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Yo La Tengo - Hard Club, Porto [7Fev2019] Texto + Fotos

16 de Fevereiro, 2019 ReportagensJoão Rocha

Uma antologia ao vivo

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Hard Club

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Equaleft - Hard Club, Porto [1Fev2019] Texto + Fotos
 

No passado dia sete de fevereiro, os melómanos da Invicta tiveram reunião marcada para o Hard Club. Como ordem de trabalhos apenas constava um ponto: Yo La Tengo. A banda norte-americana regressou ao nosso país uma vez mais para dois concertos, um no dia anterior em Lisboa, e este aqui referido. Não trazem per si um novo álbum na bagagem (o último, There’s a Riot Going On foi lançado o ano passado), mas trazem o peso e bagagem de toda uma carreira de mudança de paradigmas, pautada pela reverência da crítica e a cativação de fãs. Assim, e para quem assistiu ao concerto no Porto, viveu-se em carne e osso uma antologia pelo Rock.

O cenário montado mais fazia lembrar uma peça escolar. Visualmente era algo rudimentar e tosco. Vinis pendurados de forma aleatória eram o único adorno que se fazia ver pelo palco.  Em cima dele, uma catrefada de instrumentos musicais espalhados. Quem estivesse ali por engano, acharia que iria ver um concerto de uma banda muito numerosa. Para todos os outros era mais um dia de Yo La Tengo. De qualquer forma era óbvio que não haveria banda de abertura.

Passava um pouco das nove quando Ira Kaplan, Georgia Hubley e James McNew entraram em cena e atiraram-se aos instrumentos, para um concerto dividido em duas partes. A primeira mais pareceu uma daquelas instalações onde o público visita uma casa para ver o artista no seu dia a dia. Os três exploraram sons mais experimentais e esquizofrénicos da sua carreira, num set que causou alguma estranheza, mas muita admiração. Nem os problemas de sincronização vocal (os microfones não estavam no mesmo tom) iniciais causaram grande mossa na satisfação do público. Em boa verdade, eram apenas os Yo La Tengo a tocarem grande parte do seu último trabalho de 2018, um álbum mais ousado e díspar e ruidoso do que aqueles que consolidaram a banda na cena musical. Praticamente alheios a quem os via, iam rodando instrumentos, posições, consoante a música, e só antes de tocarem “Black Flowers” de I’m Not Afraid of You and I Will Beat Your Ass - com o qual brincaram como sendo o melhor nome que uma banda de rock pode dar a um álbum - é que dirigiram a palavra ao público para agradecer a sua presença. Até então dirigiram a quem assistia malha atrás de malha, num set iniciado “You Are Here” e terminou em “Here You Are”, faixas retiradas do seu já mencionado último trabalho. Anunciaram um intervalo e retiraram-se do palco.

Durante os mais ou menos 20 minutos de espera, algum público foi desertando - a hora já ia avançada, e possivelmente os que abandonaram não estavam a encontrar a acessibilidade da banda que julgavam conhecer -, portanto quando o trio regressou ao palco, a energia dos verdadeiros fãs tentou compensar um Hard Club mais vazio. Para a segunda parte ficaram os grandes momentos musicais dos Yo La Tengo. No início de cada música, alguém berrava euforicamente por reconhecer os primeiros acordes. Era rockalhão mais melódico, shoegaze mais sonhador. Eram histórias em jeito de música na vida de cada um dos que assistia. Do celebrado, e mítico I Can Hear The Heart Beating as One, tocaram duas canções: começaram por “We’re an American Band” para logo de seguida, em jeito de não deixar esmorecer a euforia, atirarem-se a “Autumn Sweater”, o momento mais reconhecível do concerto e da história da banda. Revisitaram ainda outros álbuns da sua carreira, até mesmo o mal amado Popular Songs de 2008, com “Nothing To Hide”. De facto, a banda americana não teve nada a esconder, da sua simplicidade às suas falhas, para quem viu, eram apenas três amigos a tocarem música, sem pompa ou circunstância, alheios a quem celebrava a sua carreira. Nessa noite, a antologia ganhou vida, e revisitou-se todo o percurso dos Yo La Tengo, que finalizaram sabiamente a segunda parte com “The Story of Yo La Tengo”.

Mais uma pausa, esta mais curta, para o encore, mais uma redução de público. Ficaram os verdadeiros amantes. Em jeito bem mais intimista e de presentear a resistência, ofereceram duas covers e “Did I Tell You” dos primórdios de New Wave Hot Dog. E assim, depois de um concerto de três horas - sim, três horas - despedem-se, mostrando uma vez mais porque razão são das bandas mais coesas e interessantes do panorama musical. Só podemos aguardar o seu regresso.

Yo La Tengo
por
em Reportagens
fotografia Bruno Pereira

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