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Jacco Gardner – Hypnophobia

Review
Jacco Gardner Hypnophobia | 2015
João Rocha 12 de Maio, 2015
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A humanidade desde muito cedo procurou encontrar formas de se poder exprimir, e a música surge desde logo como uma das primeiras descobertas nesse plano de busca. Por se tratar de um caso muito sui generis de expressão pessoal/social esta encontra-se em constante mutação, não fosse o facto dela ser uma relação sensorial bi-lateral, onde cada música funciona como forma de expressão de determinado sentimento, mas também como possível causador de outros. E da exigência do melhor surge por parte do rock psicadélico a tentativa de tentar replicar uma experiência extra-sensorial apenas atingida em momentos de híper-atividade mental. A capacidade de viajar e visualizar um mundo enquanto estamos parados, desnorteados pela cegueira musical. É neste panorama que vamos encontrar um multi-instrumentalista Holandês, Jacco Gardner de seu nome.

Para quem conhecer o trabalho deste músico está obviamente familiarizado com o gosto pela recriação de uma vibe muito aproximada daquilo que foram os primeiros anos do psicadelismo. De Cabinet of Curiosities, 2013, para este novo Hypnophobia passamos de ter o mero gosto de recriar o ambiente dos 60’s, para o gosto de viajar até ele, re-inventando-o. Deixando de parte as letras, Gardner fá-lo logo na segunda faixa. “Grey Lanes” é uma obra-prima instrumental que nos transporta para um Universo tão estranhamente alternativo, que quase podemos imaginar a música tornar-se a banda sonora do nunca concretizado “Dune” de Jodorowsky. Nesta jornada na máquina do tempo, aterramos no Planeta Pink Floyd, era Syd Barret. “Before the Dawn” é uma pérola eletro-progressiva que vale em peso de ouro cada segundo da sua execução e, entenda-se que estamos a falar de uma faixa de mais de oito minutos. O facto é que todo Hypnophobia é uma viagem por um ingénuo imaginário criador, onde não existem barreiras nem pretensões e onde a beleza do sonho rapidamente se torna um negro pesadelo. A faixa título acerta na muche na concretização desta realidade. No entanto faixas como “Make me See” soam àquele pequeno relance de sonho que nos lembramos depois de acordar, dando impressão que foi colocada no alinhamento como uma mera ideia esquecida de explorar.

Um outro facto bem constatável depois do álbum estar ouvido é que Jacco Garnder não arrisca na fórmula estilística que usa, fazendo deste novo álbum algo que poderá soar muito verossímil do seu antecessor. É talvez a simples tranquilidade de cada faixa que faz com que a consciência de que cada poro foi invadido por este ritmo, chegue tão tardiamente, arrastando consigo a constatação de que o álbum é o seguimento mais que acertado para Cabinet of Curiosities. Hypnophobia é um auto-exercício visual provocado por uma melodia minada em libertação sensorial que mais uma vez vem provar a bilateralidade existente entre Humanidade vs Criação.
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