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Remo Drive - Natural, Everyday Degradation

Review
Remo Drive Natural, Everyday Degradation | 2019
Rafael Coutinho 06 de Junho, 2019
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The National - I Am Easy to Find

Sinkane - Dépaysé
Os irmãos Erik e Stephen Paulson, naturais de Minnesota, EUA, criaram os Remo Drive em 2014. Foram lançando vários EPs através do site Bandcamp, onde começaram a obter alguma visibilidade, mas foi em 2017, com o lançamento do primeiro LP intitulado Greatest Hits, que se lançaram ao estrelato. Chamaram a atenção da Epitaph Records, que os assinou e relançou o mesmo álbum em 2018. Desde então, a banda tornou-se num poster child para a nova geração emo, misturando o som do indie rock com letras cheias de emoção, criando algo depressivo mas energético.

Infelizmente, o segundo álbum do grupo, Natural, Everyday Degradation, não mantém o mesmo ritmo. Os vocais foram priorizados sobre os instrumentais, as músicas estão mais polidas, porém menos enérgicas. Erik, o vocalista principal, parece mais calmo, e isso é refletido na melhor enunciação das palavras neste álbum em relação ao anterior, onde se tornavam impercetíveis por causa da emoção. As letras continuam emocionais, relatando temas de amor minguante, relacionamentos cansados e amadurecimento. Apesar da escrita nunca ter sido o destaque da banda, neste álbum as letras estão mais simples e genéricas.

No entanto, sob o álbum paira a falta de entusiasmo. O garage rock é trocado por um estilo mais comercial, as músicas parecem muito similares, e apesar dos 38 minutos de música, torna-se difícil ouvir o disco até ao fim devido à sensação de repetitividade. São poucas as músicas que merecem destaque; nomeio duas, “Two Bux” e “The Grind”, que dão abertura a este álbum. A primeira relata o conflito entre os valores morais que os irmãos aprenderam quando eram mais novos, e a necessidade de enfrentá-los. Percebe-se ainda uma conversa entre Erik e Deus, sobre as aprendizagens da Igreja Católica. "The Grind" é uma das poucas pujantes, relatando as realidades e tensões de estar numa banda de um ponto de vista romântico.

O restante álbum sente-se incompleto, como se as faixas tivessem sido trabalhadas e lá colocadas só para encher; destaco que no início deste ano o grupo sofreu um leak de uma demo tape que incluía algumas das músicas que se encontram no LP, e isso poderá ter desmotivado a banda a melhorarem a gravação.

Se fosse descrever esta obra musical numa palavra, seria medíocre. O álbum não é péssimo, mas quando olhamos para a discografia da banda não há como negar que Natural, Everyday Degradation não alcança o mesmo nível de execução e entretenimento que obras anteriores.  O título do álbum traduzido para língua portuguesa fica “degradação natural do dia-a-dia”, e é apropriado; a cada música o álbum degrada-se, refletindo a falta de entusiasmo e a perspetiva pessimista.
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