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Dead Witches - Ouija

Review
Dead Witches Ouija | 2017
Alexandra Martins 22 de Fevereiro, 2017
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No passado dia 10 de fevereiro, a Heavy Psych Sounds lançou o álbum de apresentação de Dead Witches. Ouija é uma representação do doom do oculto, contando com Mark Greening na bateria (Electric Wizard, Ramesses, With The Dead), nos vocais Virginia Monti (Psychedelic Witchcraft), no baixo Carl Geary e na guitarra Greg Elk, que faleceu recentemente. Como seria de esperar podemos reconhecer as influências e experiências das bandas acima referidas, e embora tenha alguns problemas, não deixa de ser um álbum de estreia que satisfaz os fãs do metal doom psicadélico. Não surge, portanto, como surpresa ter sido gravado nos Chuckalumba Studios, onde o lendário Dopethrone dos Electric Wizard foi também gravado. Dead Witches, não tentam reinventar o género neste disco, e penso que nem era o esperado, mas a abordagem deles à produção low-fi transporta-nos imediatamente para uma garagem, nos anos 90.

Ouija começa a festa com uma introdução atmosférica comandada pelo baixo de Geary, enquanto Elk tem um solo rítmico durante os dois minutos. Não é uma faixa particularmente entusiasmante mas serve para dar o mote fantasmagórico ao resto da experiência de 33 minutos. “Dead”, imediatamente a seguir, dá-nos a conhecer a energia da banda no seu total. Esta faixa deixa Greening brilhar na sua capacidade de baterista já com um extenso reportório e dá o primeiro gosto das vocais de Monti - uma voz de um além distorcido e macabro. Se em Psychedelic Witchraft ela é uma peça fundamental na banda, aqui parece um pouco comedida e constrita, com demasiado fuzz e distorção e volume desajustado na mistura final, criando uma incoerência entre o que se passa nos instrumentais e nas vocais.  

Se não estivermos atentos podemos não reparar que as próximas duas músicas, “Drawing Down the Moon” e “Ouija” se misturam (quase) numa grande faixa, num ritmo galopante onde os riffs ficam cada vez mais pesados e os vocais mais lamurientos, que demonstram as capacidades e range de Monti melhor que as faixas anteriores. Esta parte peca apenas quando parece demasiado lento, mesmo sabendo que o doom metal vive da repetição e de riffs demorados.

As duas faixas finais, podem-se dizer as preferidas e a salvação deste álbum, deixam o trabalho de riffs de Elk imortalizado para sempre. Sendo “Mind Funeral” a mais pesada, é a que faz o melhor showcase dentro do álbum das aptidões de Greening atrás duma bateria. Elevado e envolvido por um enorme e impressionante riff e vocais “sujos”, ele manda as preocupações para trás das costas, entrega-se verdadeiramente e enche o ambiente a cada oportunidade. Seguindo para “A World of Darkness” o silêncio é irrompido por “You’re gonna die up there” numa voz feminina e, de seguida outro riff possante e intenso, que nos transporta para o ambiente clássico do doom.

Mesmo com os problemas inerentes à produção, tratamento da voz de Monti e repetição nas faixas iniciais, é um álbum que merece atenção por parte dos fãs do rock do oculto e, pessoalmente, acredito que limando estas arestas um segundo álbum será com certeza um álbum fenomenal duma ponta à outra.
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