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Ibeyi - Ibeyi

Review
Ibeyi Ibeyi | 2015
João Rocha 13 de Março, 2015
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The Pop Group - Citizen Zombie

Rui Campos - Another Dark Mind

Numa viagem pela mitologia ioruba encontramos a gênese linguística para a formação da palavra Ibeyi. Gémeos míticos, protetores das crianças e da inocência, encontraram no poder da dança a forma de derrotar a personificação do Mal. Agora, os Ibeji inspiram Lisa-Kaindé e Naomi Diáz a abraçar a sua condição de irmãs. Nesta aparente adoração pelas tradições, as filhas de Miguel Díaz (Buena Vista Social Club) exploram-se num registo de batalha mitológica entre as suas raízes e o futuro, e o resultado é algo de tão bem concebido que possivelmente se tornará um ritual transcendental para todo o ateu agnóstico.

É na colisão entre as tradições e o trip-hop que nasce este álbum onde as faixas assumem o papel de defuntos através dos quais celebraremos em comunhão a vida. Cheio de ideias a marinar nas mentes das suas criadoras, o álbum homônimo deste duo franco-cubano viaja pelas suas raízes alimentando-se de uma forma tão comedida, que a silhueta final só poderia ter as medidas certas. Em boa verdade é na contenção que este álbum ganha tanto brilho, desprovendo-se de qualquer pretensiosidade em ser mais do que há para ser. É na naturalidade dos sons e sentimentos nele inseridos, em comunhão com as letras, que se atinge perfeição em faixas como “Oya”. Vocalmente é como se a Björk e a Regina Spektor fossem as CocoRosie, e tal não poderia soar ideologicamente melhor, no entanto ambas nunca teriam o elo de ligação que as Ibeyi têm. E é exatamente devido a essa empatia partilhada que o álbum triunfa. Em “Mama Says” e “Faithful” é exposto o desmembramento da família após a morte de seu pai, enquanto que “River” aparece aqui como a busca pela redenção e um novo começo.

Como álbum de estreia não podiam ter acertado mais em tudo o que havia para acertar e a sensação que perdura é que isso acontece porque nunca almejaram a tentar atingi-lo. Soa tão puro que a sua falta de experiência funciona com um encaixe perfeito com a ordem natural das coisas, saindo do coração sem necessidade de o enfeitar. Depois de um trabalho tão bem concebido o peso que recai num segundo disco é enorme, no entanto a curiosidade por ele é bem superior. Até lá devíamos ficar com ele em loop convertendo-nos pouco a pouco a uma espiritualidade superior que não há como descrever.
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