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Ariel Pink - pom pom

Review
Ariel Pink pom pom | 2014
João Rocha 09 de Janeiro, 2015
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Panda Bear - Panda Bear Meets The Grim Reaper

Freddie Gibbs & Madlib - Piñata
Há que contextualizar a figura estranha que surgia em Los Angeles nos anos 2000 e que rapidamente encantou os Animal Collective, tornando-se assim o primeiro a integrar, para além dos próprios, a editora própria da banda: a Paw Tracks. Há também que contextualizar o artista experiente que em 2010, ainda assinando com os Haunted Graffiti, lança Before Today e cria impacto no universo musical alternativo.

Este é o ano em que Ariel Pink apresenta-se oficialmente a solo e nos presenteia com pom pom, fazendo a sua já previsível consagração enquanto músico sofisticado e idóneo letrista. Numa aparente sequência desconexa descobrimos um álbum melancólico, engraçado, mas também com o seu q.b. de bizarro, o que nos surpreende quando constatamos que fomos abraçados e estamos a abraçar o álbum. É logo constatável nas faixas single “Put Your Number in My Phone” e “Picture me Gone” essa envolvência - a primeira cria um ambiente imaginário de café-concerto repleto de uma tristeza muito melódica, enquanto a segunda nos apresenta a mestria de misturar o synthpop dos 80’s em simultâneo com uma letra actual – mas também em faixas como em “Dayzed inn Daydreams” onde vivemos uma espécie de viagem “mescaliniana”, aconchegada por um belíssimo refrão-coro. “Lipstick” é de uma competência revivalista abismante que nos transporta para um ambiente de introspecção ao nascer do sol, no entanto é em “Black Ballerina” que Ariel Pink nos dá a volta à cabeça. Com uma lasciva letra, é impossível não nos confrontarmos com a ideia de que não sabemos o que é na verdade o músico. Aí reside a esquizofrenia musical do autor de “Dinossaur Carabears”, e nessa faixa é impossível não a notar. Uma música em constante transformação, onde se homenageia as referências (“Yellow Submarine” consegue ser encontrada entre a música) e onde se estranha mais o seu trabalho, mas também onde mais se o admira. Em “Plastic Raincoats in the Pig Parade”, estranha-se a “vibe” Indie Pop com que iniciou o álbum, e tal não funciona como um bom anúncio do que esperávamos dele, mas é depois de uma viagem “zigzaguiante” por pom pom que temos a certeza de parabenizar todo o álbum.

É nesta piscina de aleatoriedade de conceitos que Ariel Pink constrói o seu mundo criativo e a sua consistência enquanto músico, fazendo dele uma figura de destaque no panorama mundial atual, afastando assim a figura do excêntrico jovem insurgente que cativava o recôndito subúrbio underground.
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