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SOHN – Rennen

Review
SOHN Rennen | 2017
Marcelo Silva 09 de Fevereiro, 2017
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É com o peso de batidas simples e graves unida a uma voz de desalento que a faixa “Hard Liquor” começa o segundo álbum do músico inglês SOHN, nascido Christopher Taylor. Depois de três anos sem novo registo discográfico, no início de 2017 é apresentado Rennen, um álbum cheio de música eletrónica, ciclos e alguma desilusão.

Rennen é a palavra germânica para correr e na música homónima parece declarar o seu grito do Ipiranga em relação a um destino que não lhe permite libertar-se.  A ideia de correr, de deixar para trás, e até de fugir é expressa com “And I love you but I really have to go / My fate don’t mean a thing”. Não apenas em “Rennen” que Taylor destaca a ideia de quebra com o passado, em “Falling” tal rutura está novamente presente bem como a ideia de mudança.

A construção melódica das faixas do álbum tende a ser muito básica. Por outro lado, as letras expressam uma repetição excessiva aparentando como objetivo único contribuir para a aumentar o tempo de duração do álbum. Há, no entanto, algumas exceções, por exemplo, em “Signals” as harmonias criadas entre sintetizadores, caixas de ritmos e voz formam harmonias realmente muito boas. Mas a grande parte do álbum é pautada por ciclos repetitivos de música eletrónica com grande simplicidade de ritmos sem muito apelo para quem apenas ouve. Não é menos óbvio que essas mesmas músicas podem proporcionar bom som ambiente relaxante e envolvente. As frases repetidas demasiadas vezes, como acontece em “Proof”, não têm mais nenhuma função senão a reforçar o ritmo cíclico da eletrónica. Em “Falling” a repetição serve para simular uma queda que dura no tempo.

O leque de músicas que este álbum tem é tão grande que, desde a música mais dançável ou física vai até a uma espécie de “música de intervenção” como em “Primary”. É clara a mensagem contra o resultado das primárias nos Estados Unidos – “I can’t believe we’re not better than this” -, acabando por comparar o vencedor a Hitler – “It’s just 80 years since we did this before”.

Rennen é um álbum mediano quando comparado com o que é produzido no mesmo estilo. Tem músicas muito boas como “Signal”, “Rennen” ou até “Hard Liquor”, mas no restante não é memorável nem melhor do que a média. Taylor caiu em alguns ciclos demasiado repetitivos e longos e algumas comparações exageradas. No entanto, não se pode esquecer das coisas boas deste registo, como algumas harmonias muito bem construídas e como algumas músicas muito bem escritas.
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