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The Poppers – Lucifer

Review
The Poppers Lucifer | 2017
Hugo Fresta 30 de Março, 2017
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Os The Poppers não são desconhecidos para quem tem acompanhado a cena rock n’ roll portuguesa dos últimos anos. Além de possuírem uma sonoridade bastante própria, o seu estilo sai enriquecido devido à multiplicidade de experiências que os membros da banda possuem devido ao facto de fazerem também parte de outros projetos (Keep Razors Sharp e Born a Lion à cabeça).

O terceiro álbum dos The Poppers, intitulado Lucifer, surge após um longo período de espera. A banda tinha-se proposto a gravar o sucessor de Up With Lust  (2010) em Londres, com recurso a uma campanha de crowdfunding e, efetivamente, levou essa gravação até ao fim. No entanto, Luís “Rai” Raimundo, frontman da banda, admitiu recentemente em entrevista à BLITZ que “o disco esteve realmente pronto e gravado, mas não me identifiquei com ele”. Lucifer é um produto da consequente reflexão interna e alterações que foram acontecendo na banda, como por exemplo a chegada do novo baixista Bruno Cantanhede (Kid Richards).

Este novo álbum é uma lição de rock n’ roll bem dada e nele encontramos temas que conseguem chegar a várias vertentes do género e aos mais diversos estados de espírito. Viajamos desde o rock mais elaborado ao mais cru, do mais clean ao mais fuzz. Pegue-se por exemplo no tema “Peyote”, conseguimos ver a facilidade da banda em tornar o complexo bastante simples, ouvir cada nota que se sobrepõe ao riff inicial, sempre acompanhados pela coesão oferecida pelo baixo e ritmo certeiro da bateria. Mas para termos completa noção da amplitude de sons de Lucifer basta confrontar “In The Morning” com “Modern Wasteland”, ou “Like Dust” com “Time Aims”, notamos a facilidade que os The Poppers possuem de se reconfigurar para transmitir os seus diferentes pensamentos e pontos de vista.

Produzido por Paulo Furtado (Legendary Tigerman) e com participações de Filipe Costa (teclados) e Ian Ottoway (voz e texto em “Modern Wasteland”), Lucifer conta com nove temas e uma versão (“Teenage Kicks” dos Undertones).

Lucifer é uma verdadeira celebração do rock no seu estado mais puro e, sendo legitimamente a magnum opus dos The Poppers, será uma surpresa desagradável se não surgir nas listas dos melhores álbuns de 2017.
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