Thundercat – Drunk - Wav
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Thundercat – Drunk

Review
Thundercat Drunk | 2017
José Martins 14 de Março, 2017
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Stephen Bruner, mais conhecido como Thundercat, oriundo de Los Angeles, é um baixista, produtor e cantor cuja carreira começou quando o mesmo tinha apenas 18 anos. É com dois álbuns a solo aclamados por críticos e público, um Grammy (ganho em 2016 pelo seu trabalho na track “These Walls” de Kendrick Lamar), um EP e inúmeras fantásticas colaborações (Flying Lotus, Kamasi Washington, Childish Gambino, Vic Mensa, Mac Miller, e o já referido Kendrick Lamar), que Thundercat nos presenteou no mês de fevereiro com o seu terceiro álbum a solo, Drunk.

Produzido quase exclusivamente por Flying Lotus, produtor e fundador da editora que lançou o álbum, Brainfeeder, Drunk, estende-se por 23 tracks, tendo quase uma hora de duração. Contando com várias colaborações, incluindo nomes como Kendrick Lamar, Kenny Loggins, Michael McDonald, Pharrell Williams e até Wiz Khalifa. Ao longo da sua carreira, Thundercat tem procurado reinventar, à sua maneira, os sons mais excêntricos do jazz, funk e soul dos anos 70 e 80, prestando sempre homenagem a essa era da música, algo que se reflete extremamente bem e com muito sucesso num dos singles deste álbum, “Show You The Way”, que conta com duas lendas desta era, Kenny Loggins e Michael McDonald. Este facto foi bastante notório nos seus primeiros dois álbuns, sendo que no segundo não tenha resultado tão bem, visto que esses sons eram exagerados, não funcionavam com a produção do álbum, nem ajudavam o humor de Thundercat sobressair.

Contudo, neste álbum a história é outra. Juntamente com o seu humor e a sua personalidade, tais sons ganham outra vida. Seja a falar de anime, Dragon Ball, Tóquio, viver na friendzone, ter uma rotina no mínimo curiosa depois de uma noite animada, jogar Mortal Kombat e tecnologia, Thundercat consegue ser hilariante e ao mesmo tempo usar a sua estranha maneira de ser a seu favor, algo que não aconteceu no seu último álbum. Havendo bastantes momentos incrivelmente divertidos e interessantes em termos de songwriting, mostrando também a evolução entre álbuns, e que já era de destacar no pequeno EP lançado em 2015.

O problema deste álbum, apesar de agora estar menos destacado, continua a ser a produção. O mesmo descuido, a mesma falta de “limpeza” ainda deixa imenso a desejar. A produção juntamente com o facto de a voz de Thundercat não ser a melhor e continuar a ter pouco alcance, tornando-se assim monótona em várias partes do álbum, especialmente nas tracks menos memoráveis instrumentalmente também. Ao longo de quase uma hora, os vocais tornam-se apenas interessantes pela letra e não pela performance.

Deixando isto de ser verdade quando Thundercat convida Michael McDonald e Kenny Loggins para a track já referida “Show You The Way” e Kendrick Lamar para “Walk On By”. Nesta primeira temos o maior throwback já engendrado por Thundercat aos anos 70 e 80, sendo que Loggins consegue apoderar-se facilmente do centro da canção com os seus vocais ainda hoje únicos. A segunda, apesar de não ser tão memorável, ainda assim consegue destacar-se especialmente pelos versos proferidos por Lamar.

Sendo que as restantes participações vocais, de Wiz Khalifa e Pharrell, não são fonte de orgulho. Khalifa faz o que faz na maior parte das suas colaborações: uns pequenos básicos versos sobre marijuana; então que Pharrell não consegue acrescentar nada de significante, sendo que este aparece na penúltima track do álbum, não melhorando de forma alguma o final do mesmo.

Outro grande problema deste álbum, exclusivamente deste álbum, pois não acontecia nos anteriores, é o facto de ter imenso material, num total de 23 tracks, sendo que um número considerável delas são nada mais que filler tracks, não acrescentando nada de novo em termos de conteúdo não só musical, mas também emocional. Tornando-se também o baixo de Thundercat bastante repetitivo e rudimentar em algumas delas.

Concluindo, apesar de a sonoridade de marca de Thundercat continuar viva e cada vez mais cimentada, desta vez com as suas letras inteligentes e engraçadas ajudar à mistura, o álbum em si é pouco desafiante e produzido de forma bastante amadora e descontraída, quase intencionalmente má em algumas músicas. Acrescentando ainda o facto de o alcance vocal ser muito limitado e bastante enfadonho em algumas partes do álbum. A evolução está lá em alguns aspectos, especialmente em termos líricos, sendo que o Thundercat estranho e hilariante está cada vez mais à solta, esperando que o mesmo continue em futuros projetos. Mas tais melhorias não são o suficiente para tornar este álbum bom, nem memorável no seu todo.
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