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Parquet Courts - Sunbathing Animal

Review
Parquet Courts Sunbathing Animal | 2014
Pedro Francisco 24 de Junho, 2014
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Swans - To Be Kind

Com passagem prometida pelo Optimus Alive, os Parquet Courts apresentam-nos o seu terceiro álbum de originais: “Sunbathing Animal” vem no seguimento de um dos bons álbuns de 2013, “Light Up Gold”, que tornou esta banda de Brooklyn composta por Andrew Savage, Austin Brown, Sean Yeaton e Max Savage uma das sensações do punk-rock, ou, como eles próprios classificam, “Americana punk”.


Numa entrevista recente, Austin Brown declara: “The songs are written from a place of longing for something better. This record has a lot of themes, finding the grey areas between obligation and freedom, between oppression and expression and filling your duties to yourself but also working out how they fit into your place in the world.” É aqui que podemos notar a grande diferença para o álbum antecessor; além da evolução na sonoridade da banda, mais elegante, com menos riffs barulhentos, lampejos de surf-rock aqui e ali, e globalmente um ritmo menos frenético, notamos também uma evolução nas letras das músicas. Agora em vez de se cantar sobre estar sob o efeito de drogas leves em Queens e indeciso sobre o que comer (“Stoned and Starving”, um dos pontos altos de “Light Up Gold”), canta-se sobre a mágoa e o desgosto num ritmo mais lento e minimalista do punk (“Instant Disassembly”). No segundo single deste álbum, “Black and White”, debaixo dos riffs e batidas alegres os Parquet Courts cantam os blues ("Is the solitude I seek a trap / where I've been blindly led? / Tell me: Where, then, do I go instead?") demostram a tal evolução nas letras, que como os próprios apontaram, era um dos focos para o seu novo trabalho.


No entanto, nem tudo são rosas neste novo LP. Sendo mais longo em termos de duração que o seu antecessor, nota-se que algumas canções estão esticadas de mais e que não têm a qualidade a que banda nos habituou, até por este ser um álbum menos directo e imediato. Além disso, em algumas músicas o vocalista Andrew Savage exagera na quantidade e velocidade de palavras cantadas em pouco tempo, chegando mesmo a ficar fora de ritmo, o que torna essas músicas algo confusas.


Apesar de já não existirem tantos riffs estonteantes e que nos fazem trautear o resto do dia, este álbum demonstra um bom esforço de uns Parquet Courts mais maduros e cada vez mais cimentados como um dos bons valores do punk. Estamos curiosos para ver (e ouvir) como será o concerto da banda em solo português.


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