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Viet Cong - Viet Cong

Review
Viet Cong Viet Cong | 2015
João Rocha 20 de Janeiro, 2015
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Mondo Drag - Mondo Drag

Coelho Radioactivo - Canções Mortas

Com a morte de Christopher Reimer coloca-se um ponto final permanente no hiatos dos Women, banda canadiense que em 2008 conquistava a crítica mundial com o seu álbum homónimo. Com claras influências nos The Velvet Underground seria largamente de esperar que um projecto daí saído seguisse a linha cruamente obscura do quarteto do Canadá. Assim Matthew Flegel e Michael Wallace formam os Viet Cong, juntamente com Scott Munro e Daniel Christiansen.

Apesar das suas raízes musicais, já em 2013, com o EP Cassette, os Viet Cong demonstravam não se afastar muito dessa linha, mas com claras distinções naquilo que seriam as suas referências. Este ano vêm colocar o ponto final nessa questão, apresentando-nos um álbum homónimo que não poderia abrir melhor o ano de 2015. Claramente mais sombrio e melodioso do que alguma vez os Women foram, o álbum é de uma paixão desprovida de emoção como só um álbum mecânico deste calibre o poderia ser. É também um daqueles claros álbuns onde competência enfrenta o factor inovação. Viet Cong poderá não ser o álbum mais criativo dos últimos tempos, mas é certamente de uma mestria de confecção abismal, recheado de influências que não se sobrepõem a uma identidade que a banda tenta começar a criar, mas sim ajudando-a a definir-se.

O álbum começa de uma forma algo monótona e sem grandes surpresas, introduzindo logo o ouvinte a um mundo musical onde reina o post-punk facilmente identificável com os Gang of Four, deixando-nos não muito expectantes do que álbum em si, apesar da mestria alucinante de “March of Progress”. E ainda bem que tal acontece, pois essa falta de expectativas não nos prepara para o momento me que numa fábrica de produção de metal abandonada se vive uma bem arranjada melodia. Assim é “Bunker Buster” o momento em que o álbum dispara todos os termómetros qualitativos para o topo. Segue-se o single de apresentação “Continental Shelf”, que é o melhor dos Guided by Voices exprimido numa só música em forma de eco abandonado. Ainda nas referências é impossível não detectar o ambiente dos Joy Division um pouco por toda a parte, no entanto o seu expoente encontra-se (e bem) em “Silhoeuttes”, uma clara prova de que estes meninos da música souberam bem aprender com aqueles que decidiram escolher como professores. O fim chega-nos com “Death”, onde o post-punk ataca com toda a sua fúria e beleza, sendo o fim perfeito para um círculo também ele não muito longe da perfeição.

Cabe agora aos Viet Cong a árdua e ingrata tarefa de nos deixarem convencidos das suas capacidades ao editarem o segundo álbum. Até lá, ficámos com este álbum em loop na cabeça agradecendo-lhes esta abertura triunfal do ano de 2015.
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