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An Autumn For Crippled Children - The Long Goodbye

Review
An Autumn For Crippled Children The Long Goodbye | 2015
Francisco Silva 23 de Junho, 2015
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Tape Junk - Tape Junk

Natalie Prass – Natalie Prass

Os AAFCC são o perfeito exemplo de quando uma banda tem um nome que se associa facilmente à sua sonoridade. Europeus, provenientes da Holanda, este é o quinto álbum da banda de Post-Black Metal.

Desde o lançamento de Lost, álbum que saiu no ano de 2010, que os AAFCC conquistaram o seu espaço na comunidade de Metal. Apareceram a tocar um Black Metal melódico, com influências de Post-Rock ou Shoegaze, assim como outras bandas que se encaixam neste género mas ganharam o seu lugar de destaque, sobretudo, porque conseguiam soar mais sombrios que muitas das bandas que tocavam sobre as mesmas influências.

Talento esse que viria a ser trabalho e melhorado em álbuns como Everything ou Only The Ocean Knows, que viriam a ser lançados não muito tempo depois. Em 2013, no entanto, houve finalmente alguma mudança de ritmo com Try Not To Destroy Everything You Love e com Try Not To Love Everything You Destroy no ano seguinte, em que usufruíram de mais tempo de estúdio e de uma produção mais limpa. O que nos leva até aqui, a The Long Goodbye, possivelmente o álbum mais limpo, organizado e menos caótico da banda até à data. A atmospheric vibe salta à vista com grande facilidade. Em relação à produção, os vocals assumem um papel menos relevante no mix, certamente para fazer com que o projeto chegue a mais público.

Com músicas menos detalhadas e ambiciosas do que vemos em alguns projetos do género, estas convergem, no entanto, de uma bela forma umas nas outras, o que me agrada bastante, tornando coerente quer a forma como o álbum foi vendido mas também a produção.

Apesar do som ter tudo o que considero essencial, a ferocidade das guitarras está lá, assim como na emoção nos vocals ou na velocidade da bateria, não consigo deixar de pôr o pé um pouco atrás pois sinto que a banda deve mais a ela própria e tem capacidade para pôr material ainda melhor do que aquilo que fez aqui. Por exemplo, na faixa “A New Form of Stillness”, a música entra diretamente em velocidade total, insiste num crescendo para que pouco trabalhou e acaba de forma quase repentina.

Peguem no tema “Only Skin”, ou mesmo na self-titled, são músicas que são devidamente construídas e fluem para estas guitarras que não fazem outra coisa que não chorar. Não me interpretem mal, quero dizer, as melodias, os sons atmosféricos estão lá, e são fantásticos, só acho que algumas das músicas não foram desenvolvidas o suficiente. Mesmo quando os instrumentais não estão assim tão interessantes, temos sempre a performance do vocalista a que nos agarrar, enquanto o mesmo grita sobre depressão, ódio ou angústia. A última música, e outra das minhas preferidas, “The Sleep of Rust” é um exemplo disso. Fica a sensação que o álbum foi gravado ao vivo no estúdio, pois as execuções estão no limite, assim como quando num concerto a banda dá tudo o que tem na última música para deixar boa impressão ao público.

No geral penso que é mais um álbum sólido na discografia de uma das melhores bandas do género, apesar de algumas decisões menos consensuais na estrutura das músicas e da produção.
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An Autumn For Crippled Children - The Long Goodbye
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