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Vagos Open Air 2014

14 de Agosto, 2014 ReportagensFreitas

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Vagos Open Air

Sonic Blast 2014 - Fotogalerias

Vagos Open Air 2014 - Fotogalerias
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8 de Agosto (Dia 1)


 

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Após viagens atribuladas, campismo desajeitado, alguma sombra improvisada e de todo um aglomerado de preparativos um pouco exaustivos, estávamos prontos para iniciar a nossa primeira viagem ao espaço, onde se iriam realizar os concertos. Sobre um sol forte e um ambiente abafado, poucas eram as pessoas que deambulavam pelo recinto da Quinta do Ega. Uns grupos deitavam os primeiros olhares às bancas de merchandising, outros já petiscavam as saborosas culinárias das típicas “barracas de comida”, que nos próximos dias nos serviriam muitos dos nossos lanches e jantares. Por fim, e como não podia deixar de o ser, um bom grupo já se ia acumulando junto das grades do palco, de forma a marcar o seu lugar cativo nas filas da frente.

Coincidência ou não, que podia ter sido melhor que uma banda designada por “Gates of Hell” para dar a abertura ao Vagos Open Air 2014? O quinteto proveniente do Porto, mostrou que conhece muito bem o género onde está inserida e deu ao público aquilo que ele queria: um bruto Wall of Death e sucessivos Circle Pits bastante agressivos. Não quiseram poupar a energia dos festivaleiros ali presentes e em pouco tempo mostraram não só como conquistar um público, mas também o seu potencial.
Raça, vocalista da banda, demonstrou que o que fez com os Revolution Within noutros tempos no antigo recinto do festival, não foi por acaso, e marcou assim uma edição que tinha tudo para ser perfeita.

Pelo meio de algumas adversidades, Kandia conseguiu finalmente marcar presença no palco do Vagos Open Air. Iniciou-se com mais calma relativamente ao seu precedente, até que o público (aqueles que não os conheciam), começaram a estranhar um pouco a sonoridade que os ouvidos estavam a captar. Contudo, a banda foi-se entranhando progressivamente. Apesar de perdidos esporadicamente, os instrumentos conduziram um bom espectáculo. A vocalista, Nya Cruz, pareceu um pouco intimidada ao início, mas de faixa para faixa e com os sucessivos abanões de anca, foi ganhando mais força e afinação na voz, afirmando não só o seu valor individual mas também o valor de mais uma banda nacional!

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Sylosis, mostrou ser uma banda bastante versátil, passando por Thrash quase Death Metal, sendo até compostas por vários elementos progressivos. Foi esta combinação até um pouco peculiar que lhes valeu álbuns, lugares em grandes palcos e claro a sua presença no Vagos. O seu valor salta à vista, tendo até já as suas consequências pelo mundo inteiro. Conseguiram até já trazer um fã incondicional ao estilo de “Tony Carreira”, que veio de Inglaterra sozinho de propósito para os ver. Este foi imediatamente reconhecido pela banda, o vocalista aproveitou para um momento mais humorístico e após algumas trocas de palavras, Josh Middleton, exclamou: “Poor Guy”, os risos espalharam-se pelo recinto. Em suma, os Sylosis conseguiram conquistar o espaço, exceptuando um momento em que a banda pediu para o público fazer um pouco de "headbang for nothing", mas o inglês não foi muito bem entendido e esse momento passou um pouco ao lado.
Com o último concerto do baterista da banda a ser neste primeiro dia do festival, a banda não deixa de ser aclamada como um dos grupos mais inovadoras dos últimos anos, o que acabou por se confirmar nas grandes composições que tivemos o prazer de ouvir.

Prosseguindo então com bandas um pouco mais pela veia melódica, chega-nos Soilwork. Estes começaram por perguntar quem estaria pronto para uma boa dose de “Swedish Metal” ao que o público retorquiu positivamente. Soilwork provou para aqueles que os já os conheciam, ser uma banda que já tinha começado bem, mas que ainda assim acabou por evoluir bastante. Os seus ritmos bastante acelerados, distorções brutais e sempre com uma excelente melodia, conquistaram novamente o público português. A banda esteve em Portugal perto da sua génese. O vocalista não parava de mencionar esse momento, até que finalmente se lembrou do nome do local no qual tinham atuado em Portugal: “Hard Club”. Com alguns chuviscos no início do concerto, parece que nada parou um concerto que demonstrou que muitas das vezes as boas bandas vêem-se em palco.

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Já era esperado que EPICA movesse algumas multidões. Mas assim que a banda surgiu, o recinto encheu bem mais que as restantes bandas que acompanhamos durante a tarde. Naturalmente esperaríamos poder fazer o trocadilho tanto usado e que nunca cai em desuso “Epica foi épico”. No entanto, este ano ficou-se pelo quase ou semi-épico. Para o público em geral, o concerto deve ter sido óptimo ou pelo menos acima da média. Em contrapartida, para fãs mais exigentes, muitas das músicas esperadas não foram tocadas, alguns pormenores não estiveram presentes entre outros elementos que pecaram pela sua ausência ou por ficarem aquém das expetativas. Isto poderá ter sido resultante de grande parte do público ali presente possuir uma recente memória de um concerto bem superior desta banda. Apesar disto tudo, prometeram voltar ainda este ano a Portugal, em novembro.
Claro que não queremos ser desmancha prazeres, mas com algumas piadas pelo meio e algumas situações engraçadas que a banda nos proporcionou, o concerto passou muito ao lado do que se estava à espera.

Ao fim de dois anos de espera e para terminar o primeiro dia em grande, começava: Kreator!
Quem não conhece o grande nome que dominou o Thrash, principalmente na Europa? Estão em pé desde os anos 80, e apesar de envelhecidos visualmente pelo tempo, este não lhes arrancou a qualidade que sempre possuíram. De faixa para faixa não pararam de elogiar o público português e ainda tiveram tempo para elogiar a forma como a música consegue juntar tantas pessoas diferentes, num único espaço ao mesmo tempo!
Com os lançamentos de uma explosão de um fumo que se espalhava pelo céu, os Kreator demonstraram que ainda estão aqui para valer, e com algumas conversas com o público e interações bastante positivas, conseguiram ter na palma da mão um público que esperava ansiosamente por um concerto marcante.

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Texto por João Simões e Pedro Freitas






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