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A viagem ao espaço com José Cid

24 de Novembro, 2014 ReportagensDiogo Alexandre

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Coliseu Dos Recreios

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DSC04084_DONE - Cópia

Falar de aventuras espaciais já é quase tão banal como as greves do metropolitano de Lisboa... em época de mega-hype de Interstellar (o filme de Christopher Nolan), José Cid faz o que Interstellar não conseguiu e transporta os ouvintes de 10.000 anos entre Vénus e Marte para outra galáxia e, se quiserem, para outra dimensão. 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte é, indiscutivelmente, a obra-prima do Space/Prog Rock Português (talvez igualada apenas pelo Mestre dos Petrus Castrus, mas isso é outra conversa...). A verdade é que nos últimos tempos tem ganho um destaque enorme, passando de um quase anonimato elitista para um conhecimento generalista. O que aconteceu no passado Sábado (no Coliseu dos Recreios) foi exemplo disso. Foram muitos os curiosos que acorreram à sala mais central de Lisboa para poderem ver pela última vez (?) a interpretação de um dos clássicos do Rock Progressivo Nacional.

Marcada para as 22h, a viagem começou com um ligeiro atraso de 25 minutos, mas nada de muito preocupante, existe muito tempo e espaço por onde viajar. “Vida e Sons do Quotidiano” inicia a viagem, “Onde, quando, como e porquê? (cantamos pessoas vivas)” levantou os primeiros braços e soltou os primeiros air guitars, porém, tal como aconteceram na Aula Magna, esta obra-ensaio de José Cid ficou-se apenas pela primeira parte. É pena, queríamos ouvir tudo!

Seguem-se três novas músicas que entrarão no próximo álbum de Rock Sinfónico do artista intitulado Vozes do Além e cá vai disto! 10.000 anos integral, desde a faixa 1 até à 7, a viagem iria entrar no seu clímax. Interpretado de forma quase perfeita (mais perfeita tecnicamente do que no 1º concerto na Aula Magna) o disco fluiu de uma forma suave, quase inata aos artistas e a nós mesmos, porém era notório a diferença em termos de público do concerto da Aula Magna para este. Após o término de "Mellotron, o Planeta Fantástico", houve quem pedisse clássicos do Tio Zé baladeiro que todos nós conhecemos de crianças, falta de informação é a única explicação que encontro para o sucedido. Enquanto na Aula Magna víamos um público vibrante e em êxtase com o que se passava diante de seus olhos e com o que rompia adentro dos seus ouvidos, aqui vimos um público apático e desmotivado, salvo algumas exceções.

Quem não estava apático e desmotivado era José Cid e a sua banda que davam tudo o que tinham para quem quisesse colher os frutos vindos diretamente de 1978 nesta máquina do tempo que é a música. À décima música entram os convidados especiais e membros originais que produziram o álbum, falamos de Zé Nabo, Ramon Galarza e Mike Seargent. O tema homónimo deu que falar, ou cantar, neste caso, e foi com as famosas ilustrações do LP acompanhadas pela letra da música que o público acompanhou com a sua voz o refrão deste tema. Percebia-se o ânimo na atitude e no olhar dos artistas em interpretar isto para um Coliseu com a plateia esgotada. Depois disso houve ainda “A Partir Do Zero” e “Memos”, que, numa versão prolongada, soltou uns ''ohhhh-ohhh'' vindos diretamente do coração de muitos dos presentes. Um momento para contar aos filhos e aos netos, se a humanidade o permitir. Já no encore, “O Caos” incendiou o planeta Terra e "10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte" contando novamente com os músicos originais desta obra-prima, trouxe-nos de volta ao planeta.

Olhámos à nossa volta e estávamos no mesmo sítio, duas horas depois mas no mesmo sítio. Esquecemos por completo a "noção do tempo" e 10.000 anos couberam em 2 horas dentro desta nave chamada Coliseu dos Recreios. A dimensão continua a ser a mesma? Não sabemos. Sabemos sim, que se pudéssemos repetíamos a viagem por mais algumas vezes. Viagens como esta não se fazem todos os dias.

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