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Jeffertitti’s Nile ∆ - The Electric Hour

Review
Jeffertitti’s Nile The Electric Hour | 2014
Sónia Felizardo 29 de Abril, 2014
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¡Vuelven los Franktasmas! - Lo Absurdo
Que as bandas made in Califórnia têm sempre algo de especial para mostrar já todos sabemos, o que não sabemos é que em muitas delas não precisamos de consumir alucinogénicos para ter uma trip memorável e The Electric Hour é a prova disso mesmo. A pergunta fica - como a própria banda se descreve -  "Serão os Jeffertitti's Nile uma banda ou um estado mental?". E a resposta está no segundo álbum da banda de Jeff Ramuno (baixista de Father John Misty).

Se com o Hypnotic River of Sound já nos aventurávamos no caos da banda (mas apenas na sua fase inicial), neste segundo trabalho a banda de Jeff Ramuno traz uma experiência alucinogénica que não é de fácil produção. Há uma diversidade incrível em cada música que compõe este belo trabalho, e isso verifica-se tendo em conta a evolução da banda, sempre muito ligada ao espiritualismo e rituais de libertação da mente. É fácil verificar isso na já conhecida "Upside" e posteriormente em "The Day The Sky Fell", o melhor final que algum álbum poderia ter. Meditação é algo que acabamos por fazer e de forma bem mais fácil que ir para a natureza.

Gravado em três lugares:  No quarto de Edward Sharpe & The Magnetic Zeros em Ojai, nos estúdios Jazz Cats em Long Beach e em Seahorse Sound no centro de Los Angeles e com uma grande abragência de colaborações, inclusivé do baterista Josh Tillman (Father John Misty / Fleet Foxes) The Electric Hour ainda se destaca por ter sido gravado na sua maioria em fita analógica.

Inserindo-se num estilo (criado pelos próprios) a que chamaram "transcendental space-punk doo-wop" é na abertura de "Blue Spirit Blues" que entramos no caos da nossa mente, nos nossos auto-conflitos e numa fase negra com a qual não nos identificamos de todo, mas que está lá e que se prolonga em "Midnight Siren", embora de uma forma não tão rígida. E em "No One" já estamos a flutuar. Aquela abertura de guitarras não fazia prever que iria acontecer uma das melhores quebras de compasso audíveis no álbum.

O lo-fi de Hipnotic River Of Sound desapareceu, e ainda bem. Esta fase mais confiante dos Jeffertitti's faz de The Electric Hour um circuito completo, um ecletismo sonoro que soa como se tivesse sido gravado em momentos díspares, com músicos aleatórios. E talvez por isso tenham demorado 4 anos a lançar um álbum.
The Electric Hour é a psicanálise de nós mesmos, é como os próprios dizem ser "Only Human". Um trabalho magistral de tensão e relaxamento. Um álbum para ouvir quando a droga acabar.

 
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Jeffertitti’s Nile ∆  - The Electric Hour
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