23
TER
24
QUA
25
QUI
26
SEX
27
SAB
28
DOM
29
SEG
30
TER
1
QUA
2
QUI
3
SEX
4
SAB
5
DOM
6
SEG
7
TER
8
QUA
9
QUI
10
SEX
11
SAB
12
DOM
13
SEG
14
TER
15
QUA
16
QUI
17
SEX
18
SAB
19
DOM
20
SEG
21
TER
22
QUA
23
QUI

Lust For Youth - Compassion

Review
Lust For Youth Compassion | 2016
Inês Pinto da Costa 31 de Março, 2016
Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

F.P.M. - Já Estou Farto

a-nimal - Distopias


 

Apesar de chegar a meio da segunda década do século XXI, Compassion encaixar-se-ia perfeitamente no leque de álbuns característos do new-wave de Manchester dos anos 80. A banda do sueco Hannes Norrvide volta agora com um estilo um pouco diferente mas, no geral, bem conseguido,  dois anos após o lançamento de International, um álbum puramente eletrónico que agradou às críticas. Compassion surge como a concretização de alguns detalhes que pareciam estar em crescimento desde a primeira aparição de Lust For Youth. Para além dos sintetizadores em primeiro plano, como sempre foram apresentados, também as vozes surgem mais cuidadas e preponderantes.

Aos primeiros segundos de "Stardom", a faixa de abertura do álbum, somos invadidos por um ritmo contagiante que nos leva, inevitavelmente, a reparar em algumas parecenças com Depeche Mode ou até New Order, quase como se estas bandas tivessem surgido na era de tecnologia em que vivemos e fossem levadas por samplers  e pela magia que estas caixinhas de música produzem, ao reproduzir e repetir ritmos e sons, vezes e vezes sem conta. Algo na voz de Norrvide leva à comparação com a voz de David Gahan, o que contribui também para a ligação feita com a banda inglesa responsável pela ‘’Personal Jesus’’ que todos conhecem. Seguimos o mesmo caminho por "Limerence", cujo significado do título é algo como um estado de espírito em que a afeição que se sente por uma pessoa é tão grande que pode ter consequências não benéficas (quando Norrvide canta, entre outras coisas, ‘’All eyes on her’’ podemos concluir que o conteúdo da música encaixa de forma perfeita com o título da mesma).

Um dos pontos mais altos deste longa-duração é, na minha opinião, "Easy Window", uma faixa que quase funciona como um interlúdio (um interlúdio tremendamente bem feito). Pondo isto em termos práticos, se todo o álbum fosse passado numa noite dos anos 80 na Haçienda, esta seria a música perfeita para, depois de bons momentos de dança, um pequeno momento de descanso para repôr energias sem perder a qualidade da banda sonora. Depois de carregar as baterias, "Sudden Ambitions" responsabiliza-se por uma entrada em grande. "Better Looking Brother", o single do álbum, é uma boa música que explora mais o lado eletrónico tão presente nas origens da banda, sem perder o arzinho de synth-pop de todo o disco. "Display" tem um toque ligeiro de balada, "Tokyo" é, uma vez mais, a representação do encontro do synth pop com o new wave inglês. Por fim, "In Return" é a derradeira música para fechar a noite (ou, mais uma vez de forma prática, para ‘’fechar o tasco’’). Esta tem a particularidade de ter um ritmo mais lento e de ser acompanhada de um monólogo que lembra o fim de um filme francês- um bom fecho que corresponde aos níveis de um bom começo.

Podemos ver em Compassion pequenos músicos amadores cuja música não passaria decerto despercebida nos anos 80. Amadores: não porque a música de Lust For Youth é imatura ou incapaz, mas sim porque compará-los a New Order ou Depeche Mode é demasiado. Lust For Youth mostram que têm capacidade para ser uma grande banda, talvez até capaz de, daqui a uns anos, serem tão bons que comparar uma banda pequena aos mesmos seja ‘’demasiado’’. Assim esperamos.

 
por
em Reviews

Lust For Youth - Compassion
Queres receber novidades?
Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2019
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?