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Dreamweapon - Dreamweapon

Review
Dreamweapon Dreamweapon | 2015
Sara Dias 23 de Abril, 2015
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Ava Luna - Infinite House

Cave Story - Spiders Track (EP)

Começa a nossa jornada: uma viagem por seis universos paralelos diferentes, de psicadelismo e misticismo, onde acabamos fragmentados em múltiplas dimensões e sensações que antes nos eram desconhecidas. Os comandantes desta viagem são os dreamweapon, mais especificamente André Couto na voz e no baixo, Edgar Moreira na guitarra e na voz, João Campos Costa na guitarra e Luís Barros na bateria. Na bagagem trazem apenas um EP homónimo lançado em 2013, mas através das suas hipnóticas viagens em palcos lusitanos foram amealhando bastantes seguidores (incluo-me nesta contagem, especialmente depois do fantástico concerto no Serralves em Festa). Chega-nos agora, pelas mãos da Lovers & Lollypops, o seu mais recente álbum, outro homónimo, desta vez um longa duração.

A primeira dimensão que atingimos é "The Heart is Alive", o primeiro tema do álbum. Este inicia-se com uma sinfonia de guitarras, que nos introduz de forma suave nesta nova dimensão. Uma voz surge como pano de fundo a este mar de guitarras que nos ladeia. Formam-se paredes sonoras concisas e distorcidas, mas que ainda assim são polidas. Avançamos para o próximo universo, chama-se "Feather", tema que surge etéreo. Este tema é de progressão lenta, onde a repetição dos acordes nos subjuga a um estado de hipnose latente. As sonoridades são envolventes e os vocais distorcidos, convulsivos. Se seguirmos essa voz até aos confins da nossa mente corremos o risco de nos encontrar com Freud, sentado na sua poltrona psicanalista que enquanto fuma o seu charuto analisa o nosso tenebroso Id.

Chegamos a meio da nossa viagem com "Transient States",  que apesar do título é um dos temas mais extensos do álbum, sendo que os riffs das guitarras de Edgar Moreira e João Campos Costa remetem para The Black Angels, ainda que mais demorados e arrastados, diria colossais até. O ritmo da bateria mantém-se como uma constante, o baixo é imponente e sólido, enquanto que as vocais se misturam no instrumental. Segue-se "Stir", que na minha opinião é um dos melhores temas, dentro da música psicadélica nacional, que eu já ouvi (ainda que seja bem curta, gostava que fosse das maiores talvez). "Free your mind". Este inicio serve de epígrafe quer para o tema, quer para o álbum. O nosso transe fica cada vez mais profundo, até que a determinado ponto nos perdemos, sim, perdemo-nos de nós próprios já que os pesos que nos prendem a nós, desaparecem. Não existem mais amarras neste turbilhão de psychedelia.

Quinto Universo. “Eyes” é o universo mais ácido. Aqui a percussão é o foco central e se anteriormente tracei um paralelo com The Black Angels, aqui reforça-se (denote-se que traçar paralelos não é dizer que igual, apenas semelhante em certos aspetos). É a psychedelia no seu melhor. A atmosfera é densa, alia-se a distorção a vozes distorcidas, a um groove fenomenal proporcionado pela bateria. Neste ponto, o corpo já não é um entrave: viaja-se de sentidos despertos porque eles não dependem de sensações e percepções mas sim, da abertura da mente. Transcende-se. A nossa viagem chega ao fim com “Spirit Rain” que é um tema carregado de misticismo e ocultismo. As vocais chegam-nos deturpadas, quase imperceptíveis, quase que escondidas entre o instrumental. Esta faixa, a par de "Stir", assume-se como a minha favorita. A verdade é que há uma enorme coesão entre o baixo e as guitarras, e quando até aqui afirmei que eram hipnóticas, não exagerava. Estas levam-nos, guiam-nos, passeiam-se nesse longínquo inconsciente, comandam-nos.

Este é um álbum muito coeso de início ao fim, ainda que possa ser ligeiramente repetitivo. Este é o único defeito que lhe consigo apontar e o álbum não perde em nada por isso. É um belo disco de estreia, de um dos projetos mais prometedores a nível nacional. Se procuram viajar, explorar os recantos mais recônditos da vossa mente, este é o álbum ideal - ouçam-no.
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