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The Ocean - Phanerozoic I: Palaeozoic

Review
The Ocean Phanerozoic I: Palaeozoic | 2018
Pedro Sarmento 22 de Novembro, 2018
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Longos cinco anos se arrastaram entre a explosão do colossal Pelagial lançado via Metal Blade Records, e a notícia de que os The Ocean iriam lançar novo material discográfico. A expectativa cresce e atinge níveis pouco saudáveis quando se descobre que o novo álbum se posicionará, cronológica e musicalmente, entre o revolucionário Precambrian de 2007 e a dupla divina de Heliocentric e Anthropocentric de 2010. Em termos de conceito, o coletivo alemão íntegra em Phanerozoic I: Paleaozoic a primeira parte de 500 milhões de evolução da geologia terrestre, abrangendo o surgimento e desenvolvimento da vida animal e plantas, contendo também em si, cinco extinções em massa. Com várias mudanças no line-up ao longo da sua existência, a banda mantém, contudo, o seu mais importante cérebro criador, Robin Staps, e a sua voz de referência, Loïc Rossetti.

“The Cambrian Explosion” é o porto de entrada do álbum e os primeiros momentos de audição catapultam-nos dez anos para o passado. A nostalgia do leitmotif pianístico é enorme (ainda que esteja transposto) e é inevitável sorrir instintivamente com a referência. Rapidamente se segue “Cambrian II: Eternal Recurrence” e a sintonia continua, trazendo laivos de Pelagial e embalo oceânico. A voz de Loïc continua o que sempre foi: um doce contraste entre o sotaque carregado, o growl cheio e o clean rasgado, cheio de inflexões especiais. Passada a primeira parte de poder e pujança, com direito inclusivamente a um inovador blast beat, a faixa termina num maravilhoso coro progressivo comandado pelo mesmo leitmotif que fecha Precambrian em “Cryogeninan”.

Seguem-se “Ordovicium: The Glaciation of Gondwana” e “Sirulian: Age of Sea Scorpions” e o mote conceptual é a aparição das primeiras espécies na Terra. Aqui não há piedade e partimos embalados em velocidade de cruzeiro. Na primeira das duas há que destacar uma vez mais a versatilidade do vocalista e a intrusão entre harmonia e ritmo, este último liderado pela máquina rítmica que é Paul Seidel. “Silurian” abre com um riff cheio de groove e é quase possível sentir nas ondas de áudio o fervilhar da vida, o nascer das primeiras espécies. Fantásticos motivos guitarristicos, intermezzo com direito a corridas de piano cromático, orquestração digna de concert hall clássico, e final pujante, com novo riff, qual grito de guerra, a surgir no lado esquerdo da audição, rapidamente fundido com uns sopros majestosos.

A par de “Cambrian II”, também “Devonian: Nascent” e “Permian: The Great Dying”, respectivamente faixas cinco e sete do álbum, foram disponibilizadas previamente pela banda. A primeira conta com a participação vocal de Jonas Renkse (Katatonia) e o contributo é fantástico. Após um interlúdio instrumental sublime, o cantarolar sueco mergulha-nos num ambiente repleto de sentimentos Opethianos que só os nórdicos conseguem imprimir. A condução é assim feita até que a ele se junta Loïc e todo o inferno se liberta. Uma aposta segura de headbang para futuros concertos da banda, o terço final da faixa transmite-nos a sensação de que vamos chocar com algo, de que vamos desaparecer, de que nos vamos extinguir. A ponte para “Permian” é feita por “The Carboniferous Rainforest Collapse”, instrumental certinha e eficaz, mas de longe o esforço mais mortiço do disco. Finalmente: “Eyes on the water / Between the continents” é gritado a plenos pulmões movidos por medo genuíno. A frase da guitarra é típica do grupo, com acentuação marcada e mudanças de nota em local inusitado. É essencialmente uma faixa melancólica a partir dos quatro minutos: sabemos para o que viemos, sabemos que viemos para escutar a grande morte, a grande extinção. O tema termina com níveis de distorção tão elevados que roçam o descuido, mas sabemos que é propositado. É a porta que se deixa entreaberta para a segunda parte desta viagem (espera-se que atraque em 2020). Que venha rapidamente!

 

Nota: Este autor utiliza o Antigo Acordo Ortográfico.
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