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Old Yellow Jack – Magnus

De 2010 para a frente temos assistido a uma onda, ou melhor, um tsunami de bandas que querem trazer de volta o psicadelismo dos 60/70. Bandas revivalistas que pouco introduzem ao género em si, limitando-se a “chapar” o que já foi feito adicionando-lhe uma vertente mais pop (atual) e uma produção mais eficaz… obviamente que os tempos são outros e a tecnologia também. Escusado será referir os Tame Impala, Temples, Foxygen, Melody’s Echo Chamber, Ducktails, Phosphorescent, Triptides, Unknown Mortal Orchestra, Pond, etc… como exemplos disso. (a lista é interminável)

Os Old Yellow Jack surgem, precisamente, no meio desta alienação psicadélica que se vive nos dias os hoje, atirando-se a um EP de estreia, Magnus, muito na onda dos anteriores ilustres referidos. Pouco há a dizer sobre este disco, a não ser que se trata de um bom disco. Sim, um bom disco. Porém algo escasso de índole criativa. “Luanda” é o único tema que, realmente, se destaca no meio (precisamente no meio) destes cinco temas, e a única música merecedora de permanecer imortalizada num qualquer best of a ser editado após o término desta vaga psicadélica que se instalou no nosso país, e no mundo, como já foi referido.

Para além de “Luanda” e a, vagamente, experimental “I Found Oil”, os restantes temas não passam, apenas, de amostras decentes de neo-psychedelia made in Portugal. Os clichés estão lá todos: teclados ambientais, guitarras sobrecarregadas de efeitos, breaks a meio das músicas, baixo limpo mas pesado, fuzz… tudo a que se tem direito.

Após várias bandas nacionais se terem aventurado por caminhos revivalistas, e outras, inclusive, alterarem a sua sonoridade para pertencerem a este movimento, ouvir os Old Yellow Jack funciona como comer uma refeição requintada, mas requentada.

Por Diogo Alexandre / 2 Fevereiro, 2015

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Um gajo que gosta de música e escreve coisas estranhas.

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