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Alex Lahey - The Best of Luck Club

Review
Alex Lahey The Best of Luck Club | 2019
Rafael Coutinho 21 de Maio, 2019
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A primeira vez é sempre igual: bate aquele nervosismo, a pressão de tentar alcançar todas as expectativas criadas. Passam pela cabeça aquelas perguntas típicas. Será que vão gostar? Nunca fiz isto a sério, será que sou tão bom como penso? É assim que sinto ao escrever a primeira review a valer, e este álbum é o acompanhante perfeito para esta situação.

Alex Lahey é uma cantora e instrumentalista natural de Melbourne, Austrália. Em 2017 lançou o seu primeiro álbum, I Love You Like a Brother, com o qual obteve sucesso suficiente para embarcar numa turnê mundial a passar por várias cidades, nomeadamente Nashville, Tennessee, cidade famosa pela música e os músicos que dali saíram. Durante a sua estadia, a inspiração chegou a Lahey, passando dias e dias a escrever novas músicas para o follow-up. Sessões de escrita em que alguns dias chegavam a passar das doze horas. As noites em que Lahey saía pela cidade e frequentava os bares deram origem ao seu segundo álbum, The Best of Luck Club.

Nesta obra musical, a mais pessoal até agora, Lahey abre o seu coração, relata sobre ansiedade, o fardo da vida adulta, amores passados, expressa o seu amor pela namorada. E pelo seu vibrador. Alex captura o ouvinte com letras especificamente pessoais, mas que são simplesmente relacionáveis, as quais parecem terem sido retiradas diretamente do diário da cantora. Ouvir este álbum relembra os momentos em que colocamos a conversa em dia com um velho amigo. Devo notar que o álbum foi coproduzido por Catherine Marks, lendária produtora que já colaborou com grandes nomes como The Killers, Foals, Wolf Alice, entre outros. Esta parceria cria uma combinação perfeita, o som pop-punk junto com a escrita de Alex e a edição de Marks tornam The Best of Luck Club num sucessor digno de I Love You Like a Brother.

O álbum abre com a banger “I Don't Get Invited to Parties Anymore”, tema que prepara logo o ouvinte, sabemos que nos vamos divertir enquanto embarcamos numa montanha russa de emoções. A música fala sobre a sensação de perder contacto com amigos quando estamos distantes, o parar de ser convidade para sair para as festas e eventos. Para quem já esteve na mesma situação, esta música torna-se um hino.

As transições entre faixas são algo que merece destaque, especialmente entre “Interior Demeanor” e “Don't Be So Hard on Yourself”, esta última é a crème de la crème do álbum. Lahey canta sobre a exaustão e a necessidade de não ser tão dura consigo mesma. O pináculo do tema é um épico solo de saxofone executado pela própria cantora, que é também uma instrumentista, tocando todos os instrumentos ouvidos no álbum menos a bateria.

A seguir vem “Unspoken History”, uma balada sobre um relacionamento à beira da ruína, e é nesta parte do álbum em que salta uma incoerência: entre duas faixas caracterizadas pelo rock, temos uma balada acústica. A partir daqui, parece que o álbum desce um pouco em termos de qualidade. As faixas parecem incompletas, as transições iniciais entre faixas desaparecem.

“Isabella” destaca-se no meio do álbum como uma faixa que faz pensar ser uma dedicatória a uma amiga talvez real, talvez fictícia, mas na verdade revela-se ser a um objeto íntimo seu: o vibrador. O sentido de humor de Alex brilha neste tema.

Duas músicas depois e chegamos ao fim. Uma dedicada aos amores passados (“I Need to Move On”) e outra à namorada atual (“Black RMs”). No closer do álbum, “I Want to Live with You”, Lahey expressa as suas emoções sinceras pelo seu atual amor e as expectativas que criou para o futuro das duas. Este tema é totalmente oposto à última faixa do seu primeiro álbum, “There's No Money”, que na altura em que foi lançado ainda não era legal na Austrália o casamento entre casais do mesmo sexo. “We can’t marry even if we want to”, cantava Lahey na faixa, fechando o álbum num tom triste. Desde então, o país legalizou o casamento entre casais homossexuais, abrindo a possibilidade a Alex de viver o sonho que ela sempre quis com a sua parceira, e é isto que “I Want to Live with You” relata. Acabando esta viagem cheia de emoções num tom positivo.

The Best of Luck Club funciona como uma espécie de bar, onde ouvimos e contamos várias histórias ao longo da noite, desabafamos, choramos, gritamos e rimos. E acredito que essa era a intenção que Lahey queria transmitir, através das experiências que teve durante a sua estadia em Nashville.
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Alex Lahey - The Best of Luck Club
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