8
SAB
9
DOM
10
SEG
11
TER
12
QUA
13
QUI
14
SEX
15
SAB
16
DOM
17
SEG
18
TER
19
QUA
20
QUI
21
SEX
22
SAB
23
DOM
24
SEG
25
TER
26
QUA
27
QUI
28
SEX
29
SAB
30
DOM
31
SEG
1
TER
2
QUA
3
QUI
4
SEX
5
SAB
6
DOM
7
SEG
8
TER

Lewis - L'Amour

Review
Lewis L Amour | 2014
Luís Sobrado 30 de Agosto, 2014
Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

Perfume Genius - Too Bright

If These Trees Could Talk ‎- If These Trees Could Talk
L'Amour pode não ganhar o prémio de melhor álbum do ano, mas estará certamente no topo da lista de álbum mais misterioso de 2014. Reza a lenda que, em 1983, Lewis, de nome verdadeiro Randall Wulff, apareceu nos estúdios Music Lab em Los Angeles com o seu vistoso Mercedes descapotável (para os mais apaixonados pelo mundo automóvel, podem apreciar o seu bólide na capa do segundo disco de Lewis, Romantic Times), e gravou as dez canções que provam que por baixo do seu majestoso cabelo, estava o cérebro capaz de escrever algumas das melhores canções que 2014 nos ofereceu.

Tudo isto só foi possível graças à Light In The Attic: esta editora de Seattle (onde mais poderia ser?) tem se destacado a relançar obras "perdidas no sótão" de songwriters como Jane Birkin, Serge Gainsbourg, Rodriguez ou Kris Kristofferson, e Lewis foi o seu último achado. Depois do lançamento de L'Amour em Maio deste ano, seguiu-se Romantic Times, já no mês de julho, discos esses que vão consolidando a imagem de aquela que já é uma estrela da música underground actual.

Maioritariamente piano ou guitar-driven, e sempre acompanhada por um sintetizador/órgão absolutamente atmosférico e fantasmagórico tocado por Philip Lees (mais um mistério), a voz ternurenta de Lewis liga-se de forma imaculada com as suas melodias etéreas: "Cool Night In Paris" e "Let's Fall In Love Tonight" mostram uma faceta mais bluesy de Lewis, fazendo lembrar o Tom Waits de Closing Time.

"Love Showered Me" incorpora mais o sintetizador, embora sempre de forma muito simples, cirúrgica e completamente singular. Outros pontos altos do disco, como "I Thought The World Of You", "Like To See You Again" ou "Things Just Happen That Way", recordam-nos de um Bryan Ferry mais espacial e menos encorpado, mais ambient e menos orquestral, mas com o mesmo perfeccionismo no que à melodia diz respeito.

Estando completamente desaparecido do radar, musicalmente falando, Wulff foi encontrado há dias. A notícia do The Guardian que anunciou o descobrimento do enigma a quem Randall Wulff dá corpo, referia-se a Lewis como "The 80's pop enigma who was 30 years ahead of his time". Não o podiamos dizer melhor.
por
em Reviews

Lewis - L'Amour
Queres receber novidades?
Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2020
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?