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Bruma - Demo

Review
Bruma Demo | 2014
Sónia Felizardo 24 de Novembro, 2014
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Os Bruma, quarteto  oriundo de Braga, começaram em 2012 formados por André Pepe (baixo), João Alegria (bateria), Mário Abreu (piano) e Pedro Guerres (guitarra). Depois de se apresentarem inicialmente em formato "ao vivo" é em 2014 que os Bruma decidem levar a sua música a todo o público através da edição, e posterior download gratuito, de Demo, primeiro registo de estúdio da banda. Gravada este ano no Espaço Quatorze, durante o verão, e editada a 1 de Setembro com o selo de edição de autor, a estreia dos bracarenses traz assim um rock jazzístico, onde o piano se mostra como o instrumento crucial no resultado geral, em termos sonoros.

É curioso ver como Portugal anda a crescer na exploração do jazz em fusão, já os Pãodemónio, naturais do Porto também começaram a explorar essa nova vertente, e agora Bruma com Demo, em análise, vêm mostrar mais um disco onde o piano volta a brilhar. A percussão em todo o EP soa de certa forma, bastante semelhante à dos clássicos da soul, a finalização de "Mar e Rio" mostra essa bateria calma e mais dançável numa reconciliação com uma linha de  baixo bastante denotada. Ninguém diria tratar-se de uma das músicas mais "agressivas" no seu começo. E dessa forma, vem também ela servir de abertura para a crítica de Demo. Numa inconstância sonora, em "Mar e Rio", os bracarenses mostram-nos uma completa monotonia inexistente e um ritmo que, em actuação ao vivo, deve certamente colocar até os mais sérios, a dançar incansavelmente por entre o público.

Para os mais distraídos, é importante referir que actualmente a banda se encontra a gravar um EP para sair no início de 2015 onde, em entrevista à Bodyspace, avançou que traria músicas novas e outras de Demo. "Bola 8" seria uma boa presença nesse futuro trabalho. Funcionando como abertura do presente trabalho, ainda contém, em si, uma sonoridade pouco confiante e ainda insuficientemente desnuda. Há um grito na sua finalização mais é ainda um grito contido e limitado que numa versão estúdio, certamente sofreria alterações bastante positivas.

Assobiemos a "Farin Taraco". Muitas das composições de Demo surgem de improviso e aquela voz tímida e saudosa que surge por volta dos quatro minutos da canção, vem denotar que, se feita de improviso, mostra que há conjugações que funcionam muito bem, assim. "Cobre a Luz" tem a melhor introdução do álbum, aquele semi solo no piano -posteriormente acompanhado pelo elucidativo riff em loop na guitarra - acaba por nos abrir consequentemente à melhor composição presente no trabalho. Há aos três minutos e meio uma introdução de um riff completamente ofuscante e positivo. Apesar de Bruma, nas três primeiras músicas, ainda se apresentar com uma sonoridade muito contida, por sua vez, em "Cobre a Luz", insurge-nos uma vontade intensa de esperar pelo resultado do novo trabalho. É ouvir.
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