Kreator - Gods of Violence - Wav
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Kreator - Gods of Violence

Review
Kreator Gods of Violence | 2017
João Bilé 27 de Fevereiro, 2017
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Será ainda possível, num género musical como o thrash metal, que sofre de uma nostalgia por tempos em que a sua importância e sucesso comercial eram outros, colocar nas prateleiras um álbum que seja relevante e entusiasmante?

A resposta dada pelo décimo quarto álbum de estúdio da banda alemã parece indicar que sim, é possível ouvir registos de bandas, como os Kreator, que não envergonham o passado e os tempos áureos do género na década de 80. Lançado a 27 de janeiro de 2017, o álbum surge como o sucessor de Phantom Antichrist, de 2012, marcando assim uma pausa de cinco anos entre trabalhos de estúdio, a mais longa da história do grupo. Distribuído sobre o selo da editora germânica, Nuclear Blast, Gods of Violence estende-se por onze faixas e 51 minutos de metal, cheio da sonoridade potente que o conjunto habituou os fãs. As edições deluxe do disco incluem ainda um álbum extra e um BluRay/DVD com a atuação da banda no festival de metal, Wacken, em 2014.

A faixa de abertura, uma pequena introdução que se prolonga por um minuto, prepara os ouvintes para um começo de albúm muito forte da banda de Mille Petrozza. A faixa “World War Now”, estrategicamente colocada no início do registo é um sinal do que a banda se prepara para entregar durante as canções que compõem Gods of Violence, sobressaindo o seu interessante refrão. A faixa seguinte “Satan is Real” é a segunda demonstração de força do grupo, nunca largando quem ouve a faixa desde as primeiras notas. Seguimos até ao single que dá nome ao disco, possivelmente uma das melhores faixas do álbum, uma música forte, rápida, com um refrão no estilo clássico de Kreator e que muito faz por recordar os êxitos iniciais do grupo, com o pedal duplo da bateria a ressoar nos nossos ouvidos durante os quase seis minutos pelos quais se estende a música. O último destaque individual terá de ser dirigido a “Army of Storms”, a sexta música no alinhamento do álbum e que merece definitivamente uma audição, mas cuidada. Apresentando-se como uma das faixas mais interessantes dos últimos anos dentro do thrash metal, surge como uma boa surpresa durante o trabalho.

O disco é, no geral, uma produção sonoramente consistente, com especial atenção aos arranjos de “Satan is Real” e “Fallen Brother”, um notório trabalho de estúdio. Importa salientar que toda este registo assenta sobre um bom desempenho musical da banda alemã, com destaque para os clássicos riffs de guitarra e para os solos que pontuam as diferentes músicas presentes em Gods of Violence. Refrões melódicos que captam a nossa atenção e harmonias de guitarra bem desenhadas são outros elementos que proporcionam uma agradável experiência em torno do trabalho. Nota negativa apenas para o arranjo musical do disco bónus, com as faixas gravadas ao vivo a receberem menos atenção do que a que seria posta num trabalho ao vivo fora do contexto deste albúm. O vocalista e guitarrista da banda, Mille Petrozza, apresenta uma performance consistente ao longo do álbum, com letras carregadas de referências e críticas sociais e políticas, habituais nas canções da banda surgida em Essen, na Alemanha.

O álbum foi bem recebido pelas publicações do género, o que atesta a qualidade do albúm, que não parece arrastar-se e nunca ameaça tornar-se uma experiência difícil de ouvir. Mesmo o último terço do álbum, que apresenta canções menos fortes do que os destaques do registo, em nada mancha o trabalho no seu todo. Pedia-se apenas a Mille Petrozza e à restante banda que arriscassem e que por vezes saíssem da sua habitual linha musical, pois nos seus momentos mais fortes é palpável que a banda teria capacidade para ultrapassar as barreiras dentro das quais flutuam os seus trabalhos, o que seria certamente uma boa experiência tanto para os fãs da banda como para os fãs de música no geral.

É assim, com agradável entusiasmo, que durante cerca de uma hora podemos ouvir um trabalho musical do grupo alemão que é consistente, entusiasmante e agradável de ouvir, e que pede para que seja tocado outra vez após o seu fim. Sem querer fazer nenhuma revolução no género, os Kreator provam em Gods of Violence que o thrash metal não é de forma alguma um género ultrapassado e que existem ainda inúmeras bandas capazes de carregar a bandeira da música pesada para os fãs mais antigos, mas também para uma audiência mais jovem que certamente reconhece o feito e o desempenho do grupo alemão.

 
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