On Earth, sabemos sim que, apesar da sua estatura, soube encher, eximiamente, a Aula Magna e o coração de cada um dos que por lá se encontravam, sendo mesmo o homem mais alto do mundo. No final de contas fez jus ao apelido e é isso que importa.

Tallest2jpg The Tallest Man On Earth @ Aula Magna - Lisboa ©Everything is New
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