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Unknown Mortal Orchestra @ Hard Club - Porto [14Nov2015] Texto + Fotos

16 de Novembro, 2015 ReportagensJoão Neves

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Boogarins @ Maus Hábitos - Porto [15Nov2015] Foto-reportagem

Tom Brosseau @ Canhoto - Porto [12Nov2015] Foto-reportagem
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Os Unknown Mortal Orchestra têm uma relação de amor muito grande com Portugal. Estrearam-se em 2013, em Paredes de Coura, e correu tão bem que três meses depois voltaram para um concerto no Porto. Desde então têm-nos feito visitas anuais, em 2014 no Alive e, mais recentemente, em julho deste ano, no Super Bock Super Rock, onde apresentaram já algumas malhas do seu mais recente trabalho: Multi-Love.

Multi-Love poderá não ser o trabalho que melhor define a banda mas será correcto afirmar que é exactamente com o seu último trabalho que os UMO se projetaram ainda mais para a ribalta. Do rock psicadélico misturado ao bom pop dos anos 80, que a isso juntam o rock típico dos anos 70, esta grande mistura de estilos musicais é uma das armas dos neo-zelandeses que juntam a isso uma lírica bastante envolvente com o público.

Assim não é de estranhar que a banda tenha encontrado uma sala completamente esgotada e a rebentar pelas costuras, entrando em palco em êxtase com todos os gritos que ouvem da plateia. Eles sabem o que fazem e como cativar plateias. O concerto inicia-se com “Like Acid Rain” e rapidamente se notam os seus arranjos arrojados com os solos de Ruban Nielson ou Riley Geare a fazerem as delícias dos presentes. Apesar disso a banda não se esqueceu dos anteriores trabalhos e revisitou tanto o homónimo de estreia como II, tendo sido precisamente em “From The Sun” que o público concentrou o maior esforço em formar uma união a uma só voz que deixou a banda bastante surpreendida, levando Ruban Nielson a dar as hostes à plateia. Mas Ruban é um Artista com letra maiúscula. No meio dos seus solos, o cantor saltou do palco para o meio da plateia para protagonizar um dos momentos do espetáculo, ao cantar “Stage or Screen” esgueirando-se pelo meio duma sala onde mal se conseguia arranjar espaço para dançar, mas mesmo assim cantando e interagindo com toda a gente.

O concerto pareceu mais pequeno do que o que realmente foi e quando isso acontece é porque tudo está bem, tudo corre bem, e tudo está certo. A banda anunciou o final do concerto quando se começa a ouvir “Multi-Love”, e aí sim, todo o Hard Club parecia uma única voz, todos cantaram com os Unknown Mortal Orchestra, dançaram, elevaram os braços no ar e fizeram a festa. Houve claro, um encore, reservado para “Necessary Evil” e para o single com mais repercussão, “Can’t Keep Checking My Phone”, onde novamente se verificou uma atmosfera incrível que demonstra bem que temos um público atento ao que de melhor se faz lá fora.

Fica claro que se os Unknown Mortal Orchestra têm uma relação de amor grande com Portugal, nós portugueses também temos uma relação de amor incondicional para com eles e que somos recetivos à sua inovação e à ousadia de mexer numa fórmula que funciona para fazer algo mais inovador. Foi um concerto ao nível de grandes bandas, e certamente um dos melhores do ano. Se calhar mereciam já uma sala como o Coliseu.

Uma nota de apreço ainda para a banda de abertura, os Youthless, que regressaram ao Porto na tentativa de cativar uma plateia que os desconhecia completamente. Esperemos que voltem para um público que lhes faça justiça.

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