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Sun Kil Moon - Benji

Review
Sun Kil Moon Benji | 2014
Luís Sobrado 25 de Abril, 2014
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Way Station - The Ships

Foi já no longínquo ano de 1996 que Mark Kozelek começou a sua nem sempre bem-sucedida carreira no projecto Sun Kil Moon. Mas 18 anos volvidos, não há dúvidas que este projecto meio-a-solo/meio-acompanhado que faz homenagem a um pugilista coreano (ou ao seu nome genial) atingiu não só a maioridade "oficial" como também a maioridade criativa. Benji não é p'ra meninos. Assim como o próprio Kozelek, que já não é o símbolo da slowcore que escureceu o mundo Indie dos anos 90, mas sim um homem de barba feita. E é para esses que ele escreve.


"Oh Carissa, when I first saw you, you were a lovely child / And the last time I saw you, you were fifteen and pregnant and running wild". Assim começa Benji: num tom confessional, auto-biográfico e quase penitente, Kozelek oferece-nos de tudo um pouco ao longo do disco. Versos deliciosos como "When I was a kid my dad brought home a guitar he got from Sears / I took lessons from a neighbor lady but it wasn't going anywhere / He went and got me a good teacher and in no time at all I was getting better / I can play just fine / I still practice a lot but not as much as Nels Cline" fazem-nos sorrir ao som da carta de amor ao pai (e a um membro dos Wilco) que é "I Love My Dad".

"Richard Ramirez Died Today Of Natural Causes" e "I Watched The Film The Song Remains The Same" são duas das melhores provas de que não é necessário muita complexidade para haver uma grande canção. Dando continuidade ao registo intimista do disco, tanto uma como outra se afirmam, por entre referências a Led Zeppelin e alternando ritmos infernais com suaves dedilhares, como duas das melhores peças escritas por Kozelek.


Realidades horrendas ilustradas com versos belos abundam em Benji. A perfeita simbiose letra-música é o grande ponto forte de um disco que tem em "Dogs", por exemplo, um dos seus melhores momentos. É nessa canção agressiva e suada que Kozelek fala dos seus amores, mas particularmente desamores, de uma forma incrivelmente tocante e ao mesmo tempo graciosa, que só nos faz render. Cheguei a sentir-me verdadeiramente desconfortável com algumas das estórias que ouvi, mas creio que isso ainda só me fez gostar mais de este álbum. E ouvi-lo mais que uma vez. E outra e outra vez.


Desde Songs For A Blue Guitar que o natural do grande estado do Ohio, que tantas outras figuras da melhor música que se fez nos últimos 30 anos nos ofereceu, não se mostrava tão em forma. E é ao sexto registo que nos deixa finalmente boquiabertos, afirmando-se como um dos grandes singer-songwriters dos nossos tempos. "Ben's My Friend" termina de forma sublime um disco de um Kozelek que se mostra nostálgico mas nem por isso ultrapassado. Clássico moderno? Veremos. E sinceramente, pouco que me importa que seja ou não reconhecido como deve. O humor estupidamente cáustico sempre presente, mesmo nas mais terríveis situações, é coisa que desarma qualquer um. Vivamos todos como Mark Kozelek.

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