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Godspeed You! Black Emperor - Asunder, Sweet and Other Distress

Review
Godspeed You! Black Emperor Asunder, Sweet and Other Distress | 2015
Rafael Trindade 20 de Maio, 2015
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Os Godspeed You! Black Emperor estagnaram. Uma das bandas mais discograficamente consistentes que o mundo já testemunhou, por fim lançou um disco abaixo das expectativas e sobretudo abaixo do nível ao qual nos habituaram com discos como F#A# (Infinity), Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven ou até mesmo com o recente Allelujah! Don’t Bend, Ascend!. O dia teria que chegar, mais cedo ou mais tarde.

Asunder, Sweet and Other Distress é o quinto disco de uma banda que existe há quase duas décadas e não traz absolutamente nada de novo ao catálogo discográfico destes reis do pós rock. Desta vez não há qualquer cenário apocalíptico, nenhuma cinematografia auditiva nem coexiste com a música a eminente colossalidade à qual o coletivo canadiano nos habituou. Aqui ouvimos uns Godspeed You! Black Emperor a puxarem uma influência stoner rock para o seu círculo musical e, embora não falhem miseravelmente, os resultados são evidentemente inferiores às expectativas altas e sempre adjacentes a um disco da banda seminal.

Isto não quer dizer que Asunder, Sweet and Other Distress é um disco mau. De facto, não tem propriamente um momento que possa ser classificado como “desastroso” ou “horrível”. A abertura do disco dá-se através de “Peasantry or ‘Light! Inside of Light!’” e é até um tema aceitável no que toca à fasquia “Godspeediana”. Os tímpanos do ouvinte atravessam “Lambs’ Breath” e “Asunder, Sweet” e o aborrecimento aumenta progressivamente, em conjunto com os drones desnecessariamente grandes. Não fossem estes os Godspeed You! Black Emperor e qualquer ouvinte se sentiria tentado a desistir do disco por esta altura.

Felizmente, o novo disco de Efrim Menuck e companhia contém quatro temas e é em “Piss Crowns Are Trebled” que reside o inquestionável monumento do álbum. Indiscutivelmente um dos melhores temas de uma já quintessencial e magnânima carreira, o tema de 14 minutos que encerra “Asunder, Sweet and Other Distress” lembra-nos novamente do porquê de adorarmos tanto esta malta canadiana, mesmo quando toda a esperança que o projeto constantemente proclamou desde a sua génese parecia perdida.

Em suma, o novo disco dos Godspeed You! Black Emperor apenas dá uma sensação de fatiga e até de tristeza porque leva o selo desta banda em cima. É um bom disco da parte dos monarcas canadianos do pós rock, o problema é que ao nome destes estarão sempre adjacentes as típicas e impossíveis altas expectativas. Devemos dar, pelo menos, graças pelo facto de os Godspeed You! Black Emperor ainda estarem vivos e de boa saúde. Afinal de contas, a esperança é efetivamente a última a morrer, não é?
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Godspeed You! Black Emperor - Asunder, Sweet and Other Distress
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