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Vodafone Paredes de Coura 2015 [21Ago] Texto + fotos + vídeo

27 de Agosto, 2015 ReportagensWav

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Vodafone Paredes de Coura 2015 [22Ago] Texto + fotos + vídeo

Vodafone Paredes de Coura 2015 [20Ago] Texto + fotos + vídeo


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Deixados para trás a desilusão de uns e o êxtase de outros em relação ao concerto dos muito aguardados Tame Impala, outro dia se levantava sobre Paredes de Coura. Como concertos mais aguardados do dia figuravam Charles Bradley, The War On Drugs e Mark Lanegan, três nomes que no ano passado passaram também por Portugal. Quanto ao primeiro, arrebatou o palco ATP do NOS Primavera Sound em 2014 com a sua soul apaixonada (e apaixonante). Quanto aos outros dois nomes, tinham vindo a solo nacional tocar no Alive e em nome próprio, respetivamente, em concertos que dividiram opiniões. Iria a história ser a mesma em Paredes de Coura?

Passava pouco da meia-noite quando Paredes de Coura desceu novamente à terra após uma breve passagem de uma hora pelo Olimpo da soul, da motown, do funk e do blues na companhia de Charles Bradley And His Extraordinaires. Naquele que foi um concerto absolutamente electrizante, Bradley foi o grande protagonista de uma noite até à altura sem grande chama.

Acompanhado pela sua banda de músicos excecionais, desde a secção de sopros, às teclas, percussão, terminando nas guitarras e baixo, o músico de 66 anos inspirado por James Brown conquistou os corações do público de Paredes de Coura e carimbou uma das atuações mais icónicas do festival. A energia e emoção que emanavam da figura de Charles Bradley contagiou os mais de vinte mil que se juntavam ao palco Vodafone.

Desde a soul clássica e romântica de "Love Bug Blues" ou "Lovin' You, Baby" até ao funk dançável de "You Put The Flame On It", alguns momentos eram intercalados por jams e improvisos dos The Extraordinaires, ao mesmo tempo que Charles Bradley, vestido de forma exuberante e excêntrica, à boa maneira da soul, dava um ou outro passo de dança que rapidamente desarmava até os menos impressionáveis.

A soul sentida de Charles Bradley culminou numa atuação absolutamente sem mácula e numa ida emocionada às grades para abraçar o público que se encontrava nas primeiras filas, tudo isto após muitos agradecimentos ao público durante o concerto por tamanha moldura humana que se juntava para o ver em Paredes de Coura. Obrigado nós, Charles. Obrigado nós.



Outro dos grandes destaques do dia ia para os War On Drugs, banda liderada por Adam Granduciel, e da qual já fez parte Kurt Vile, que no ano passado esteve também no Vodafone Paredes de Coura. Depois do grande hype que rodeou o lançamento de Lost In The Dream, terceiro disco da banda, e da considerável aclamação da crítica de que foi alvo, havia muita expectativa de ver o regresso do conjunto a Portugal, depois de uma atuação que dividiu opiniões em 2014.

Mas a verdade é que, desta feita, a transposição do som de estúdio para o som ao vivo da banda de Granduciel foi muito bem conseguida. A Americana carregada de influências do roots rock de uns Dire Straits, do heartland de um Bruce Springsteen ou até de algum shoegaze combinou na perfeição com um final de noite agradável em Paredes de Coura.

Grandemente baseada no mais recente Lost In The Dream, a setlist, para além de malhões como "Under The Pressure", "Red Eyes" ou "An Ocean In Between The Waves", contemplou ainda canções de Slave Ambient como "Baby Missiles" ou "Your Love Is Calling My Name", e até do mais antigo Wagonwheel Blues, com a fantástica "Arms Like Boulders". Já bem perto do fim, também "Comin' Through" retirada do EP Future Weather foi um dos momentos altos de um concerto onde ficou bem patente o talento de Adam Granduciel como compositor, guitarrista e criador de uma paisagem sonora única chamada The War On Drugs.



O dia de sexta-feira no Vodafone Paredes de Coura 2015 foi também dia de uma personagem com lugar reservado na história do rock subir ao palco. Mark Lanegan foi o líder dos já extintos Screaming Trees, banda de ponta da cena grunge que emergiu em Seattle no fim dos anos 80/início dos anos 90, e desde a dissolução do grupo que se aprontou a construir uma já respeitável carreira a solo.

A voz rouca e “abagaçada” de Lanegan foi a constante de um concerto extremamente competente, baseado principalmente no último disco do norte-americano, Phantom Radio, e no seu rock bluesy, quase a piscar o olho ao stoner. Até final, houve tempo para um dos mais bonitos momentos do festival: cover de "Atmosphere", uma das mais míticas composições dos Joy Division, que fechou com chave de ouro um concerto claramente subvalorizado ao longo do festival, protagonizado por um ícone do rock dos últimos 30 anos, também ele claramente subvalorizado.



Ainda mais cedo, eram os Allah-Las que subiam ao palco principal no fim da tarde, e encontraram um público bastante composto para a hora. Maioritariamente atraídos pelo “zum zum” que alguns faziam sobre a banda, gerou-se o momento mais odorífico de todo o festival.

E enquanto maior parte dos festivaleiros gastavam as suas últimas “balas”, o surf rock inspirado na década de 60 fazia a perfeita banda sonora para aquele fim de tarde. Músicas como “Long Journey” fizeram-se ouvir, no entanto o concerto esteve longe de levar ao delírio quem o via. As semelhanças entre cada uma das músicas são demasiadas para tirar o público da sua constância relaxada e apesar de não se destacarem cumpriram totalmente os requisitos para um bom concerto.



Bem antes do início dos concertos no interior do cada vez mais pequeno recinto, dado o crescente público do Vodafone Paredes de Coura, foi tempo para uma viagem até ao cimo de uma das encostas do vale do Coura para ouvir a Vodafone Music Session com Waxahatchee. A punk rocker norte-americana surgiu nesse registo mais intimista não só a solo como interpretando simples baladas folk apenas com a sua guitarra elétrica. Uma pele que lhe fica bem, e que faz até lembrar Cat Power nos seus discos mais acústicos.

Diga-se de passagem que talvez até lhe fique melhor essa pele de singer-songwriter do que aquela que desempenha como líder do seu projeto de indie rock um tanto ou quanto genérico que, apesar do bem recebido Ivy Tripp lançado em este ano, acabou por ser tocado em palco de forma algo desinspirada e sem energia suficiente para causar impacto nos que se deslocavam ao palco Vodafone FM para ver o concerto da banda liderada por Katie Crutchfield.



 

Vídeo resumo


 


 

Outras galerias


 






Texto: Luis Sobrado e João Rocha

Fotografia: Bruno Pereira e Hugo Adelino

Vídeo: Mariana Vasconcelos
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